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Qual é a nossa visão sobre a deficiência e como isso afeta a docência? Como nos "formamos" professoras(es) em educação especial? Quais os atravessamentos dessa prática docente? O que nossas experiências têm a nos dizer? No presente trabalho buscaremos apresentar por meio de um relato de experiência sobre a trajetória da autora como professora (em formação) na educação especial, algumas notas reflexivas sobre temas como estigma e deficiência; cuidado e educação; como se constrói o saber docente; e como o encontro com as nossas diferenças podem abrir outros caminhos para práticas artísticas. Para isso, articulamos as experiências vividas às contribuições teóricas das áreas da educação, sociologia e estudos da deficiência. Como os estudos de Goffman (1988) sobre estigma e os contatos mistos; do modelo social da deficiência (DINIZ, 2007); e de pesquisadores da sociologia da educação (MEIRIEU, 2006; CHARLOT, 2013; TARDIF, 2014) e das artes (MUNIZ, 2015; VIANA, 2015). Buscaremos discutir sobre a formação e prática docente, alguns de seus impasses e desafios. Dimensões da docência que, por vezes, não são abordadas em espaços formativos, mas que permeiam o constante processo de mobilizar e integrar saberes durante o fazer educacional.
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