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Esta pesquisa nasceu de uma reflexão sobre a necessidade de crença no deficiente intelectual autônomo, com poder de dirigir o curso de sua vida, fazer escolhas e tomar decisões. Para tanto, necessário se fez conhecer o processo de construção da autonomia moral da pessoa com deficiência intelectual e os seus intervenientes. Assim, objetivou-se compreender a forma como a pessoa com Deficiência Intelectual concebe e desenvolve sua capacidade de percepção dos valores morais na construção da noção de justiça, como se dá esse processo evolutivo e quais as estruturas cognitivas alicerçam seus pensamentos morais. Traz em análise as contribuições da epistemologia genética para a compreensão do desenvolvimento do juízo moral e das especificidades do desenvolvimento do raciocínio. A pesquisa compreendeu um estudo exploratório e empírico com vinte e sete crianças e pré-adolescentes com deficiência intelectual, alunos de uma escola especial, da região centro-oeste do estado do Paraná, utilizando o Método Clínico Piagetiano. No âmbito cognitivo constatamos a ausência de reversibilidade, descentração e a não conservação imprimindo consequências no desenvolvimento cognitivo e moral. No âmbito da interação social e afetiva, a obediência cega ao adulto alimentada pela crença historicamente construída de incapacidade autônoma está relacionada à submissão da pessoa com Deficiência Intelectual ao respeito unilateral.
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