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DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE MÉTODO PARA DETERMINAÇÃO DE ABAMECTINA EM RAÍZ DE SOJA POR CROMATOGRAFIA LÍQUIDA DE ALTA EFICIÊNICIA ACOPLADA À ESPECTROMETRIA DE MASSAS SEQUENCIAL
JEFERSON DOS SANTOS JUNIOR
UNICAMP
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoO Projeto de pesquisa proposto tem como objetivo o desenvolvimento de um método para a determinação do agrotóxico Abamectina em amostras de raiz de soja, bem como sua validação seguindo as normas do Guia de Validação e Controle de Qualidade Analítica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A técnica de preparo de amostras selecionada foi o QuEChERS, que mostrou-se efetiva para a extração de pesticidas de interesse de amostras vegetais. Para a determinação do teor do analito, foi selecionada a técnica de cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas sequencial (HPLC-MS/MS).
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Renan Rodini Mattioli
Olá, Jeferson. Boa tarde, tudo bem? Espero que sim! Gostaria de parabenizar você e sua orientadora pelo trabalho desenvolvido. Creio que seja um trabalho altamente relevante, que possui um volume de pesquisa alto e que contempla informações muito bem organizadas. Gostaria também de tirar umas dúvidas pertinentes ao seu trabalho que sugiram nos momentos de leitura do resumo e visualização da apresentação; (1) Em relação aos quatro métodos QuEChERS realizados em triplicata, eu gostaria de saber sob qual forma (moída, triturada, pó, etc.) a amostra foi utilizada no procedimento e quais foram os critérios para a escolha do sais (ou mistura de sais); (2) Em relação à fortificação dos extratos com padrão de abamectina, gostaria de saber em mais detalhes a quantidade adicionada nesta etapa e quanto este valor adicionado se difere em relação às corridas realizadas apenas com o próprio padrão de abamectina; (3) Em relação às "etapas subsequentes de validação serão realizadas de modo a confirmar a aplicabilidade do método para a avaliação do processo de translocação da abamectina em soja" citadas na conclusão, gostaria de saber com mais detalhes os procedimentos futuros resumidos para se atingir tal objetivo. Obrigado desde já!
Anna Paula Queiroga
Oi, Jeferson. Parabéns pelo trabalho e pela apresentação. Algumas das minhas dúvidas relacionadas ao trabalho já foram esclarecidas na resposta abaixo. Então, acrescentarei apenas mais uma: Por que você decidiu utilizar formiato de amônio 0,2% como aditivo na fase móvel?
Agradeço desde já.
JEFERSON DOS SANTOS JUNIOR
Olá Anna Paula, tudo bem? Muito obrigado pelo interesse no trabalho. Respondendo: O aditivo serve para aumentar a intensidade do sinal da abamectina obtido no espectrômetro de massas, a hipótese mais aceita é que há a formação de um aduto entre a abamectina e o aditivo que é mais facilmente detectável. Para o mesmo analito foram testados também outros aditivos como acetato de amônio e ácido fórmico, porém prosseguimos com a utilização do formiato de amônio pois este apresentou melhores sinais (picos cromatográficos com maiores áreas e bem definidos).
Atenciosamente.
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JEFERSON DOS SANTOS JUNIOR
Olá, Renan! Obrigado pelo seu interesse em nosso trabalho. Respondendo aos seus questionamentos:
1) Nós utilizamos as amostras de raiz trituradas em processador comum de cozinha. Respondendo de maneira geral sobre os sais utilizados, em todos os procedimentos utilizamos NaCl para "Salting Out" e o MgSO4 para remover água do meio (este é utilizado nas etapas de partição e de cleanup), juntamente com o PSA pela alta capacidade de remover coextrativos. No QuEChERS II (citrato), A adição de citrato de sódio di-hidratado e hidrogenocitrato de sódio sesqui-hidratado na etapa de partição resulta na formação de um tampão citrato (pH 5 - 5,5) visto que essa modificação já apresentou bons resultados de extração de agrotóxicos que apresentam instabilidade em função do pH. Nos QuEChERS III e IV, foi adicionado ácido acético na etapa de extração e acetato de sódio ou amônio (respectivamente) para formar um tampão acetato (em torno de 4,8), visto que esse já foi um metodo oficial de determinação de resíduos de agrotóxicos em alimentos. Para mais informações sobre o QuEChERS, recomento a leitura do livro "Preparo de amostras para análise de compostos orgânicos", ISBN 9788521626947
2) A concentração de abamectina era ajustada na etapa de fortificação (em um volume de 10 mL) conforme a necessidade das análises. Nas etapas onde havia a necessidade de injeção do padrão de abamectina em metanol (como seletividade e efeito matriz), naturalmente foram feitas análises com as mesmas concentrações de abamectina no extrato e padrão em metanol para fins de comparação.
3) Para finalizar a validação do método, ainda restam algumas análises de parâmetros como linearidade, recuperação e robustez. Além disso, vamos testar o método em amostras de soja cultivadas com a aplicação de abamectina assim que essas amostras estiverem disponíveis. Os procedimentos de teste destes parâmetros (na verdade de todos) para validação segundo o MAPA (níveis, réplicas, cálculos e procedimentos) não são tão simples de resumir mas podem ser acessados no Guia de Validação e Controle de Qualidade Analítica do MAPA (Disponível em <https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/laboratorios/arquivos-publicacoes-laboratorio/guia-de-validacao-controle-de-qualidade-analitica.pdf>).
Atenciosamente.