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Resumo

A 10ª Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10) foi aprovada em 1989 e é um sistema classificatório de enfermidades a partir de critérios médicos definidos, com fins estatísticos ao monitorar a incidência e prevalência de doenças, sendo a principal ferramenta epidemiológica do cotidiano médico. O discurso médico preconiza a questão patológica como a mais importante para a realização dos diagnósticos. Diante deste cenário, o objetivo do presente trabalho foi analisar o discurso do sujeito com deficiência presente no CID-10, com o intuito de refletir sobre algumas implicações para a área educacional. Trata-se de estudo documental e bibliográfico, de cunho exploratório. Os resultados obtidos demonstram que o documento CID-10 é baseado em aspectos biológicos e negligencia o meio social como determinante para a produção de deficiência. Assim, a deficiência é tratada como um estado patológico e segue uma racionalidade que classifica a deficiência como uma incapacidade que gera desvantagens. Embora o modelo social tenha contribuído para o questionamento acerca das estruturas e barreiras que se interpõe no cotidiano do sujeito com deficiência, sobretudo com o advento da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), nas práticas educativas ainda se tem a hegemonia do modelo médico.

Instituições
  • 1 Universidade Federal da Grande Dourados
Eixo Temático
  • 24. Prevenção e intervenção: fatores de risco e proteção no desenvolvimento de pessoas público-alvo da educação especial
Palavras-chave
Deficiência; Modelo Médico; Educação Especial