Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
Emprego da hialuronidase em efeitos adversos de preenchedores dérmicos: uma revisão sistemática
RAFAELA RIE NISHIYAMA
UNICAMP
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoO objetivo deste trabalho foi avaliar o uso da hialuronidase (HI) em efeitos adversos e complicações causados por preenchedores dérmicos à base de ácido hialurônico (AH). Seu protocolo foi registrado na PROSPERO (CRD42021228966) e seguiu as diretrizes PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Scopus, LILACS e OpenGrey. A seleção dos estudos e a extração dos dados foram feitas de forma independente por dois autores. Foram utilizados relatos de caso e série de casos e as ferramentas JBI, para avaliação da qualidade das evidências para complicações da região nasolabial. Foram avaliados dados da publicação, do paciente, do efeito adverso/complicação e do uso da hialuronidase. Foram selecionados 33 estudos. Os países asiáticos concentraram o maior número de estudos. A idade dos pacientes variou entre 18 e 78 anos para mulheres e entre 21 e 42 anos para homens. As alterações variaram entre leves (alterações de cor da pele) a graves (necrose), podendo ser decorrentes da obstrução arterial e levando à perda da visão. A HI foi utilizada desde imediatamente ao aparecimento dos efeitos adversos a até 7 anos após. A técnica e a quantidade de HI variaram segundo a região afetada e a gravidade da lesão. A remissão dos sintomas ocorreu após 24h a 8 semanas em casos leves e até 17 semanas nos casos severos. A HI pode se mostrar eficaz de acordo com a gravidade da complicação e o tempo de sua aplicação após o AH, podendo requerer tratamento complementar de acordo com a severidade.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Guilherme Almeida Borges
Rafaela, parabéns pelo trabalho e excelentes slides. Gostaria de saber o motivo por não incluirem estudos clínicos prospectivos (exemplo: ensaios clínicos randomizados ou não-randomizados) e sim relatos de casos e série de casos.
Talita Carletti
Parabéns pelo trabalho, Rafaela e equipe!
Minha primeira pergunta também seguia o mesmo pensamento da do Guilherme! Como ela já foi respondida, fiquei satisfeita!
Tenho outra dúvida em relação aos efeitos adversos mais graves encontrados (obstrução arterial). Como a obstrução arterial foi reportada nos artigos? Qual foi a conduta adotada nestes casos? Além disso, quais os principais motivados adotados no emprego do uso imediato da HI?
Quanto às questões metodológicas, qual instrumento utilizado para avaliar o risco de viés dos estudos?
Mais uma vez, parabéns! Obrigada!
RAFAELA RIE NISHIYAMA
Olá Talita, respondendo a primeira pergunta, a obstrução arterial foi reportada com a injeção do material (Ácido hialurônico) dentro da artéria de forma acidental, e dessa forma, quando o esse material chegava a vasos menores ocorria a obstrução dos mesmos. Para a reversão dessa complicação, os autores utilizaram duas técnicas, alguns inseriam a enzima Hialuronidase ao redor do tecido que estava acometido, outros autores injetavam a hialuronidase na artéria acometida, e também tiveram alguns autores que utilizaram ambas as técnicas.
O principal motivo para o uso imediato da hialuronidase, de um modo geral, foi quando, no momento do uso do preenchedor dérmico quando algo estava em desacordo e alguns problemas acidentais ocorreram, como por exemplo a perda da visão momentânea, parcial ou total. E assim a enzima era utilizada de forma imediata, isto é, quando algo estava fora do esperado.
O instrumento utilizado para avaliação do risco de viés foram as ferramentas JBI (Joanna Briggs Institute) para séries de casos e relatos de casos. Agradeço as perguntas e considerações!
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo
RAFAELA RIE NISHIYAMA
Olá Guilherme, nós entendemos que estudos clínicos randomizados eles têm um poder maior no que diz respeito a evidência científica porque têm uma série de parâmetros controlados, mas na situação de ter um estudo clínico randomizado com a proposição de indução de um efeito adverso ou uma complicação não seria adequado. Portanto nós decidimos que o delineamento do estudo seria feito com séries e relatos de caso nos proporcionando um maior número de informação. Agradeço as considerações do trabalho e a interação realizada.
Guilherme Almeida Borges
Perfeita colocação Rafaela. Fico aguardando a publicação do trabalho para ler as nuances da sua discussão. Sucesso para você e sua orientadora!