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A CORPOREIDADE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA VISUAL NO CONTEXTO DA ESCOLA INCLUSIVA

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O presente estudo busca compreender os significados atribuídos ao corpo pela pessoa com deficiência visual nas experiências educativas vividas na rede estadual de educação. A pesquisa segue a abordagem qualitativa de orientação fenomenológica, que descreve, analisa e interpreta o campo fenomênico, dando visibilidade as situações que favorecem e dificultam a significação do corpo nas relações de educabilidade com os educadores (familiares e professores). Esse mesmo campo ao desvelar as protagonistas dessa trama – as alunas deficientes visuais, busca saber como elas significam seu corpo nas experiências educacionais. Questão que chama o leitor a caminhar por essa jornada rumo ao sentido, a direção que ilumine a corporeidade vivida na escola, e o entendimento daquilo que se manifesta e seu desdobrar-se para a educação. Abre-se, assim, uma possibilidade de compreender e intervir significativamente na relação com a pessoa com deficiência visual, e olhar para aquilo que está acontecendo no contexto da escola e entender como se dá a significância corpórea dessas alunas consigo mesmas, com outros e com o mundo. Compreensão que aponta para a seguinte síntese: a experiência do corpo na aprendizagem humano-significativa e a emergência da intersubjetividade para o despertar do corpo próprio do aluno por meio de um aproximar-se solicito e participativo.