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EntrarA produção mundial de pescado alcançou a marca de 178,5 milhões de toneladas em 2018. A captura marinha de moluscos representou 5,9 milhões de toneladas no mesmo ano. Quanto à aquicultura, somente os moluscos bivalves foram responsáveis por 17,3 milhões de toneladas. Os moluscos aparecem como o terceiro grupo de pescado mais consumido mundialmente, com 2,6 Kg per capita ao ano (FAO, 2020). No cenário nacional, dentre os bivalves, o mexilhão e o sururu aparecem como as espécies mais capturadas, respectivamente (MPA, 2011). O objetivo desse trabalho foi levantar informações sobre o consumo de moluscos no país. Foi realizada uma pesquisa baseada em modelo de questionário online, utilizando a plataforma Google Forms. O link do questionário foi divulgado em redes sociais e a adesão foi de 2296 pessoas residentes no Brasil, de diferentes localidades, idades, sexo e rendas. Os resultados mostraram que 1354 pessoas (58,97%) consomem algum tipo de molusco, enquanto que pouco menos da metade dos entrevistados não consome nenhum (942 pessoas - 41,03%). Dentre os quase 59% dos entrevistados que consomem, as principais categorias apontadas com uso na alimentação foram: a lula (85,56%), o polvo (74,3%), o mexilhão (59,45%), a ostra (42,84%), o sururu (26,88%), a vieira (23,2%) e por último, o berbigão (17,8%). Apesar de uma considerável predileção por moluscos cefalópodes, somente 22,16% responderam que nunca consomem bivalves. Os resultados mostram que o consumo de moluscos no geral é baixo no Brasil, especialmente tratando-se de bivalves. Entre os cefalópodes, a lula tem maior destaque; enquanto entre os bivalves, o mexilhão e a ostra e mostraram-se como os mais consumidos pela população brasileira. Esse resultado já era esperado, pois são os produtos mais facilmente encontrados no mercado varejista.
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