Análise comparativa do posicionamento de diversos eletrodos cerebrais profundos em Subtálamo com a efetividade terapêutica do DBS na doença de Parkinson

Vol 4 2021 - 136302
Trabalho
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Resumo

A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurológica caracterizada pela diminuição do número de neurônios dopaminérgicos da Substância Negra do Mesencéfalo, tendo como principais apresentações clínicas sintomas motores e não motores. Pacientes cujos sintomas motores deixam de responder progressivamente à levodopa, ou que apresentam efeitos colaterais ao uso dessa medicação, podem ser candidatos à uma terapia de estimulação cerebral profunda (Deep Brain Stimulation ou DBS) por meio de um sistema totalmente implantável que modula os potenciais de ação dos neurônios de núcleos dos gânglios da base. O sucesso da terapia DBS depende de precisão no implante do eletrodo no alvo desejado, que, muitas vezes, deve se localizar em uma região específica dentro do núcleo. Para melhorar o resultado cirúrgico e clínico foram desenvolvidos softwares de análise de imagem, nos quais é possível reconstruir o eletrodo em sua localização anatômica. O presente trabalho busca analisar dados de uma série de pacientes implantados com eletrodos cerebrais para doença de Parkinson, avaliando a precisão do implante realizado no alvo desejado e a existência de relação da qualidade do posicionamento do implante com o resultado clínico observados. Para isso, utilizaremos um software de análise e reconstrução de imagens chamado Lead-DBS®.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq

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Rodrigo Gabriel Baungartner

Olá, Andreza. Muito grato pelo comentário. Achei pertinente o que você destacou. Nas próximas publicações faremos as correções propostas. Grande abraço.

Autor

Rodrigo Gabriel Baungartner

Olá, Ricardo. Muito grato pelo comentário. Para modelar a atividade dos polos o aplicativo utiliza parâmetros técnicos da estimulação, encontradas no prontuário dos pacientes. No software existe a possibilidade de entrarmos com os seguintes dados: quantidade de polos utilizados e frequência, amplitude e comprimento de onda de estimulação. Com esses dados, o software realiza a confecção visual em 3D do campo de estimulação, bem como das estruturas adjacentes (como se encontra no resumo). Grande abraço!

Autor

Rodrigo Gabriel Baungartner

Olá, Eliane! Muito grato pelo comentário. Para avaliação clínica utilizamos a escala UPDRS (escala unificada de avaliação para doença de Parkinson), mais especificamente a sessão III da escala que avalia sintomas motores e funcionalidade do dia a dia do paciente. Essa escala é utilizada para quantificar os sintomas clínicos durante a evolução da doença. Nesse sentido, a pontuação é um reflexo direto dessa avaliação clínica e quanto maior a pontuação pior é o estado clínico do paciente. Logo, quando o paciente somou 13 pontos, isso significou 20% de melhora clínica em relação à avaliação anterior utilizando a escala antes da colocação do eletrodo. Ou seja, a escala já é a própria avaliação clínica. Em relação às métricas utilizadas, o software utiliza parâmetros técnicos da estimulação para correlacionar com o exame de imagem, informações encontradas no prontuário dos pacientes. No software existe a possibilidade de entrarmos com os seguintes dados: quantidade de polos utilizados, frequência (Hz), corrente (mA) e pulso (ms) da estimulação. Com esses dados, o software realiza a confecção visual em 3D do campo de estimulação, bem como das estruturas adjacentes (como se encontra no resumo). Grande abraço!

Instituições
  • 1 Unicamp
  • 2 Universidade Estadual de Campinas
Eixo Temático
  • BIOLÓGICAS
Palavras-chave
Parkinson
estimulação cerebral profunda
tremor