Fotopinturas: materiais, técnicas e sentidos sociais.

Vol 4 2021 - 137206
Trabalho
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Esta pesquisa teve como objetivo compreender a fotopintura, as narrativas e rituais vinculados a ela como a morte, a partir da relação entre fotografia e pintura, técnicas e materiais distintos que compõem essa produção pertencente ao gênero do retratístico que, apesar das transformações, ainda resiste no nordeste brasileiro. Procurei através da discussão bibliográfica e iconográfica, a partir de teorias que tratam da imagem e da antropologia, problematizar a fotopintura, assim como perceber questões que a permeiam como composição multifacetada e que escapam a sua unidade visível. A pesquisa se ancorou na existência do arquivo de fotopinturas de Titus Riedl – que é também um estudioso da fotopintura- localizado no Cariri-CE - formado por mais de 5000 imagens, a maioria delas "descartadas" pelos fotopintores e seus clientes, ou obtidas por meio de doações.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: IC Voluntária

Questões (1 tópico)

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Autor

BIANCA DE CAMARGO SETTI

Olá, Hellen! Obrigada pelo comentário e pelas questões :) 

Atualmente a principal plataforma de criação das fotopinturas é o Photoshop. Mestre Júlio Santos, um dos fotopintores mais conhecidos em âmbito nacional e internacional, diante do desenvolvimento tecnológico da produção visual, ressignificou a prática e a produção. 

O retrato passou a ser digital e uma forma de manter as fotopinturas presentes no cotidiano foi a recuperação de imagens antigas e a inovação pelo processo digital que dão um ar diferenciado para a imagem, diferente das técnicas originais, mas ainda mantém o imaginário em torno da produção. 

Com relação às fotopinturas órfãs,  noção derivada dos estudos da professora Fabiana Bruno, grande parte delas eram deixadas nos estúdios devido a algum defeito na produção ou a insatisfação do cliente. Outras foram se perdendo devido a falecimentos, mudanças. Pelo fato de não terem um significado tão intenso para os familiares, ou parecerem um artigo antiquado, acabam sendo abandonadas.

O lado positivo é que pesquisadores e artistas buscam coleta-las, refaze-las e traze-las de novo a vida. Um bom exemplo é a coleção Titia Riedl e a artista visual Virginia de Medeiros. 

Espero ter tirado suas dúvidas :) 

hellen fonseca

Obrigada, Bianca. Você esclareceu muito bem. Parabéns pela sua bela pesquisa. :)

Instituições
  • 1 UNICAMP
  • 2 Unicamp
  • 3 Universidade Estadual de Campinas
Eixo Temático
  • HUMANAS
Palavras-chave
fotopintura, materiais e técnicas
narrativas e imagens
rituais