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A partir do senso comum, acredita-se que para ensinar uma modalidade esportiva, especialmente no alto rendimento, é necessária uma experiência prévia na área. Ao partir desse pressuposto, na visão de muitos, possivelmente um(a) ex-atleta teria mais êxito na atuação como treinador(a). Entretanto, o despertar para uma possível atuação com a Ginástica Artística (GA) e Rítmica (GR) pode surgir para além dos ginásios e treinamentos. Logo, esse estudo tem o intuito de refletir como a formação em Educação Física, Esporte e/ou Ciências do Esporte e o tripé ensino-pesquisa-extensão pode contribuir e despertar o interesse para a atuação com a GA e GR naqueles que não tiveram contato prévio com essas práticas gímnicas. Bem como também refletir de que maneira estes fatores vêm sendo utilizados a fim de serem uma ferramenta auxiliar na formação de futuros(as) treinadores(as) independente do contato prévio ou não. Para realizar tal intento, foi utilizada uma pesquisa descritiva, por meio de um relato de experiência de uma graduanda em Educação Física que teve como experiências as disciplinas da grade curricular, sendo 3 específicas da área gímnica, e vivências dentro de projetos de extensão em ginástica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Primeiramente, apontamos que a metodologia do processo de ensino e aprendizagem presente na monitoria realizada dentro dos projetos de extensão, o ensino e a pesquisa dialogam entre si e propiciam aos(as) estudantes sem experiência prévia dentro das modalidades competitivas, em específico a GA e GR, a elucidação de forma concreta e aplicada acerca das experiências e possibilidades de uma futura atuação com a comunidade. Dessa forma, destaca-se a relevância da busca dos(as) estudantes(as)/futuros treinadores(as) por atividades formativas além das salas de aula nas instituições de ensino superior. Estas que muitas vezes são deixadas de lado ou até mesmo ignorada e/ou não criam um caráter participativo, o que impossibilita a amplitude de aprendizados que se pode vivenciar e proporcionar por meio da experiência dentro do campo de atuação, caracterizando-a como uma prática que permite o aprofundamento teórico, de diálogos com referenciais da área, aprofundamento, fomento e descoberta acerca da prática das modalidades, suas relações e interações. Tais oportunidades e ações, quando bem encaminhadas, podem proporcionar o despertar pela construção do conhecimento no desafio de compreender suas potencialidades através da percepção de realidades de prática/atuação e estudos que permitem ter um olhar diferenciado para o estímulo de pertencimento e reconhecimento que visam descrever, desconstruir e contribuir para a experiência dos elementos essenciais dessas práticas. Nesse sentido, tais experiências podem ser capazes de ir além das limitações de um sujeito sem experiência prévia que se propõe a seguir novos caminhos e desafios, pois proporciona o crescimento pessoal na prática da GA e GR, além de favorecer uma visão real da vivência e das atividades de treinador(a). Em síntese alicerçado a essas vivências, observa-se que os saberes da formação acadêmica atrelados a experiência prática despertam as práticas reprodutivistas uma forma criativa e inovadora, rompendo com a reprodução, muitas vezes, presentes nestas modalidades, além de transpassar a visão de que somente a técnica é importante, quando na verdade, somado a fatores, caminhos e ferramentas de saber ser e fazer, priorizam a primeira experiência como treinador(a).
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