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Com o objetivo de estabelecer protocolos para a amostragem de solos agrícolas com foco na determinação precisa do seu estoque de carbono (EC), informação fundamental para o estabelecimento da referência inicial (baseline) nos projetos e auditorias sobre sequestro de Carbono (C), o presente trabalho investigou uma questão central nessa amostragem: qual o tamanho da amostra (número de pontos de coleta) necessário para uma estimativa com precisão aceitável? Essa é uma indagação realmente importante, pois uma amostra muito grande pode significar desperdício de recursos, enquanto uma amostra muito pequena pode reduzir a utilidade dos resultados ou mesmo torná-los inúteis para o objetivo pretendido. Com base em um conjunto de dados amostrais de campo, oriundos de propriedades agrícolas localizadas em diferentes estados brasileiros, foi possível, utilizando a técnica de bootstrap, simular o erro amostral para diversos tamanhos de amostra. A coleta e análise de amostras estratificadas por profundidade, que têm seus estoques de carbono somados para compor o estoque final de 0 a 30 centímetros (EC30), se mostrou mais eficiente, no sentido de proporcionar o mesmo coeficiente de variação (CV = 10%) com menor tamanho de amostra (n=9), do que se a escolha do tamanho de amostra fosse baseada na variabilidade do estoque de carbono em cada camada separadamente, para depois somá-las.
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