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ASPECTOS PSICOLÓGICOS E PEDAGÓGICOS E SUA RELAÇÃO COM A MOTIVAÇÃO EM ESPORTES COLETIVOS
PEDRO HENRIQUE PENHA DE OLIVEIRA CAFÉ
UNICAMP
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O presente estudo teve como objetivo verificar os elementos psicológicos e pedagógicos do treinamento que relacionam com a motivação do praticante de Esportes Coletivos. Para isso, algumas definições e concepções acerca da motivação foram abordadas. Iniciamos com a Teoria Social Cognitiva de Bandura, que influenciou várias linhas de pesquisa sobre a motivação. Em seguida, baseamos nas definições da Teoria da Autodeterminação de Deci e Ryan, com as concepções de motivação intrínseca e extrínseca; assim procuramos compreender como se estrutura, psicologicamente, a relação do indivíduo (personalidade, necessidades e interesses) com situações vivenciadas (treinamento, relações interpessoais). Assim, de modo mais específico, procuramos compreender como esses elementos constituíram a motivação, e como o ambiente de treinamento favoreceu, ou desfavoreceu, o cumprimento destas. Para isso, foram utilizados questionários (Escala de Motivação para o Esporte II, Escala de Avaliação das Metas de Realização, Escala de Satisfação das Necessidades Básicas do Esporte e uma Escala de Motivação Total) e entrevistas aplicados a homens e mulheres, universitários de 18 a 25 anos. A coleta de dados reuniu variáveis das teorias motivacionais abordadas e foram correlacionadas entre si. Com os resultados foi possível visualizar os elementos mais determinantes na motivação, e assim, se abrindo um campo de discussão para elaborar e discutir a melhor intervenção pedagógica para motivar seus praticantes.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Priscilla Bellini
Olá! Parabéns pelo trabalho. O tema tem grande valia e acredito que estudos com mais participantes trarão novos resultados. Gostaria de saber como os participantes foram recrutados? O questionário foi compartilhado nas redes sociais, foi por lista de e-mails?
Alana Veras
Oi Pedro, parabéns pelo trabalho! O tema é muito interessante e relevante para a área. Destaco que gostei bastante do seu vídeo, bem claro e explicativo. Contudo, tenho algumas duvidas: 1- Vocês fizeram alguma associação com uma modalidade específica ou com a idade dos voluntários para saber se a motivação variava conforme a modalidade esportiva ou a faixa etária ? 2- Qual era a frequência dos treinos e todos os voluntários da pesquisa eram atletas universitários? 3-No questionário ou na entrevista vocês perguntaram para os voluntários qual era o objetivo da prática? 4-Esse estudo terá continuidade ? Se sim, quais serão os próximos passos?
PEDRO HENRIQUE PENHA DE OLIVEIRA CAFÉ
Obrigado pelo elogio e pelas dúvidas! Respondendo em partes, no critério de inclusão participaram somente jovens de 18-25 anos de idade, então a idade não foi uma fator associado ao nível de motivação, e quanto as modalidades, sim, fizemos as associações se existiriam diferenças motivacionais conforme variavam os esportes. Tivemos repostas para Rugby, Futebol de Campo, Futsal, Basquete, Vôlei e Handebol e não houve diferenças estatisticamente significativa entre eles, então uma das conclusões desse trabalho é que a modalidade em si não é um fator determinante na motivação, mas outros trabalhos acerca disso pode surgir e apresentar resultados diferentes. Todos eram atletas universitários e a frequência de treinamento eram de pelo menos 2 treinos semanais, que é o mais comum oferecido pelas atléticas da Universidade.
No formulário pensamos em utilizar um questionário que abordava quais os objetivos/razões pela qual o atleta começou a praticar e ainda permanecia no esporte. Entretanto analisando a fundo o próprio questionário, os motivos estavam inseridos, ou se remetiam propriamente ao fatores da motivação intrínseca e/ou extrínseca, ou seja, no questionário onde havia a opção "pratico este esporte pois amo faze - lo" era equivalente a dizer que o atleta estava motivado intrinsecamente, então optamos em não utilizá-lo.
A princípio desejo continuar com o tema, com as conclusões deste trabalho abre o campo de discussão do papel de uma equipe multidisciplinar com a presença de um psicólogo por exemplo. Mas como isso está fora da realidade de muitas atléticas da universidade, então recai sobre a importância e campo de atuação do treinador. Então pra um possível próximo trabalho, abordar a relação entre a equipe e treinador e como está construção impacta na motivação dos atletas.
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PEDRO HENRIQUE PENHA DE OLIVEIRA CAFÉ
Obrigado pelas palavras! Então, o projeto inicialmente foi prensado para ser realizado de forma prática e presencial, então o recrutamento seria de forma direta com o participante que estivesse treinando na quadras da FEF. Mas com a pandemia toda metodologia foi repensada a realidade virtual; então estabelecemos os critérios de inclusão e exclusão, e assim montamos uma mensagem pré-definida convidando a quem a visse a participar. Então mandamos em grupos da Unicamp, de outras Universidades; enviei para colegas e amigos próximos que também me ajudaram reenviando a pesquisa para outros contatos. Utilizamos praticamente todas a redes sociais, Whatsapp, Facebook, Intagram, Gmail. A divulgação foi grande mas devido as dificuldades de se manter um contato mas próximo com os participantes devido a todo ao distanciamento, tivemos um número razoável de respostas.