XANTAN PRUNI – 25 ANOS DE INOVAÇÕES

Vol 1, 2020 - 132961
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Resumo

Introdução: o exopolissacarídeo (EPS) produzido por bactérias Xanthomonas é denominado xantana. É amplamente utilizada na indústria alimentícia como espessante, estabilizante e auxiliar de emulsificação. Tradicionalmente, a cepa NRRL B-1459 de X. campestris pv campestris tem sido usada para a produção industrial de xantana. Em 1995 nosso grupo de pesquisa iniciou a produção de xantana por X. arboricola pv pruni (ex X. campestris pv pruni), e agora completam-se 25 anos ininterruptos de descobertas, com diversas patentes depositadas, três concedidas (uma nos EUA) e uma licenciada. Objetivo: divulgar este caso singular de resiliência temática e pesquisa inovadora e multidisciplinar. Metodologia: O histórico da pesquisa será mostrado na forma de linha do tempo, citando-se os principais eventos/descobertas publicados. Resultados: Em 2000 relatou-se internacionalmente que a xantana do patovar pruni é quimicamente diferenciada por conter ramnose, ausente em xantanas comerciais. Tal descoberta corroborou para a reclassificação da bactéria produtora, renomeada Xanthomonas arboricola pv pruni; seu polímero foi denominado por nós xantana pruni. Para produzir biopolímeros, os parâmetros do bioprocesso (meios, pH, tempo, temperatura, aeração e agitação) devem ser bem definidos e controlados para que o produto tenha as propriedades desejadas. Nesses 25 anos, estudamos diferentes cepas, combinadas com bioprocessos e modificações químicas personalizadas que resultam em xantanas especiais, com diferentes aplicações. Os diferenciais da xantana pruni são que esse biopolímero gelifica, é muito resistente à adição de sais, possui alta temperatura de fusão e degradação, forma forte reticulação física ou química por interações com cátions ou agentes químicos de reticulação, possui atividade antioxidante muito superior às xantanas comerciais. Tem sido aplicada experimentalmente com sucesso como espessante/gelificante e protetor de compostos fenólicos em alimentos diversos; como agente encapsulante para microcápsulas probióticas para diferentes aplicações; e como adjuvante em vacinas. Destacou-se internacionalmente na produção de filmes biodegradáveis comestíveis e farmacêuticos (bioadesivo anestésico para áreas úmidas). Agora, experimentos estão sendo feitos com o apoio da Procelys by Lesafre para reduzir custos com meios. A transposição da escala de transposição (de 14 para 1000L) está sendo negociada. Conclusão: Xantana pruni é um caso excepcional de resiliência, pesquisa interdisciplinar e sucesso tecnológico na pesquisa brasileira.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Pelotas
  • 2 Empresa / Biopolix Materiais Tecnológicos Ltda.
Eixo Temático
  • Inovação e Desenvolvimento de Novos Produtos
Palavras-chave
Xanthomonas arboricola pv pruni
Histórico
produção