SÍNTESE DE ÓXIDO DE SILÍCIO A PARTIR DO BAGAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR MODIFICADO COM ÓXIDO DE FERRO MAGNÉTICO.

Vol. 1 2024 - 317472
Resumo
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Resumo

O Brasil é um dos principais produtores de cana-de-açúcar devido ao elevado potencial da indústria sucroalcooleira1. Como resíduo gerado desta área, o bagaço da cana-de-açúcar (BCA) tem causado problemas de estocagem que afetam o meio ambiente. Nesse sentido, o desenvolvimento de tecnologias que possam reaproveitar essa biomassa em benefício do meio ambiente torna-se uma estratégia inerentemente necessária. Assim, o objetivo desse trabalho foi obter o óxido de silício (SiO2) a partir do bagaço de cana-de-açúcar, sintetizar e aplicar o nanocompósito constituído à base de sílica e magnetita na fotodegradação do corante amarelo de tartrazina. Dentro deste contexto, esse trabalho utilizou o bagaço da cana-de-açúcar para a produção de sílica2. Foram realizadas coletas do material em feiras livres do município de Catalão - GO. O bagaço de cana foi lavado com água destilada, em seguida cortado em pequenos pedaços e colocado na estufa a 80°C por 24 horas para secagem. Em seguida foi triturado em processador para a obtenção do material particulado. Com o intuito de diminuir o caráter orgânico das fibras (lignina, celulose e hemicelulose), deixou-se o bagaço submerso em solução de NaOH 1,0 mol/L durante 1 hora. Após esse tempo, lavou-se e filtrou-se o bagaço com água destilada até obtenção de pH 7,0. Em seguida voltou-se a biomassa para a estufa a 80°C por 24 horas. Esse material foi calcinado em forno tipo mufla a 800°C, com rampa de aquecimento de 10°/min durante 1 hora para a obtenção das cinzas. Com as cinzas, então realizou-se a síntese de (Fe3O4@SiO2) através do método de co-precipitação3, o qual consiste na precipitação dos íons Fe2+ e Fe3+ em meio básico. Primeiramente ligou-se o aquecimento e adicionou-se 100 mL da solução de FeCl3 e 100 mL da solução de FeCl2 dentro do balão de 3 bocas, deixou-se em agitação até atingir-se a temperatura de 50°C, enquanto borbulhava-se gás N2. Então foram adicionadas 2 gotas de NH4OH, esperou-se aproximadamente 2 minutos e adicionou-se mais 2 gotas de NH4OH, novamente foram esperados aproximadamente dois minutos e adicionou-se 100 mL da solução de SiO2, foram adicionadas mais 2 gotas de NH4OH, esperou-se 10 minutos e desligou-se o sistema. Essa sílica foi modificada com nanopartículas de magnetita para serem aplicadas como fotocatalisadores da reação de degradação do corante amarelo de tartrazina usado como corante modelo na concentração de 10-5 mol/L. Morfologicamente, o SiO2 apresentou-se poroso e com estrutura predominantemente de quartzo. Espectroscopicamente, a sílica foi confirmada devido à ausência dos modos vibracionais dos cromóforos orgânicos. A partir da síntese de nanopartículas magnéticas por meio do método de co-precipitação na presença da sílica, obteve-se um sistema tipo core-shell (Fe3O4@SiO2), o qual foi confirmado por Difração de raios X e por Microscopia Eletrônica de Varredura. O baixo valor calculado da energia de band gap para o Fe3O4@SiO2, por meio do método de Tauc4, indicou uma facilitação na fotodegradação do corante devido à presença de uma heterojunção do sistema Fe3O4@SiO2. A eficiência na degradação do corante amarelo de tartrazina foi de 47%.

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Instituições
  • 1 UFCat
  • 2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CATALÃO (UFCAT)
  • 3 IFGoiano - Catalão
Eixo Temático
  • QAM - Química Ambiental
Palavras-chave
Sílica
Nanomagnetita
Tartrazina
Heterojunção