Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica caracterizada pela diminuição do número de neurônios dopaminérgicos da Substância Negra do Mesencéfalo, tendo como principais apresentações clínicas sintomas motores e não motores. Pacientes cujos sintomas motores deixam de responder progressivamente à levodopa, ou que apresentam efeitos colaterais ao uso dessa medicação, podem ser candidatos à uma terapia de estimulação cerebral profunda (Deep Brain Stimulation ou DBS) por meio de um sistema totalmente implantável que modula os potenciais de ação dos neurônios de núcleos dos gânglios da base. O sucesso da terapia DBS depende de precisão no implante do eletrodo no alvo desejado, que, muitas vezes, deve se localizar em uma região específica dentro do núcleo. Para melhorar o resultado cirúrgico e clínico foram desenvolvidos softwares de análise de imagem, nos quais é possível reconstruir o eletrodo em sua localização anatômica. O presente trabalho busca analisar dados de uma série de pacientes implantados com eletrodos cerebrais para doença de Parkinson, avaliando a precisão do implante realizado no alvo desejado e a existência de relação da qualidade do posicionamento do implante com o resultado clínico observados. Para isso, utilizaremos um software de análise e reconstrução de imagens chamado Lead-DBS®.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Andreza Maria Luzia Baldo de Souza
Parabéns aos autores, estudo relevante. Fica a sugestão, na metodologia vocês colocaram como se fosse o projeto no trecho: Parkinson idiopática e que forem indicados à cirurgia, ou já possuírem sistemas de estimulação cerebral profunda, serão ( substituir por foram) convidados, mediante consentimento, a participar cedendo informações de seus prontuários físicos ou eletrônicos e de seus exames de imagem para que sejam avaliados conforme o protocolo. E o critério de exclusão também senti falta.
Abraços
Ricardo Molinari
Prezados autores, parabéns pelo trabalho!
em relação a reconstrução no software Lead-DBS dos polos ativos, gostaria de perguntar:
Como o software modelada a atividade dos polos?
Ricardo Molinari
Rodrigo Gabriel Baungartner
Olá, Ricardo. Muito grato pelo comentário. Para modelar a atividade dos polos o aplicativo utiliza parâmetros técnicos da estimulação, encontradas no prontuário dos pacientes. No software existe a possibilidade de entrarmos com os seguintes dados: quantidade de polos utilizados e frequência, amplitude e comprimento de onda de estimulação. Com esses dados, o software realiza a confecção visual em 3D do campo de estimulação, bem como das estruturas adjacentes (como se encontra no resumo). Grande abraço!
Eliane Crepaldi Rodrigues
Olá, Rodrigo!
Parabéns pelo trabalho, achei muito interessante e relevante.
Fiquei com algumas dúvidas.
Lá nos resultados você menciona que a escala somou 13 pontos, o que representa uma melhora superior a 20%. Mas em termos de resultado clínico, o que essa melhora quer dizer? Ou você sabe que o posicionamento é melhor mas ainda não avaliou o resultado clínico? Isso não ficou muito claro para mim.
Outra questão é sobre como foi feita essa comparação do posicionamento entre o alvo e os eletrodos simulados. Quais métricas usaram? Mediram a posição, o ângulo dos eletrodos?
Rodrigo Gabriel Baungartner
Olá, Eliane! Muito grato pelo comentário. Para avaliação clínica utilizamos a escala UPDRS (escala unificada de avaliação para doença de Parkinson), mais especificamente a sessão III da escala que avalia sintomas motores e funcionalidade do dia a dia do paciente. Essa escala é utilizada para quantificar os sintomas clínicos durante a evolução da doença. Nesse sentido, a pontuação é um reflexo direto dessa avaliação clínica e quanto maior a pontuação pior é o estado clínico do paciente. Logo, quando o paciente somou 13 pontos, isso significou 20% de melhora clínica em relação à avaliação anterior utilizando a escala antes da colocação do eletrodo. Ou seja, a escala já é a própria avaliação clínica. Em relação às métricas utilizadas, o software utiliza parâmetros técnicos da estimulação para correlacionar com o exame de imagem, informações encontradas no prontuário dos pacientes. No software existe a possibilidade de entrarmos com os seguintes dados: quantidade de polos utilizados, frequência (Hz), corrente (mA) e pulso (ms) da estimulação. Com esses dados, o software realiza a confecção visual em 3D do campo de estimulação, bem como das estruturas adjacentes (como se encontra no resumo). Grande abraço!
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Rodrigo Gabriel Baungartner
Olá, Andreza. Muito grato pelo comentário. Achei pertinente o que você destacou. Nas próximas publicações faremos as correções propostas. Grande abraço.