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Carvão da casca da castanha de caju (Anarcadium accidentale L) como bioadsorvente para remover Cu2+ e Cr3+
KARINE FONSECA SOARES DE OLIVEIRA
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoOs materiais lignocelulósicos têm sido utilizados como bioadsorventes para remoção de contaminantes de efluentes industriais devido às suas propriedades físico-químicas. O objetivo deste trabalho é desenvolver um bioadsorvente eficiente e de baixo custo, reutilizando a casca da castanha de caju (Anarcadium acidentale L), CCC, para a remoção de íons metálicos (Cu2+ e Cr3+). O CCC foi caracterizado por microscopia eletrônica de varredura (MEV), Espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), o ponto de carga zero (pHpcz) e a titulação de Boehm foram medidos. Os experimentos de cinética e equilíbrio de adsorção foram realizados em sistema monoelementar e batelada. A porcentagem de remoção foi de 91% (Cu2+) e 96% (Cr3+), a cinética de adsorção se ajustou ao modelo de pseudosegunda ordem sugerindo a predominância da quimissorção. Conclui-se que o bioadsorvente produzido a partir CCC apresenta elevado potencial para a remoção de metais, além de ser um produto abundante na natureza, renovável e biodegradável e sua reutilização contribui para a redução da poluição ambiental, da produção de resíduos e melhora a economia circular local através da valorização do subproduto
Katia Gusmão
Oi Karine, muito bom seu vídeo.
Karine, os dois cátions apresentaram cinéticas de adsorção semelhantes demais para a adsorção ser seletiva, né? Minha curiosidade é se você consegue com este material selecionar qual cátion será preferencialmente adsorvido ou modificar o material para que isto ocorra. Ou ainda escolher cátions diferentes para que um deles sejá preferencial e valorizar, ainda mais, o material desenvolvido.
Maria Joseita dos Santos Costa
Excelente trabalho. Parabéns. Como é feito o processo de reuso?
KARINE FONSECA SOARES DE OLIVEIRA
Obrigada Maria Joseita. O bioadsorvente saturado pode ser regenerado com a lavagem ácida, térmica, ou outros processos de regeneração, e em seguida, é reutilizado no processo de adsorção. Porém, a medida que são realizados esses ciclos de regeneração, o material vai perdendo a capacidade de adsorção e por isso ele se torna ineficiente. Geralmente, esse material exaurido pode ser usado em misturas de pastas de cimento ou na fabricação de materiais cerâmicos, como tijolos, além do seu uso como fertilizantes. Neste trabalho, não fizemos estudo sobre a regeneração do material ainda.
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KARINE FONSECA SOARES DE OLIVEIRA
Boa tarde Katia, Obrigada.
O estudo de adsorção foi realizado em soluções monoelementares e, pelo fato, dos cátions possuírem propriedades semelhantes, o processo de adsorção ocorreu de forma semelhante também. Seria interessante trabalhar com uma solução multielementar para avaliar a preferencia dos cátions pelos sítios ativos disponíveis do bioadsorvente. Como sabemos que efluentes industriais possuem características complexas, é importante que o material seja capaz de remover diversos poluentes de forma eficiente, para então, valorizar ainda mais o material.
Espero que tenha respondido a sua pergunta e esotu disponível para mais questionamentos.