Autorrepresentação de pessoas com deficiência intelectual: a concepção sobre a deficiência e os "sonhos" para o futuro

Vol3,2018 - 93900
Comunicação Oral
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Resumo

Esta pesquisa objetivou conhecer as representações que dez pessoas com deficiência intelectual (DI), residentes na cidade de Goiânia/GO, com experiência de escolarização formal têm a respeito desta deficiência e as aspirações que têm para o seu futuro pessoal. O aporte teórico compreende, dentre outros, AAIDD (2010), Foucault (1995, 2002b), Glat (1989), Moscovici (2007), Pessotti (2012), Vaginay (2012) e Vygotski (2012). A pesquisa bibliográfica desvelou que historicamente a pessoa com DI tem experienciado situações de exclusão e de silenciamento social. As representações a respeito dela, por séculos, embasaram-se em concepções de sobrenaturalidade ou de sub-humanidade. A emergência de representações sociais e científicas mais dignificantes correu principalmente na segunda metade do século XX. A análise dos dados coletados por meio de entrevistas de profundidade denota que a consciência da deficiência não é generalizada; percebem as suas singularidades, mas não as relacionam à DI; a explicam, via de regra, por meio das capacidades e não das dificuldades e/ou limitações; vivenciam possibilidades interativas virtuais semelhantes às dos seus pares etários; são pessoas felizes; esteticamente, são similares a qualquer jovem; se empenham em forjar uma imagem social positiva de si; aspiram ter uma vida comum no que concerne ao trabalho, ao dinheiro, à vida tranquila, à profissão, à casa e à família.

Instituições
  • 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás
Eixo Temático
  • 8. Deficiência intelectual
Palavras-chave
Autorrepresentação. Deficiência Intelectual. Representações