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Embora as desigualdades de mobilidade estejam ganhando atenção no planejamento de transporte, a variabilidade intrapessoal, ou seja, como as escolhas de mobilidade de um indivíduo variam, é pouco explorada. Neste trabalho, exploramos como podemos derivar padrões de mobilidade a partir de big data, mais especificamente Call Detail Records, e como estes padrões podem ser associados a diferentes indicadores socioeconômicos. Usamos o K-means para agrupar pessoas com base nos padrões de mobilidade, o que resultou em moradores de favelas mais concentrados no grupo com o menor tempo em locais que não sejam casa ou trabalho e com a menor variabilidade dentre os dias da semana. Portanto, morar em favelas se mostrou um fator relevante para o comportamento de viagem, de modo que esse aspecto deve fazer parte das discussões sobre desigualdade, com a necessidade de políticas de transporte específicas para essas áreas.
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