49828

A escolarização de crianças diagnosticadas com TEA relatada na produção científica

Favoritar este trabalho

A inclusão escolar trouxe uma nova realidade para a escola. A busca pela padronização dos comportamentos para direcionamento da prática pedagógica, que acompanha o mal-estar que o desconhecimento sobre essas crianças que até então não participavam das salas regulares, torna, por vezes, desimportantes os parâmetros oferecidos pela própria relação entre professor e estudante. Entre a prática pedagógica e a prescrição médica, o encontro do professor com o aluno diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) acaba sendo atravessado por saberes externos à relação. Expomos aqui uma pesquisa realizada em nível de pós-graduação, cujo objetivo é conhecer e analisar a produção sobre a escolarização de crianças diagnosticadas com TEA no Brasil, a partir do estudo da publicação acadêmica sobre o tema, no período de 2001 a 2015. A partir de uma análise bibliométrica, chegamos às seguintes considerações preliminares: predominância de pesquisas realizadas na região Sudeste do Brasil, cujo foco é a interação social dos alunos com seus professores e colegas; forte tendência a interpretações sobre as questões vividas por professores como dificuldades de instrumental pedagógico; concepção de que a interação e a socialização são pré-condições para a aprendizagem.