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Fosfatos de Nióbio como Catalisadores Bifuncionais para a Conversão de Monossacarídeos Derivados da Biomassa
José Lucas Vieira
Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Química
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoFosfatos de nióbio são catalisadores bifuncionais ácido de Lewis e Brønsted que podem ser aplicados na conversão direta de glicose e xilose para as moléculas plataforma 5-hidroximetilfurfural (HMF) e furfural, respectivamente. Neste trabalho, preparamos 8 fosfatos de nióbio com diferentes composições químicas, logo, diferentes acidezes superficiais e atividades catalíticas. Notamos que os fosfatos com maiores razões P/Nb são os que apresentam maiores concentrações de grupos de fósforo interno (fosfatos) e menores razões molares de sítios ácido de Lewis e ácido de Brønsted (L/B); por outro lado, os com menores razões P/Nb, apresentam maiores concentrações de grupos de fósforo superficiais (hidrogenofosfatos e dihidrogenofosfatos) e maiores razões L/B. Nos testes catalíticos, observamos que o fosfato de nióbio NbP-2, catalisador com maior razão L/B, apresentou as maiores velocidades de reação de conversão de monossacarídeos e de produção de moléculas plataforma. No entanto, os resultados mais surpreendentes deste trabalho foram as correlações lineares entre a velocidade de conversão de monossacarídeos e de produção de moléculas plataforma com a razão L/B dos catalisadores.
Glaucio José Gomes
Incrível esse trabalho, geralmente vou seguindo o Jean e acompanhando as publicações. Minha curiosidade é o FTIR com adsorção de Piridina foi realizado por vocês? ao fazer essa medida vocês variam as temperaturas desse experimento ou isso não é necessário para quantificar os sítios ácidos. (eu vi o paper mas queria mais detalhes).
desde já agradeço atenção.
Glaucio
Mayra Martinelli Costa
Olá, José Lucas e colaboradores!
Cá estou eu novamente vendo o trabalho de vocês, desta vez eu já conhecia... Gostaria de parabenizá-los, o artigo que publicaram contém explicações muito boas que com certeza auxiliarão no desenvolvimento de catalisadores bifuncionais nesse sistema de reações. Apenas uma curiosidade: esse trabalho está sendo expandido atualmente? Pois tem muito potencial! Abraços!
José Lucas Vieira
Olá, Mayra! É muito bom ver você novamente por aqui! haha Muito obrigado pelas palavras, fico contente em saber que estamos produzindo pesquisa de interesse para a academia! Então, esse trabalho foi a temática principal da minha Iniciação Científica e nos forneceu um grande conhecimento sobre a importância da razão L/B na conversão de monossacarídeos para furanos. A partir desse conhecimento, veio a motivação do meu doutorado de sintetizar catalisadores de forma mais controlada (os carbonos ácidos daquela outra apresentação, que em projetos futuros também apresentarão acidez de Lewis), para podermos explorar um pouco mais essa razão de sítios nessas reações. Dessa forma, nesse momento, deixamos um pouco de lado os fosfatos para estudarmos os carbonos, mas ainda temos algumas outras ideias para aqueles materiais que provavelmente serão realizadas em um futuro próximo. Atenciosamente, José Lucas.
Júlia de Barros Dias Moreira
Olá José! Parabéns pelo trabalho! Muito interessante e completo. Trabalho também com compostos de nióbio e adorei a o esquema que você utilizou para representar a estrutura do fosfato de nióbio. É difícil achar informação relacionada a estrutura dos sítios de Lewis e Bronsted dessa maneira que você mostrou. Gostaria de saber se você retirou essa imagem de alguma referência ou se ela foi preparada por você. Se importaria em compartilhar comigo essa informação? Desde já, obrigada!
José Lucas Vieira
Olá, Júlia, muito obrigado! Concordo contigo que é bem difícil encontrar uma estrutura/esquema dos fosfatos, tanto é que o que utilizei na apresentação foi feita por mim através de informações da literatura (acidez de Lewis é relacionada com grupos de nióbio insaturados, que podem ser tetraédricos ou pentacoordenados, https://doi.org/10.1016/j.cattod.2018.10.032 e https://doi.org/10.1021/ja110482r) e informações de caracterizações realizadas durante o nosso trabalho (como os diferentes grupos fosfatos, por 31P RMN). É importante deixar claro que esse esquema só foi feito para ilustrar os diferentes grupos funcionais desses materiais, sem a preocupação de representar exatamente a sua estrutura. Qualquer outra dúvida, estou a disposição. José Lucas.
Júlia de Barros Dias Moreira
Muito obrigada pelas referências e explicação, José! Parabéns mais uma vez pelo trabalho.
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José Lucas Vieira
Olá Glaucio! Muito obrigado pelas palavras.
Para a caracterização de sítios ácidos (adsorção de amônia, piridina, acetonitrila e CO monitada por FTIR) fiz um BEPE no grupo da Profa. Chiara Bisio na University of Eastern Piedmont A. Avogadro, Alessandria-ITA. Para a análise de piridina, primeiramente secamos o catalisador a 150°C sob vácuo, depois adsorvemos a piridina a temperatura ambiente na pressão de 25 mbar e fizemos dessorção por dois diferentes caminhos: 1) diminuindo a pressão do sistema (vácuo), ou 2) fazendo tratamento térmico (50 °C ou 100 °C). Para o artigo, optamos pela dessorção a 100 °C, pois percebemos que nesse tratamento o excesso de piridina tinha sido removida, sobrando apenas piridinas adsorvidas nos sítios ácidos. Sobre a quantificação, ela pode ser realizada tanto no tratamento com abaixamento da pressão, quanto pelo tratamento térmico (pela fórmula concentração = área da banda / [densidade pastilha * coeficiente de extinção]); mas temos que assegurar que ela não está superestimando o valor real ao contabilizar excesso de piridina no cálculo. Por isso, ao percebermos que o excesso tinha sido removido a 100 °C, optamos por essa temperatura.
Atenciosamente
José Lucas.