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DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL NA INFÂNCIA: AVALIAÇÃO CLÍNICA E EVOLUTIVA
MARINA AFONSO DA SILVA
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoDoenças inflamatórias Intestinais (DII) podem ser classicamente divididas em retocolite ulcerativa idiopática (RCUI), doença de Crohn (DC) e colite não classificada (CnC). Suas apresentações clínicas são variáveis e suas sintomatologias são, muitas vezes, inespecíficas. A literatura sobre DII na infância ainda é escassa. Espera-se, através desse artigo, avaliar os pacientes acompanhados com diagnóstico de DII, as repercussões clínicas, diagnóstico precoce e melhores repertórios de tratamentos. É um estudo de coorte retrospectivo com análise de dados de pacientes com idades entre 0 e 18 anos acompanhados com diagnóstico de DII na infância num hospital terciário, entre Outubro de 2000 e Fevereiro de 2021. Foram avaliados 43 pacientes, a maioria do sexto masculino e diagnosticada com DC. Os sintomas gastrointestinais mais prevalentes foram diarreia, dor abdominal e fezes com sangue. Já os extra intestinais mais frequentes foram anemia e artralgia. Uma parcela apresentou restrição de crescimento e magreza, sendo que as variáveis peso e IMC foram significativamente menores no grupo com DC. Todos os pacientes com DC foram diagnosticados ≤16 anos, a localização anatômica mais prevalente foi a ileo-colônica e o comportamento mais comum foi o inflamatório. Já os pacientes com RCUI, a maioria apresentou pancolite. Houve predominância masculina, maior frequência de DC e maior risco de déficit de crescimento e manifestações extra intestinais no grupo com DC em comparação ao com RCUI.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
LEONARDO BEGOSSO RUSSO CARUSO
Parabéns pelo trabalho! Muito interessante! A prevalência da RCUI e da DC no sexo masculino vistas no trabalho vai ao encontro do que diz a literatura estudada?
BEATRIZ FRIZON MACHADO
Olá, Marina!
Primeiramente gostaria de parabeniza-la pelo trabalho, claramente um trabalho relevante e muito bem desenvolvido.
Tenho uma dúvida sobre o acesso aos dados dos pacientes, foi feito por meio de prontuários? Se sim, Qual seria o corte temporal da população estudada?
Abraços
MARINA AFONSO DA SILVA
Muito obrigada, Beatriz! A coleta de dados foi feita através da análise de prontuários. Foram avaliados 43 pacientes com idades entre 0 e 18 anos acompanhados com diagnóstico de DII na infância no ambulatório de Pediatria do Hospital das Clínicas da Unicamp, entre Outubro de 2000 e Fevereiro de 2021. A disposição para outras eventuais dúvidas, Marina.
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MARINA AFONSO DA SILVA
Muito obrigada, Leonardo! No estudo houve predominância masculina tanto na DC quanto na RCUI. Nos pacientes com DC, a razão homem/mulher foi de 2,5:1, o que vai ao encontro do que é visto na literatura. Já nos os pacientes com RCUI, a razão homem/mulher foi de 2,4:1, o que diverge da maioria dos estudos os quais consideram que o gênero feminino e o masculino são igualmente acometidos pela RCUI em pacientes pediátricos.
A disposição para outras eventuais dúvidas,
Marina
ANA LUÍSA COSTA BEZERRA
Marina Afonso parabéns pelo trabalho, ótima apresentação!
MARINA AFONSO DA SILVA
Muito obrigada, Ana Luísa!