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A formação do professor e a inclusão escolar do aluno surdo

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O movimento de educação inclusiva, no contexto educacional brasileiro, propõe que todas as pessoas recebam educação na escola regular, e que esta, a elas, deve-se adequar. De forma contrária, porém, o que se observa, na prática, é que as escolas são destituídas de infraestrutura apropriada, os professores são despreparados e os alunos têm obtido um quadro de fracasso escolar. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo, analisar a atuação do professor em sala de aula que possui um aluno surdo matriculado, procurando entender, quais aspectos podem ser contemplados em sua formação, com vistas a favorecer o desenvolvimento de práticas que atendam as especificidades de aprendizagem desse aluno. Propôs-se ainda em investigar, como tem se dado a escolarização do surdo, no contexto inclusivo. Como referencial teórico, optou-se pelos estudos de Omote (1999), Bueno (2001), Mendes (2006) e Imbérnon (2000) que discutem a problemática da educação inclusiva e o despreparo do professor. Trata-se de um estudo de caso, onde se analisou a atuação de uma professora em sala que possui um aluno surdo matriculado. Os dados foram obtidos mediante observações das aulas e das entrevistas semiestruturadas. Eles demonstram a contradição em relação ao discurso da educação inclusiva, o despreparo do professor para atuar nesse contexto e a necessidade de programas de formação continuada atentos às questões inerentes à diversidade.