Variação inter-e intraespecífica na dieta de peixes da zona de surfe de praias arenosas do Estado de São Paulo

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho
  • Eixo temático: BIOLÓGICAS
  • Palavras chaves: Ictiofauna; Praias; Dieta alimentar;
  • 1 Unicamp
  • 2 UNICAMP
  • 3 Universidade Estadual de Campinas

Variação inter-e intraespecífica na dieta de peixes da zona de surfe de praias arenosas do Estado de São Paulo

CARLA GABRIELA BILATTO

UNICAMP

Resumo

As praias e suas zonas de surfe são ambientes dominantes em regiões costeiras, abrigam alta biodiversidade e fornecem serviços ecossistêmicos essenciais. Entretanto, estão entre os ecossistemas mais ameaçados e apresentam poucos estudos, principalmente a zona de surfe, que é um habitat importante, apresenta abundância de alimento e refúgio para a ictiofauna e desempenha alta relevância econômica, ecológica e social. O conhecimento sobre a teia trófica presente nas zonas de surfe é necessário, para o entendimento do seu funcionamento e à manutenção dos processos ecológicos presentes, contribuindo, assim, para sua conservação a longo prazo. Este trabalho teve como objetivo principal investigar parte da teia trófica presente nas praias arenosas, por meio do exame do conteúdo estomacal de espécimes de Genidens barbus, Trachinotus carolinus, Hyporhamphus unifasciatus e Umbrina coroides. Pretendeu-se realizar um estudo capaz de fornecer informações ecológicas acerca do funcionamento das zonas de surfe de praias arenosas, que possam contribuir ao desenvolvimento de planos para conservação da biodiversidade presente neste ecossistema.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: SAE/UNICAMP

Questões (2 tópicos)

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Autor

CARLA GABRIELA BILATTO

Olá Wellington, tudo bem e com você? Primeiramente, agradeço a interação, as perguntas e sugestões!

1. Bom, as quatro espécies foram escolhidas em decorrência da sua abundância nas praias em que amostramos, uma vez que pretendíamos fazer uma pesquisa com um número amostral grande, estas espécies estão entre as 7 mais abundantes em nossas coletas. E além do mais, a escolha também foi baseada em peixes que ocupam papeis funcionais diferentes.  

Concordo que este ponto não ficou claro. Nós capturamos mais de 50 espécies ao longo das coletas, e utilizamos apenas 4 neste estudo. Porém, as outras espécies não foram descartadas, pois a presente pesquisa faz parte de um projeto de estudo de praias, que envolve vários pesquisadores, dessa forma os demais espécimes foram direcionados para outros trabalhos.

2. Sim, também pode ocorrer de maneira semelhante nos peixes, a literatura apresenta que há variação ontogenética na dieta de diversas espécies, ou seja, pode haver variação entre a alimentação adultos e juvenis, por exemplo. No entanto, julgamos que se também abordássemos estes aspectos, o trabalho ficaria muito extenso para apenas um ano de pesquisa. Logo, como diversos outros trabalhos da literatura, abordamos a dieta das espécies no geral. 

3. Concordo que não ficou muito claro a metodologia no vídeo, foi pouco tempo para explorar todos os pontos. Também acho que a metodologia é a parte mais legal haha porém quis dar um foco maior para os resultados, pois julguei ser mais importante.

Para determinar o nível de urbanização, nos baseamos no "índice de urbanização", de González et al., 2014, que estima um índice de 0 (para menos urbanizado) e 5 (para mais urbanizado), por meio de 7 variáveis: (1) proximidade aos centros urbanos, (2) construção na areia, (3) limpeza de praias, (4) resíduos sólidos na areia, (5) tráfego de veículos na areia, (6) qualidade do céu noturno e (7) frequência dos visitantes.

A altura de onda foi medida com a utilização de uma régua própria. Foram medidas 20 ondas seguidas, e utilizamos a média de 1/3 das ondas máximas, com base no trabalho de McLachlan et al. 2018.

A metodologia da clorofila foi realizada da seguinte maneira: foram coletadas amostras de água da superfície e do fundo, com uma garrafa escura. Tais amostras foram filtradas com filtros específicos, e submetidas a adição de ácidos, para que o teor de clorofila fosse definido espectofometricamente, em extrato de acetona.

4. Obrigada pela sugestão neste ponto! Acabamos não explorando tanto a comparação de influências ambientais com outros trabalhos, pois a literatura sobre este tema é bastante escassa, e além do mais, em diferentes ambientes as variáveis significativas podem mudar. Mas concordo que a abordagem deste aspecto somaria mais ainda na discussão do trabalho!

Espero ter conseguido esclarecer suas duvidas, agradeço mais uma vez as perguntas e sugestões e caso haja mais perguntas, estou a disposição!

Wellington Roberto Palhares

Oi, Carla. Obrigado por esclarecer as minhas dúvidas. Quando eu falei sobre a parte mais interessante do seu trabalho, eu estava me referindo a parte de interações entre fatores ambientais e dieta dos peixes, não sobre a metodologia, mas acho que você entendeu quando eu disse novamente na discussão hehe. Parabéns novamente, muito legal o trabalho.

Autor

CARLA GABRIELA BILATTO

Agradeço mais uma vez!!

Autor

CARLA GABRIELA BILATTO

Olá Patrícia, obrigada pelo comentário!