Frequência cardíaca de atletas de ginástica artística feminina em competição: um estudo descritivo

Vol 1, 2023. - 165770
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Resumo

A ginástica artística feminina (GAF) é uma modalidade olímpica individual com exigências específicas em relação às capacidades físicas e coordenativas, integradas a diferentes elementos corporais. Durante as competições é avaliado a apresentação artística e perfeição técnica específica de cada aparelho. Dentre os quatros aparelhos da GAF, o solo exige maior demanda metabólica das atletas por apresentar maiores valores de frequência cardíaca (FC), consumo máximo de oxigênio (VO2máx) e lactato sanguíneo durante a apresentação, quando comparado aos outros aparelhos (MARINA, RODRIGUEZ, 2014). A explicação pode ser as combinações de elementos explosivos aliados à harmonia, ritmo e leveza nas séries. A FC responde a intensidade exercida durante o exercício físico, sendo modulada primeiramente pelo sistema nervoso autônomo em resposta a retirada parassimpática e ativação simpática (MEDEIROS et al, 2017). Observar o comportamento da FC é importante para entender a intensidade do esforço específico que uma modalidade esportiva exige, apesar de haver estudo sobre zona da FC na ginástica artística masculina (JEMNI et el, 2000), não temos estudos sobre GAF nesse aspecto. Dessa forma, o objetivo deste estudo é descrever as zonas de intensidade da frequência cardíaca (FC) das atletas de ginástica artística feminina no decorrer da Copa Ginástica Artística PPGCMOV/UFMS. A amostra foi constituída por seis ginastas (idade 11,1±1,12 anos, altura: 143±11 cm, peso corporal: 38,4±9,7 kg, gordura corporal: 18,1±5.7%, massa muscular 16.4±4.1 kg, FC máxima estimada: 200±0.8 bpm VO2máx estimado: 49,3±2,67 mL·kg-1·min-1. A FC foi aferida durante apresentação de solo com duração de 60s, utilizando o sensor cardíaco “H10” (Polar Electro Oy Finlândia). Os resultados durante a apresentação no solo são apresentados de forma descritiva, utilizando média e desvio padrão da FC média (174±17 bpm) e FC máxima (192±9 bpm). A predominância da intensidade do exercício esteve em 86-95% da FC máxima sendo 32% na duração da prova (19,6±11,8s), seguido por 76-85% da FC máxima com 26% (16±10,2 s) e >95% da FC máxima com 22% (13,33±19,16s). No estudo de Marina e Rodriguez (2014) que abordou ginastas femininas encontramos valores similares de FC média e FC máxima, apesar de não haver descrição das zonas de intensidade. Nosso estudo também encontrou valores de intensidade de esforço semelhantes do estudo de Jemni et al (2000) apesar da diferença do sexo entre os estudos. Os dados encontrados sugerem que a GAF exige desempenho para alta demanda de esforço físico sugerindo planos de treinamento que contemple perfil anaeróbico e aeróbico nas ginastas. Esses dados tornam-se relevantes aos treinadores para determinar as estratégias de treinamento necessárias para o desenvolvimento do desempenho das ginastas por completo.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Eixo Temático
  • II. Biodinâmica: resumos relacionados à bioquímica, treinamento esportivo, fisiologia, biomecânica, medicina, nutrição e demais subáreas afins
Palavras-chave
Ginástica Artística Feminina
Frequência Cardíaca
Zona de Frequência Cardíaca