Desenvolvimento e avaliação de formulações tópicas

Vol 4 2021 - 136314
Trabalho
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Resumo

O projeto visou desenvolver formulações farmacêuticas naturais com finalidade de aplicação tópica. Foram avaliados os parâmetros reológicos e de estabilidade, e uma análise sensorial foi realizada para averiguar a aceitabilidade dos produtos. Foram formuladas quatro emulsões: duas brancas, uma com extrato de alecrim e outra com extrato de café.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: SAE/UNICAMP

Questões (4 tópicos)

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Autor

JÚLIA STRUCIATTI GARCIA

Muito obrigada, Mateus! Espero que contribua para o desenvolvimento de cosméticos mais naturais e seguros!

Autor

JÚLIA STRUCIATTI GARCIA

Com certeza, Renan! A estabilidade garante segurança para o uso. Quando unida à boa aceitação dos consumidores, torna o produto bastante promissor! Muito obrigada!

Autor

JÚLIA STRUCIATTI GARCIA

Muito obrigada, Victor! Com certeza avaliar a aceitação dos consumidores faz toda a diferença, bem como analisar quais as melhores condições para o armazenamento das formulações! 

Autor

JÚLIA STRUCIATTI GARCIA

Boa noite, Daniela! Agradeço muito o interesse pelo meu trabalho e pelos elogios! Respondendo às suas dúvidas:

1) Este estudo é um braço da pesquisa de dois projetos de mestrado, um a respeito do café e outro a respeito do alecrim. Em ambos, procurou-se entender como as substâncias podem contribuir na cicatrização de feridas. Porém, pela atividade antioxidante que possuem, também podem proporcionar uma terapia de combate ao envelhecimento acelerado da pele.

2) Os extratos foram extraídos em laboratório! Para o alecrim, foram aplicados quatro métodos extrativos diferentes em etanol 100%: maceração, infusão, soxhlet e ultrassom. Já o café foi extraído apenas por maceração.

3) Essa separação específica ocorreu apenas nas amostras da formulação branca e da formulação com o extrato de café incorporado. Entendeu-se que tal ocorrência era esperada muito provavelmente em virtude de reações de decomposição, como processo oxidativo, que é acelerado por temperaturas elevadas. 

4) No fim dos estudos, percebeu-se que o pH da formulação branca preparada para a incorporação do alecrim ficou um pouco aquém à recomendada para produtos de aplicação tópica. Contudo, com a incorporação do extrato, esse pH foi corrigido para um valor dentro do aceitável. Em contrapartida, a incorporação do café não alterou significativamente o pH da formulação branca destinada a ele, que já havia apresentado o valor desejável. Por isso, a inversão das formulações brancas utilizadas não traria resultados tão promissores, visto que o pH de ambas não estaria de acordo com o esperado: o extrato de café não corrigiria o pH da formulação branca defasada e o extrato de alecrim prejudicaria o pH da outra formulação. Além disso, a incorporação do alecrim à formulação aumentou a densidade e a viscosidade da formulação, o que poderia causar um efeito contrário na outra formulação, que foi melhor avaliada nesses quesitos. Então, os efeitos benéficos para a emulsão com a adição do extrato do alecrim poderiam não ser vistos caso as formulações brancas fossem invertidas. Não sei dizer se existe uma formulação igualmente boa para a incorporação dos dois extratos, visto que cada um apresentou comportamento distinto quando adicionados à emulsão. Com certeza seria um bom ponto a dar prosseguimento para a pesquisa!

Mais uma vez, agradeço muito a sua contribuição! Espero ter sanado as suas questões!

 

Instituições
  • 1 Unicamp
  • 2 FCF/UNICAMP
  • 3 UNICAMP
Eixo Temático
  • BIOLÓGICAS
Palavras-chave
fitocosmético
formulação
estabilidade