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Historicamente a Ginástica Artística possui sua origem no método ginástico alemão (SOARES, 2001), carregando um caráter militarista. Assim, como consequência, muitas vezes o sucesso das práticas gímnicas contemporâneas ainda se norteia pela necessidade exclusivamente da ordem, por um ensino diretivo e individualista. À vista disso, esse trabalho apresenta um relato de experiência sobre uma sistematização e uma aplicação de metodologias no ensino-aprendizagem para trabalhar o “fun” (diversão), um dos 4 F’s (fun, fitness, fundamentals, friendship) propostos por Russell e Kinsman (1986) e adotado pela Federação Internacional de Ginástica (FIG), na Ginástica Artística, trazendo um outro olhar para esses padrões tradicionais para praticantes jovens adultos. O objetivo é identificar as possibilidades e potencialidades de trabalho pedagógico da Ginástica Artística articulando o “fun” por meio de dinâmicas lúdicas, proporcionando novas metodologias de ensino e adaptações de acordo com a idade dos(as) praticantes. Para isso, utilizou-se o método descritivo, do tipo relato de experiência de uma discente da disciplina de Temas Emergentes em Esportes I - Ginástica Artística, do curso de Educação Física da Universidade Federal do Paraná. No decorrer das aulas, de forma intercalada, foram utilizados como ferramenta de ensino a interpretação teatral para enfatizar as atividades mais diretivas e, posteriormente, utilizando o lúdico para destacar as atividades não diretivas, assim realizando um contraste entre as duas abordagens. Após essas experiências a docente estimulava, por meio de indagações, os(as) estudantes a refletirem criticamente sobre outras formas de ensino e se era possível alcançar resultados. Durante o decorrer da disciplina foi possível vislumbrar e vivenciar corporalmente outras possibilidades de aprender de maneira efetiva a modalidade, indo além dos métodos tradicionais e diretivos. As atividades lúdicas proporcionaram aos(às) estudantes a aprendizagem dos conteúdos da Ginástica Artística de forma divertida, além de trabalhar a interação e cooperação na turma. Nesse contexto, observou-se que os(as) participantes apresentaram boa aderência à prática e relataram que em atividades não diretivas alcançaram o mesmo, ou até melhores resultados comparadas as atividades diretivas. Levando em consideração esses aspectos apresentados, é fundamental refletir sobre outras formas de ensino-aprendizagem. Nesse viés, é visto a efetividade de associar o “fun” nas aulas de Ginástica Artística, pois assim como outros elementos, a ludicidade se faz essencial nas aulas e se mostrou um meio para um maior engajamento dos(as) participantes na prática. Ademais, é imprescindível não apenas considerar a atividade como lúdica e recreativa, mas sim como uma proposta de ensino, necessitando de um planejamento pedagógico e intencional.
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