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Complexos de coordenação de níquel e cobalto como precursores para catalisadores heterogêneos aplicados para a reação de reforma seca do metano
Danielle Santos Gonçalves
Universidade Estadual de Campinas
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoCatalisadores heterogêneos de níquel e cobalto foram sintetizados a partir de complexos de metais de transição baseados no ligante Salen. Os catalisadores foram avaliados frente à reação de reforma seca do metano com objetivo de estudar as influências de diferentes fatores (tipo de metal, ligante, suporte e atmosfera de pré-tratamento) no desempenho catalítico quando as mesmas condições reacionais foram utilizadas.
Cristina Quitete
Você poderia fornecer mais detalhes do preparo do catalisador? Qual é a vantagem de utilizar esses complexos metálicos em relação a catalisadores impregnados com Ni e Co? Houve comparação com estes?
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Danielle Santos Gonçalves
Olá Cristina, o preparo desses catalisadores é simples de realizar por meio da obtenção de um ligante do tipo imina que então é complexado a um metal fornecido ao meio na forma de complexo metálico de acetato, da mesma forma a metodologia de deposição baseia-se no método de impregnação úmida de precursores metálicos. Nesse caso, meu objetivo era a investigação de diferentes precursores metálicos, onde o metal encontra-se complexado a diferentes ligantes: salen ou acetato. Os acetatos de metais são bastante comuns no preparo de catalisadores suportados, e além disso, o complexo metálico de acetato é precursor do complexo metálico de salen que foi utilizado nesse trabalho, para comparação direta. A vantagem principal do uso desses complexos quadrados e volumosos foi a alta dispersão da fase metálica sobre o suporte óxido, o que foi confirmado por TEM, XRD e XAS, o que inibe a sinterização da fase metálica durante o processo catalítico quando comparado aos precursores metálicos mais simples, como nitratos. Ou seja, esses sistemas não diferem significativamente de sistemas de catalisadores impregnados do ponto de vista de preparo, mas o uso de um precursor metálico não-convencional foi a grande diferença quando em comparação aos catalisadores baseados em sais metálicos, por exemplo.
Cristina Quitete
Obrigada. Você já publicou esses dados em alguma revista? eu queria ter acesso aos dados da síntese. Durante o preparo os complexos são decompostos? Qual foi a dispersão metálica encontrada e diâmetro de partícula, se enquadrariam na faixa de single-atoms? Em relação ao custo, esses complexos envolvem reagentes caros?
Danielle Santos Gonçalves
Olá Cristina, infelizmente ainda não realizamos a publicação deste trabalho. Sim, durante o preparo os complexos são decompostos, utilizando-se de calcinação convencional. Não possuímos dados de dispersão metálica para esses catalisadores, mas uma vez que eu realizei estudos em diferentes condições, é possível dizer que há dispersão na faixa de single-atoms, em condições específicas. Em relação ao custo, não são materiais caros. Eu estou na finalização do meu doutorado, mas caso tenha interesse, eu poderia fornecer algumas amostras para teste em concordância com a minha orientadora. Meu e-mail é [email protected].
Cristina Quitete
Obrigada. Podemos conversar. Qual é o teor de metais das amostras e área específica?
Danielle Santos Gonçalves
Eu escolhi trabalhar com um teor baixo para essas amostras (2-3 %m/m de metal), pois me facilitaria utilizar algumas técnicas de caracterização, trabalhei com suportes de alta área específica, considerando-se que a área específica do suporte de menor área que utilizei era 200 m^2/g. Eu realizei alguns testes e apesar de a fase metálica não ser detectável por XRD em temperaturas até 700 °C, nos casos em que estudei, a área específica sob atmosfera redutora se reduz cerca de 30-40% nesse temperatura. Acredito que você deve estudar catalisadores em altas temperaturas também.