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O movimento de interface entre a Educação do Campo e a Educação Especial tem sido invisibilizado tanto academicamente quanto nos espaços escolares. A temática requer pesquisas que colaborem e contribuam em desvelar esse movimento, visto que existem pouquíssimos estudos acadêmicos que o discutam, além da existente fragilidade em se pensar políticas públicas que levem em conta essa interface. A partir da noção de cartografia de Boaventura de Sousa Santos (2011), Temos por objetivo, nesse artigo, desenhar um mapa simbólico que evidencia o cenário dos dados sobre os alunos público-alvo da Educação Especial, matriculados nas escolas da cidade e do campo no Brasil, mais especificamente no estado do Espírito Santo, a partir do banco de microdados do MEC/INEP e das sinopses estatísticas apresentadas no sítio do MEC/INEP. Como natureza metodológica, utilizamos a perspectiva da cartografia simbólica de Boaventura de Sousa Santos. Por esse olhar, compreendemos os mapas como representações simbólicas de contextos que se quer evidenciar, neste caso, chamando a atenção para a existência dos alunos público-alvo da Educação Especial nas escolas do campo. Como considerações, nossos dados desvelam a presença de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação matriculados nas escolas do campo e como esse quantitativo vem aumentando no decorrer dos anos analisados.
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