ZINCO E SELÊNIO: RELAÇÃO ENTRE A FUNÇÃO EFETORA DE MACRÓFAGOS E IMUNOSSENESCÊNCIA

Vol 4 2021 - 136458
Trabalho
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Resumo

Foi realizado uma revisão da literatura sobre o papel do zinco e selênio na modulação de macrófagos (células essenciais do sistema imunológico), visto que possuem um papel na resposta antitumoral, fagocitose e reparo tecidual. Durante o envelhecimento, há um desequilíbrio na função efetora das células macrofágicas e no sistema imunológico como um todo. O zinco (Zn) e o selênio (Se) são nutrientes essenciais, importantes para o corpo humano, apresentando como uma de suas funções, o suporte para o funcionamento adequado das células imunes. Os macrófagos são células essenciais para imunidade inata, pois atuam na fagocitose e morte de patógenos, produção de ROS, remoção de detritos celulares e células tumorais. Tanto o Zn como o Se participam e estimulam positivamente as funções efetoras dos macrófagos. A manutenção do status Zn e Se, em níveis adequados, no organismo, é importante para manter o bom funcionamento do sistema imunológico e, especialmente dos macrófagos, amenizando os danos causados pelo inflammaging em pessoas idosas.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq

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Autor

Júlia Gomes

Olá, Raquel!

Os macrófagos M1 estão presentes nas fases iniciais da inflamação, tendo um perfil mais inflamatório. Diferentemente do M2, que possui um perfil mais antiinflamatório, pelo tipo de citocinas que produz. Se o selênio facilitou essa polarização, então, significa que teve um efeito benéfico, por estimular o macrófago M2 e estar relacionado com a resolução da inflamação, mais do que com o M1 (início da inflamação). Com relação as células HL-60, foi avaliado nas culturas de células suplementadas com zinco e não suplementadas, a expressão gênica dessas citocinas (TNF-a, IL-1 e IL-8), a partir da análise do western blot. Houve um equívoco quando escrevi, mas quis dizer que houve um aumento na expressão gênica dessas citocinas acima nas culturas de células não suplementadas com Zn.

Autor

Júlia Gomes

Boa tarde, Natália!  Obrigada pela sua pergunta

O Zn está presente em ampla variedade de alimentos. Como nas carnes, frutos do mar, ovos, grãos integrais (aveia), leguminosas (feijões, amendoim, lentilha), castanhas, amêndoas, nozes e sementes (girassol e gergelim).

O Se pode ser encontrado nos cereais e algumas farinhas (de trigo, fubá), arroz integral, nas carnes em geral (principalmente, sardinha), ovos, feijão preto, pães, laticínios, nozes, semente de abóbora e castanha-do- brasil.

E com relação aos níveis de mRNA, referem-se, como você mencionou, à expressão gênica dos marcadores (TNF-alfa, IL-1 e IL-8). Ou seja, a deficiência de zinco aumentou a expressão desses marcadores.

Autor

Júlia Gomes

Os macrófagos são células intimamente ligadas as fases de inflamação do organismo. Os macrófagos M1 são ativados na fase inicial da inflamação, e por isso produzem citocinas inflamatórias, no intuito de recrutarem outras células de defesa e/ou eliminar patógenos (no caso de infecções). Além disso, expressam proteínas específicas em sua superfície celular (CD80 e CD86). Em outra fase da inflamação, macrófagos M2 são ativados, tendo como fenotipo, a expressão em sua superfície a proteína CD206. Esse tipo produz, geralmente, citocinas antiinflamatorias, demonstrando uma fase da inflamação mais controlada comparada a fase do macrófago M1. É importante que as proteínas da superfície celular sejam diferentes em M1 e M2, pois assim outras células de defesa podem reconhecer o macrófago e ter a ação mais adequada na fase de inflamação correspondente.

No entanto, hoje se sabe que os macrófagos M1 e M2 podem ser caracterizados por mais subconjuntos (M2a, M2b, M2c, etc), dando mais detalhes sobre as fases de inflamação e proteínas produzidas. Lembrando que essas proteínas mudam conforme a espécie, sendo diferentes no humano e camundongo.

Instituições
  • 1 Unicamp
Eixo Temático
  • BIOLÓGICAS
Palavras-chave
IMUNOSSENESCÊNCIA
ZINCO/SELÊNIO
MACRÓFAGO