Padrões alométricos em tímpanos de anuros

Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho
  • Eixo temático: BIOLÓGICAS
  • Palavras chaves: Anuros; Tímpanos; Alometria;
  • 1 Unicamp
  • 2 Universidade Estadual de Campinas
  • 3 Harvard University

Padrões alométricos em tímpanos de anuros

Bruna Maria Campos

UNICAMP

Resumo

A comunicação da maioria dos anfíbios anuros é feita principalmente através do canto. Para que haja uma comunicação sonora efetiva entre anuros, é preciso ter órgãos emissores, mas também órgãos sensoriais especializados na recepção sonora. Esses órgãos estão localizados no ouvido médio e interno desses animais, responsáveis pela recepção de frequências graves e agudas. O tamanho do tímpano está diretamente correlacionado com o tamanho corporal dos indivíduos, no entanto, a frequência do canto possui correlação inversa com o tamanho do indivíduo. Além disso, vários fatores podem estar moldando esses sinais acústicos, fazendo com que os indivíduos se adaptem em resposta às pressões do ambiente que ocupam. Portanto, esse estudo tem como objetivo verificar padrões alométricos em tímpanos de anuros de diferentes ambientes, para analisar se fatores ambientais atuam em casos de fugas alométricas, destacando os grupos em que isso ocorre.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq

Questões (3 tópicos)

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Autor

Bruna Maria Campos

Olá Wellington, boa noite! Isso mesmo. Isso era esperado pois são informações que encontramos na literatura. Quando os indivíduos são maiores, eles possuem o trato vocal mais robusto, o que faz com que o canto (e consequentemente a frequência dominante) seja mais grave. Por isso, a relação de Huia e Hylodes é inversa ao esperado.

Wellington Roberto Palhares

Isso, você até fala sobre isso na sua introdução, né?! Justamente por já ter essa informação na introdução, acho que você poderia formular uma hipótese e colocar no seu objetivo (o ultimo paragrafo da introdução), acho que fica bem legal.

Autor

Bruna Maria Campos

Sim fica mesmo, obrigada pela dica!!

Autor

Bruna Maria Campos

Nós dividimos em 2 grupos: as espécies que vivem em riachos (estão adaptadas a habitats ruidosos) e as que não vivem (não estão adaptadas), pois acreditamos que o ruído do ambiente pode interferir nos padrões alométricos, como já foi observado em outros trabalhos. Para essa divisão, nós buscamos na literatura disponível os dados de história natural das espécies levantadas. Nos resultados, essa parte está incluída na relação inversa que foi encontrada em Huia e Hylodes, já que ambos vivem em riachos (estão adaptados a habitats ruidosos) e estão dentre os grupos que apresentaram modificação alométrica.

 

Wellington Roberto Palhares

Ah entendi, não tinha conseguido entender essa parte no texto e no vídeo, mas agora entendi. Achei o resultado bem legal, parabéns!

Autor

Bruna Maria Campos

A conclusão é que a variação corporal se modifica pouco ao longo da evolução. Isso acontece porque o canto (parte principal da comunicação na maioria das espécies), depende intrinsecamente da frequência do canto, que é limitada em grande parte pelas pregas vocais. No entanto, observamos alguns escapes na relação tamanho x frequência x tamanho do tímpano, e dos cinco grandes grupos em que ela acontece, três deles são caracterizados por espécies que vocalizam em ambientes de riacho (e alguns até embaixo de cachoeiras), que são muito ruidosos, principalmente em frequências mais graves. Os outros dois (Leiuperinae e Dendropsophus) são caracterizados por espécies que cantam em grupos de dezenas ou até centenas de indivíduos, o que pode ter propiciado, ao longo da evolução, que os tímpanos se tornassem desproporcionalmente maiores, e assim fossem favorecidos os indivíduos que conseguissem distinguir características do canto de outros coespecíficos com mais precisão.

Muito obrigada pelos comentários, Wellington. Espero ter conseguido responder suas perguntas!

Wellington Roberto Palhares

Certo, entendi. Obrigado, Bruna. Parabéns novamente pelo trabalho, está muito interessante e as figuras estão muito bonitas, parabéns!

Autor

Bruna Maria Campos

Muito obrigada!!