Síntese de complexos metálicos de Ni(II) e Pd(II) com ligantes nitrogenados no tratamento de doenças com enfoque antiviral

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho
  • Eixo temático: EXATAS
  • Palavras chaves: metalofármacos; zinc finger; antivirais;
  • 1 Unicamp
  • 2 UNICAMP
  • 3 Universidade Estadual de Campinas
  • 4 Universidade Federal de Uberlândia

Síntese de complexos metálicos de Ni(II) e Pd(II) com ligantes nitrogenados no tratamento de doenças com enfoque antiviral

PEDRO HENRIQUE DE SOUZA GUARDA

UNICAMP

Resumo

A pesquisa teve como objetivo encontrar complexos de níquel e paládio com atividade antiviral. Para isso, foram estudadas as proteínas zinc finger virais cuja função está intimamente relacionada com a replicação viral. A expectativa é de que essas moléculas atuem como metalofármcos interagindo com a proteína zinc finger, de forma a desnaturá-la impedindo a multiplicação do vírus no corpo.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq

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PEDRO HENRIQUE DE SOUZA GUARDA

Olá Cássia! Muito obrigado por seu interesse no meu projeto e por perguntar.

Os cálculos de otimização de geometria dos complexos [Ni(PPh3)Cl2] e [Ni(dppe)Cl2] apresentaram inconformidades significantes nas geometrias quando calculados com PBE0, assim as geometrias ficaram bem ruins. Mas quando calculamos de novo com B3LYP, os resultados ficaram bem melhores. Por isso utilizamos dois funcionais diferentes.

Já com relação à caracterização por RMN foram utilizados solvatação implícita para os complexos de Pd(II). Para os complexos de Ni(II) foi realizada uma otimização com CPCM em acetonitrila.

Infelizmente não existe uma explicação específica para a viabilidade do complexo em questão ter um valor maior que 100%. Simplesmente não teve mortalidade e a cultura cresceu no período de incubação.

Novamente, muito obrigado por sua participação aqui na plataforma sobre meu projeto. Quaisquer outras dúvidas que surgirem estarei aqui para responder.

Cassia Chiari

Muito obrigada, Pedro!! Seu trabalho e sua apresentação estão excelentes!

Autor

PEDRO HENRIQUE DE SOUZA GUARDA

Olá Tadeu! Muito obrigado pela avaliação e por perguntar. 

 

Os cálculos de otimização de geometria dos complexos [Ni(PPh3)Cl2] e [Ni(dppe)Cl2] apresentaram inconformidades significantes nas geometrias quando calculados com PBE0, assim as geometrias ficaram bem ruins. Mas quando calculamos de novo com B3LYP, os resultados ficaram bem melhores. Por isso utilizamos dois funcionais diferentes.

 

Ao longo dos estudos com ligantes fosfina percebemos que a solubilidade dos complexos com platina, tanto em água quanto nos solventes orgânicos, era muito baixa. Chegamos a gerar resultados para complexos com platina mas decidimos não publicá-los neste projeto para tentarmos ver alguma alternativa para este problema de solubilidade de forma geral.

 

Muito obrigado!

Tadeu L. G. Cabral

Muito obrigado pela resposta. Novamente, parabéns pelo trabalho!

Autor

PEDRO HENRIQUE DE SOUZA GUARDA

Bom dia Luiz! Obrigado por perguntar.

Juntamente com os testes de inibição viral nós realizamos testes de citoxicidade para estes complexos apresentados em vitro. Esses testes nos dão um panorama geral do potencial de toxicidade tanto para as células saudáveis quanto para as células contaminadas. Tivemos um resultado muito bom com [Ni(PPH3)2Cl2] apresentando um alta viabilidade celular (80% dás céluas se manteram vivas) e alta inibição viral (70% de inibição em relação ao controle). Há no texto uma tabela que apresenta estes resultados. De fato as fosfinas são tóxicas para nós devido a suas interações fortes com o enxofre no nosso corpo, entretanto, esta propriedade nos ajuda com a segunda pergunta sua. Seletividade na bioinorgânica medicinal é um desafio que tentamos lidar como um dos principais objetivos do nosso estudo. Para evitar que outros metais nas diversas metaloproteínas sejam substituídos tentamos utilizar os ligantes (fosfina neste caso) para criar uma conformação específica que favoreça a aproximação do complexo na metaloproteína desejada (zinc finger viral) além de escolhermos ligantes que tenham uma estrutura que possua interações secundárias mais intensas e estáveis com as estruturas peptídica do núcleo de coordenação do zinc finger viral. Utilizamos testes de estabilidade e interação com apo-peptídeos, que são o segmento da proteína que contem o núcelo de coordenação do zinco. Assim, tentamos variar, estratégicamente, os ligantes nestes testes previos para conseguir a maior seletividade específica para o zinc finger que desejamos desnaturar, que neste trabalho foi estudado o zika virus. Ainda sim não é 100% de seletividade que conseguimos e sempre há mortalidade celular em nossos testes além possíveis substituições em outras metaloproteínas, mas continuamos buscando maneiras de obtermos complexos seletivos com o sonho de produzirmos metalofármacos com total seletividade para diversas doenças (virus, protozoários, parasitoses, câncer, etc).

Muito Obrigado pela sua participação e pergunta. Espero ter esclarecido. Qualquer outras dúvidas estou a disposição!

 

Luiz Paulo Melchior

Excelente, Pedro! Compreendi sim e achei muito interessante sua pesquisa. Parabéns e bom trabalho para você!

Autor

PEDRO HENRIQUE DE SOUZA GUARDA

Olá Anna! Muito obrigado pela sugestão e por perguntar.

Nós desejamos construir moléculas nitrogenadas para a comparação com as fosfinas. Este estudo sobre o fósforo foi uma alternativa para contornar a dificuldade de acesso aos laboratórios durante a pandemia. Apesar do título do projeto ser com ligantes nitrogenados, não tivemos tempo de sintetizar tais moléculas. Por isso aproveitamos os estudos em que eu estava participando em nosso laboratório sobre fosfinas para enriquecer o projeto. 

Nós pretendemos fazer estudos in silico sim. Para todos os compostos que produzi e que planejamos produzir fizemos alguns estudos in silico. São muito importantes para nos ajudar a prever estrutura, estabilidade e energia da molécula. 

Juntamente com os testes de inibição viral nós realizamos testes de citoxicidade para estes complexos apresentados em vitro. Esses testes nos dão um panorama geral do potencial de toxicidade tanto para as células saudáveis quanto para as células contaminadas. Tivemos um resultado muito bom com [Ni(PPH3)2Cl2] apresentando um alta viabilidade celular (80% dás céluas se manteram vivas) e alta inibição viral (70% de inibição em relação ao controle). Há no texto uma tabela que apresenta estes resultados.

Muito obrigado novamente por sua participação perguntando sobre meu projeto e sugestões. Espero ter esclarecido as dúvidas. Estarei aqui caso tenha mais dúvidas. Abraço.