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A Inteligência Artificial Generativa (IAGen) tem ganhado notoriedade tanto no cenário internacional e nacional, principalmente após o lançamento do ChatGPT que ocorreu no final de 2022, proporcionando aos usuários interações por meio de linguagem natural. Assim, o avanço das tecnologias digitais, especialmente da Inteligência Artificial Generativa (IAGen), tem desafiado as estruturas educacionais contemporâneas, demandando reflexões críticas sobre às questões de regulamentação, sobre privacidade de dados, sobre éticas e suas possíveis consequências. No entanto, esses desafios não se apresentam de maneira isolada, mas inserem-se em um contexto global marcado pelo avanço do neoconservadorismo, o qual refletem as suas influencias diretamente nas políticas educacionais. A IAGen na educação dialoga com os desafios impostos por um cenário de intensificação das políticas mercadológicas, promovendo um ensino tecnicista e descontextualizado. A crescente utilização desses sistemas, levanta questões fundamentais sobre seus desbordamentos, efeitos e consequências no ambiente educacional, chamando a atenção para a necessidade de regulamentação e compreensão de sua utilização de maneira crítica e reflexiva. No Brasil, a utilização da IA generativa é notável, com 54% dos brasileiros utilizando a tecnologia e 74% dos entrevistados empregando-a como suporte nos estudos. Entretanto, desafios como a captação massiva de dados, privacidade e a falta de regulamentação adequada são questões ainda em discursão. Um dos possíveis riscos são a perpetuação de vieses ideológicos nos algoritmos de IAGen, que são treinados com base em dados historicamente marcados por desigualdades. No contexto educacional, esse fenômeno adquire contornos ainda mais complexos, uma vez que a ausência de regulamentação e legislação específicas, podem gerar lacunas. Nesse contexto, a formação crítica de professores torna-se um elemento importante para a superação dos desafios impostos pela IAGen e pelo avanço do neoconservadorismo. Assim, a relação entre educação e tecnologia deve proporcionar discussões aprofundadas sobre a utilização da IAGen, enfatizando a importância no uso crítico. Isso significa dizer que os docentes devem participar de formações centradas no desenvolvimento humano, que vão muito mais além de “capacitação” ou “treinamento” como indicados no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Assim, a formação docente, assume papel estratégico, pois são os professores que atuarão como mediadores e formadores críticos dos estudantes na relação entre tecnologia e educação. Metodologia Este estudo baseia-se em revisão bibliográfica e análise documental sobre Inteligência Artificial Generativa, utilizando referências de autores como Russell e Norvig (2013), Zuboff (2021) e Kaufman (2023). Além disso, foram considerados relatórios internacionais, como os da UNESCO (2024), que discutem a regulamentação e os desafios da IA. O estudo também aborda dados sobre a adoção da tecnologia no Brasil, Objetivo O presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos da Inteligência Artificial Generativa na sociedade contemporânea, principalmente no cenário educacional, destacando questões como privacidade de dados, regulamentação e transformações socioculturais. Também busca compreender se a IAGen pode ser considerada um novo marco histórico, dada sua influência abrangente em diferentes setores e a reconfiguração das dinâmicas de poder no capitalismo de dados. Resultados e Discussão Os resultados indicam que a IA generativa se configura como uma tecnologia de propósito geral, com potencial para transformar as relações de trabalho, principalmente no cenário educacional. No entanto, seu avanço ocorre em um cenário de ausência de regulamentação adequada, tanto no Brasil quanto internacionalmente. A China é um dos poucos países que implementaram normativas específicas para IA Generativa, enquanto a União Europeia avança com o AI Act. A exploração de dados é um ponto central da IAGen, sendo associada ao conceito de "capitalismo de vigilância" (Zuboff, 2021), onde a coleta massiva de informações pessoais alimenta modelos de previsão de comportamento. No Brasil, a discussão sobre a regulamentação ainda está em fase inicial, com o Projeto de Lei nº 2338/23, que propõe classificação de risco para sistemas de IA. Outro desafio é a segurança jurídica e a responsabilidade pelas decisões automatizadas, além da falta de letramento digital e formação para o uso crítico da tecnologia, conforme apontado pela UNESCO (2023). A fetichização da tecnologia impede discussões profundas sobre ética e IA, o que reforça desigualdades e perpetua estereótipos (Bigonha, 2018). Conclusão A Inteligência Artificial Generativa representa um marco histórico no desenvolvimento tecnológico e social, no qual ainda seus efeitos sejam eles positivos ou negativos não são totalmente conhecidos. No entanto, seu desenvolvimento acelerado impõe desafios gigantesco como a falta de regulamentação, as questões éticas que necessitam ser abordados, com celeridade e seriedade. A criação de normativas que garantam a transparência dos algoritmos e a proteção dos direitos de cada indivíduo. O Brasil precisa avançar em sua legislação, assim garantindo os aspectos éticos no desenvolvimento da IAGen no campo educacional
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