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Um estudo sobre fotodetectores de infravermelho baseados em poços quânticos formando super-redes (QWIPs), com a verificação da possibilidade de transição eletrônica entre estados localizados de modo a otimizar as propriedades optoeletrônicas do dispositivo.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: SAE/UNICAMP
Rodolfo Tartaglia
Olá, Júlia. Parabéns pelo trabalho! Os resultados são muito bonitos e estão bem apresentados!
Na Figura 3, o seu sistema possui cerca de 320 nm na dimensão z, enquanto que na Figura 4 o seu sistema apresenta 60 nm na mesma dimensão. Comparando os espectros obtidos, no da Figura 4 há estados que você denomina minibandas da super-rede, e que não estão presentes na Figura 3. Essas minibandas são devido à presença do defeito ou ao tamanho reduzido do sistema?
Rodolfo Tartaglia
Na Figura 4, o nível discreto dentro dos níveis contínuos parece ser mais bem definido para o sistema fechado do que para o sistema aberto. Isso de fato ocorre ou é um artefato do cálculo? Caso de fato ocorra, qual a razão dele ser mais bem definido no sistema fechado?
MARCOS HENRIQUE DEGANI
Isto é um artefato do cálculo.
O sistema real (experimental) do Capasso é fechado. Mas com essa técnica que usamos, o coeficiente de transmissão não revelaria a estrutura eletrônica no interior do potencial, então criamos o sistema aberto para obter os níveis dentro do potencial. A concordância é muito boa.
Rodolfo Tartaglia
No texto você diz que a equação de Schrodinger é resolvida levando em conta o efeito de não parabolicidade. Como é feita essa etapa no cálculo? No cálculo sem esse efeito não aparece o nível discreto dentro dos níveis do contínuo?
MARCOS HENRIQUE DEGANI
Os efeitos de não parabolicidade neste sistema são muito importantes.
Quando não são considerados no cálculo, os níveis eletrônicos têm energias muito diferentes das obtidas experimentalmente. O estado localizado no continuo estará presente (o defeito é o causador dele e não a não parabolicidade).
O efeito de não parabolicidade é incorporado no cálculo, assumindo que a massa efetiva do elétron tem uma dependência da sua energia. Para isso usamos o modelo proposto Nelson, Miller e Kleinman, referência 2.
Rodolfo Tartaglia
Muito obrigado por ter sanado as minhas dúvidas! Mais uma vez, parabéns pelo belo trabalho que vocês estão fazendo e boa sorte com o prosseguimento!
MARCOS HENRIQUE DEGANI
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MARCOS HENRIQUE DEGANI
Olá Rodolfo.
São sistemas com dimensões distintas. Na Fig.3, é um sistema de referência onde as barreiras são mais espessas e portanto os poços ficam mais isolados, seria mais um sistema múltiplos poços do que uma super-rede, razão de não aparecer a minibanda. Na Fig.4 o sistema tem apenas um poço de largura diferente, por isso chamarmos de defeito. Os estados que formam a minibanda são oriundos dos poços/barreiras que formam a super-rede, o defeito é o causador dos estados localizados no continuo.