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ACIDENTES DOMÉSTICOS: PERCEPÇÕES DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL
DOUGLAS SOUSA CAVALCANTE
Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoA deficiência visual pode levar a ocorrência de acidentes nos ambientes domésticos, tornando-se importante causa de atendimentos hospitalares. A cozinha é uma área de risco, porque acidentes podem ser causados por quedas, cortes e queimaduras. Tem-se como hipótese de que pesquisas nessa temática, poderão conscientizar as pessoas com deficiência visual, os familiares e os profissionais que atuam na reabilitação, além de contribuir à elaboração de políticas de prevenção de acidentes domésticos. OBJETIVO GERAL: Conhecer as características e a percepção de pessoas com deficiência visual a respeito da ocorrência de acidentes domésticos. MÉTODO: Pesquisa de cunho quanti-qualitativo. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário com preenchimento online e para o recrutamento das pessoas com deficiência visual foi utilizada a técnica da "Bola de neve". RESULTADOS: Os resultados são apresentados por meio da caracterização da amostra e dos seguintes eixos temáticos: Acidentes domésticos: Ocorrência; Usuários de Serviços de Reabilitação, Informações e Orientações. CONCLUSÕES: Os fatores no ambiente doméstico identificados como associados ao risco de acidentes por pessoas com deficiência visual demonstram a necessidade da construção de estratégias de prevenção relacionadas à estrutura e organização desse ambiente. Prevenir acidentes torna-se um desafio para as pessoas com deficiência visual, familiares, órgãos e profissionais da reabilitação.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: IC Voluntária
CRISTIANE MAYUMI WATANABE
Parabéns pelo trabalho, Douglas! Muito interessante o tema abordado. Dados muito úteis para posterior intervenção e prevenção dos acidentes domésticos nesse grupo de pacientes. Parabéns, novamente!
Aryanny Paula S. Ferreira
Olá Douglas, parabéns pelo trabalho, especialmente a escrita introdutória está muito boa!!!
- Primeiramente eu gostaria de saber, na sua opinião o que é "percepção"? Tu não achas que no teu trabalho foste feito um Levantamento acerca da ocorrência de acidentes domésticos? Quanto às palavras-chaves sugiro vc trocá-las, não deve-se utilizar palavras que estão inseridas no título. Em relação a ocorrência dos acidentes fiquei me perguntando: é mais frequente em pessoas com baixa visão e/ou com deficiência adquirida ou em pessoas que já nasceram com cegueira total? Acho que pose ser significativo relatar isso. Talvez seja uma informação importante para orientar programas de apoio, cuidado e reabilitação.
- Nos resultados somente 15 pessoas declaram ter sofrido acidente doméstico, no entanto, 23 relataram participar de programas de reabilitação. Qual a explicação para essa divergência? Se fosse ao contrário eu pensaria que algumas pessoas não quiseram procurar a reabilitação. Quando obter dados que não fecham a conta eu sugiro vc explicar o motivo, fica melhor para o leitor se situar. Por exemplo, na tabela 1 vc poderia ter colocado um asterisco indicando que os dados faltantes são decorrentes da ausência de resposta/questão deixada em branco. Bem como, indicar que determinados dados estão relacionados a questões de múltipla escolha em que o participante poderia escolher mais de 1 alternativa.
- Na seguinte afirmativa: "9 pessoas declararam nunca ter recebido informação ou orientação a respeito da ocorrência de acidentes domésticos. No entanto, 6 dessas pessoas, afirmaram ter frequentado Programas de Reabilitação." Está confuso, como que 6 pessoas afirmaram terem participado de programas de reabilitação e ao mesmo tempo também afirmar nunca terem recebido informação? O que os programas de reabilitação abordam? Talvez vc pudesse até fazer um trabalho com a finalidade de avaliar como esses programas ajudam as pessoas que o frequentam, como atuam, o que abordam, se está de acordo com as necessidades do grupo, bem como saber dos participantes se esses programas realmente produzem impacto positivo na vida dos que o procuram, etc.
- Apresentaste os seus dados mas eu senti falta de vc discuti-los com a literatura e buscar explicações. Os dois parágrafos que tu colocaste na discussão, não é discussão. No primeiro tu re-escreveste o objetivo, e no segundo, consta a justificativa do teu trabalho.
- Gráficos são considerados figuras. Sugiro vc renomear para tal;
- Reconferir as referências bibliográficas. "ALBUQUERQUE (2009)" não consta, além disso, as referências não estão de acordo com as normas da ABNT e não seguem um padrão.
- Para finalizar, qual tipo de impacto tu esperas obter com este trabalho?
Mais uma vez parabéns pelo trabalho, é uma temática muito importante e necessária ser abordada nos eventos científicos.
DOUGLAS SOUSA CAVALCANTE
Olá, Aryanny! Muitíssimo obrigado pelo comentário e pelas excelentes dúvidas e sugestões. Percepção é ter consciência ou impressão sobre algo e no trabalho o participante teve a oportunidade de expressar o que ele achava sobre o tema, uma vez que nas questões havia a opção de resposta aberta. Um exemplo; dentre os acidentados, a maioria teve a percepção de que a deficiência visual interferiu na ocorrência do acidente doméstico. E sim, além de conhecermos a percepção do participante sobre o assunto, também foi realizado um levantamento de dados acerca do tema.
A respeito da ocorrência de acidentes, no estudo houve pouca diferença entre os acidentados de causa congênita ou adquirida, cerca de 53% e 47%, respectivamente. Já entre possuir cegueira ou baixa visão dentre os acidentados, a diferença foi de 60% e 40%, respectivamente.
Em relação a 15 pessoas terem declarado ter sofrido acidente doméstico e 23 a participação em programas de reabilitação, esses dados não estão diretamente relacionados, uma vez que as instituições especializadas em reabilitação, atuam também em outras esferas juntamente com as pessoas com deficiência visual, como, por exemplo, abordando e capacitando-as a lidarem com o ambiente, a utilizarem os recursos de tecnologia assistiva, promovendo a educação, o bem estar e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Portanto, não necessariamente o participante precisou se acidentar para frequentar ou ter frequentado um centro especializado.
O trabalho teve como um dos objetivos analisar se os participantes que frequentam ou já frequentaram centros de reabilitação haviam recebido em algum momento informações ou orientações sobre acidentes domésticos. Com isso, chegamos ao resultado, no qual dos 35 participantes, 9 nunca haviam recebido informação ou orientação, mas 6 desses 9, já frequentaram centros especializados. Por fim, espera-se que os resultados obtidos possam também contribuir para novas políticas de combate à ocorrência de acidentes domésticos nos centros de reabilitação, a fim de impactar em uma maior propagação de informações e na redução da ocorrência de acidentes domésticos.
Estou à disposição para demais dúvidas ou esclarecimentos!
Amanda Rios Ferreira
Parabéns pelo trabalho!
DOUGLAS SOUSA CAVALCANTE
Olá, Amanda! Muitíssimo obrigado pelo o comentário.
Leticia Rodrigues
Gostaria de parabenizar pelo trabalho executado, de modo especial pela excelente redação da introdução do resumo. Seguem algumas dúvidas e sugestões:
1. As referências presentes da "Metodologia" não seguem o estilo Vancouver (presente no restante do trabalho). Destaco o autor "ALBUQUERQUE, 2009", o mesmo não está presente na bibliografia do trabalho.
2. Quais fatores de inclusão e exclusão foram utilizados na seleção dos participantes?
3. Ao avaliar a Tabela 1, nota-se que o n de alguns critérios avaliados (idade, tipo de deficiência visual e causa da deficiência visual), difere do n total de participantes da pesquisa. Por que ocorreu a exclusão de participantes na avaliação destes critérios?
4. O Gráfico 1 mostra a presença de 18 participantes, porém no decorrer do texto é relatado que as declarações foram realizadas por 15 participantes. Qual o valor correto? O mesmo participante poderia responder mais de uma alternativa? Obs: sugiro inserir no gráfico o n de participantes que não declararam a ocorrência de acidentes domésticos.
5. Sugiro converter em porcentagem os valores do Gráfico 2.
6. Com relação ao Gráfico 3, a dificuldade de enxergar os alimentos não pode ser considerada consequência da deficiência visual? Por que estes itens estão desmembrados?
7. Sugiro a criação de uma tabela que apresente o n total de participantes que participaram ou não de Programas de Reabilitação, e ainda na mesma tabela criar quatro subgrupos que indiquem se os participantes receberam ou não informações sobre a ocorrência dos acidentes domésticos.
8. Os resultados obtidos em seu trabalho vão de encontro aos relatos presentes na literatura? Considerando o elevado número de participantes que alegaram ter recebido orientações sobre a ocorrência dos acidentes domésticos, por qual motivo não existe uma expressiva redução da ocorrência desse tipo de acidentes?
DOUGLAS SOUSA CAVALCANTE
Olá, Letícia! Muitíssimo obrigado pelo o comentário e pelas excelentes dúvidas e sugestões.
Os critérios de inclusão na seleção dos participantes foram: apresentar deficiência visual (baixa visão ou cegueira) e ter 18 anos ou mais. Já quanto ao critério de exclusão: apresentar idade menor que 18 anos.
A diferença de n na tabela 1 nos critérios avaliados, como idade, tipo de deficiência visual e causa da deficiência visual ocorre, uma vez que não era obrigatório responder todas as questões, ou seja, os participantes tiveram a plena liberdade em não responder algum questionamento e prosseguir no questionário.
Em relação ao gráfico 1, as declarações sobre a ocorrência de acidentes domésticos foram relatadas por 15 participantes. Todavia, houve relatos sobre mais de um tipo de acidente doméstico ocorrido pelo o mesmo participante, chegando dessa forma, ao número 18.
A respeito aos critérios analisados no gráfico 3, o questionário foi composto por alternativas em sua maioria fechadas, porém em uma delas, a opção de “outra” resposta era considerada, na qual o participante tinha a liberdade de expressá-la abertamente.
Por fim, os resultados obtidos neste trabalho vão de encontro com os relatos presentes na literatura, como, por exemplo, a cozinha ser o local de maior ocorrência dos acidentes domésticos, os cortes serem o tipo mais prevalente e por último, o descuido como a principal causa do acidente. Ademais, têm-se como hipóteses que a ocorrência de acidentes domésticos em pessoas com deficiência visual está relacionada a uma deficiência nas estratégias de prevenção, como a falta de programas de reabilitação voltados a habilidades na cozinha e na estruturação do ambiente doméstico.
Estou à disposição para demais dúvidas ou esclarecimentos.
Leticia Rodrigues
Douglas agradeço pelos esclarecimentos.
Sucesso em sua carreira!
PEDRO HENRIQUE PENHA DE OLIVEIRA CAFÉ
Pesquisa interessante, parabéns para o trabalho! Me surgiu uma dúvida, foi abordado no trabalho se estes indivíduos moravam sozinho ou compartilhavam o ambiente doméstico com outras pessoas? Gostaria de saber sua opinião se isto pode ser um fator determinantes na causa e prevenção de acidentes; se este deficiente visual convive sozinho, realizando todas suas atividades por conta própria estando sujeito aos acidentes; ao passo daquele que com auxilio de um familiar, há chances de realizar suas tarefas com mais segurança.
DOUGLAS SOUSA CAVALCANTE
Olá, Pedro Henrique! Muitíssimo obrigado pelo o comentário e pela excelente dúvida.
No trabalho foi abordado somente o estado civil dos participantes, no qual a grande maioria se declarou solteiro ou divorciado. Ademais, morar sozinho ou não, pode sim ser determinante na ocorrência de um acidente doméstico, uma vez que o auxilio e a orientação do familiar a respeito da disposição do ambiente e sobre os seus riscos, pode sim levar a diminuição da ocorrência de acidentes. Todavia, devemos lembrar que uma das principais causas de acidentes citadas pelos os participantes é a mudança da posição de objetos, sendo esta em muitos casos, ocasionada por um membro do núcleo familiar.
Fico à disposição para demais dúvidas ou esclarecimentos.
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DOUGLAS SOUSA CAVALCANTE
Olá, Cristiane! Muitíssimo obrigado pelo o comentário e considerações.