Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
A presente pesquisa buscou compreender as formas que pessoas negras (pretos e pardos) vem promovendo o orgulho e empoderamento negro da estética afro diaspórica advinda principalmente das periferias através das redes sociais e como estes fenômenos se configuraram como formas de mobilização e influência nas suas atuações dentro destes grupos tanto nos âmbitos sociais quanto políticos ou até mesmo como uma proposta voltada ao ciberativismo. Foi uma pesquisa de caráter qualitativo com análises documental a partir do paradigma indiciário de Carlo Ginzburg (1989) sobre jovens negros advindos da periferia que perpassam pela questão estética afro-diaspórica conjuntamente com um mapeamento do que se entende por "geração tombamento". Além disso, optou-se pelo uso do conceito de escrevivência de Conceição Evaristo, compreendendo que: (...) os três elementos formadores da escrevivência: corpo, condição e experiência. (OLIVEIRA, 2009, p. 622) Utilizando materiais existentes em redes sociais, como entrevistas de jovens negros oriundos da periferia que hoje compõe a classe artística, como é o caso das entrevista no documentário Afronte dirigido por Juliana Vicente e as entrevistas presente na coleção Cabeça da Periferia, organizado por Marcus Faustini, o vídeos da intervenção Descoloração Global e o catálogo a exposição Pardo é Papel de Maxwell Alexandre, por exemplo.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: DOW
Bianca Amancio
Que trabalho importante!! Relevante demais para contribuir para desmistificar a democracia racial. Parabéns, Sabrina!
Julia Baker
Cara Sabrina,
Parabéns pela pesquisa! Seu texto mostra uma vasta preocupação em incluir muitas fontes bibliográficas e pesquisar em diferentes espaços.
Fiquei com uma curiosidade sobre a estética da periferia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Ao ler o texto, consegui identificar alguns dos sujeitos sendo da região Sudeste (Taíssa Machado, Maxwell Alexandre eTracie Okereke). Queria saber se você acha que a estética da periferia muda ou se mantém nas regiões não centrais (Norte e Nordeste)? Ou cada região possui elementos distintos de uma estética periférica. Foi uma curiosidade que pensei, ao ler seu texto.
Novamente, quero parabenizá-la pela pesquisa.
Muito obrigada,
Julia
Bruno Nzinga Riibeiro
Olá Sabrina, parabéns pelo seu trabalho. Fiquei bastane contente em ler uma pesquisa tão comprometida com expressões artístico-políticas que tem sido a vanguarda neste momento político onde ideias fascistas e eugenistas tem ecoado sem pudor.
Assin, o primeiro ponto que eu gostaria de destacar é a originalidade do tema. Depois, a coragem em trazer autoras e autores que raramente são discutidos nas formações de bacharelados, como Kilomba e hooks, por exemplo.
Olhando a sua publicação, eu senti que estava muito próximo a um mapeamento de expressões do que uma análise que aprofunda em como tais artistas manejam a ideia de empoderamento negro. destaco que, ainda que seja um mapeamento, se trata de algo fabuloso pois é um trabalho a ser feito e com toda certeza te ajudará a aprofundar ideias e conceitos em sua agenda de pesquisa daqui pra frente.
Por fim, eu gostaria de saber como você tem lidado com as próprias categorias de "diáspora", "empoderamento negro" e estética "periférica". Creio que é, sim, importante entender como os teróricos, sobretudo negras e negros, tem elaborado e pensado estes conceitos, mas creio que sua grande contribuição seria trazer como estes conceitos são interpretados e incorporados pelos seus interlocutores artistas, não apenas pelo que é verbalizado em discursos, mas por meio de como tais temas aparecem nas obras e performances.
Mais uma vez, parabéns! :-)
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo