Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
O termo "multimodalidade" é recente na Fonoaudiologia, embora tenha ganhado ultimamente notoriedade em diversas áreas do conhecimento. Em certo sentido, é considerada parte constituinte da linguagem e refere-se às modalidades de uso da língua(gem), tais como gesto e olhar, que acontecem na interação. Assim, ela também se relaciona com o processo terapêutico fonoaudiológico, que busca atuar com o sujeito na sua integralidade. Este trabalho é ancorado nas contribuições de Cavalcante (2017), ao considerar que a criança se insere nos gêneros do discurso dentro da esfera terapêutica fazendo uso da multimodalidade. Tratou-se de estudo qualitativo e transversal. A amostra foi constituída pela gravação das crianças de 5 a 9 anos de idade, em terapias individuais semanais com duração de 30 a 45 minutos. As gravações foram transcritas e em seguida analisadas, baseada na teorização interacionista de linguagem. Objetivos de investigar a manifestação da multimodalidade nas terapias fonoaudiológicas conduzidas por residente (R2) de 4 crianças com alterações fonêmicas atendidas no Ambulatório de Avaliação e Terapia Fonoaudiológica do Cepre, Unicamp. Observou-se que gesto, fala e expressões faciais podem acontecer simultaneamente na interação de forma indissociável, reafirmando o caráter multimodal do funcionamento linguístico.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: SAE/UNICAMP
Karolina Pessote Sideri
Olá! Gostaria de saber como acredita que sua pesquisa possa contribuir para as conformações clínicas do setting terapêutico fonoaudiológico?
Parabéns a aluna e orientadora pelo trabalho desenvolvido.
Luciene Silva Dos Santos
Olá, Eulália! Parabéns pela abordagem deste tema.
Bom, lendo o seu trabalho vi que apenas meninos participaram desta análise. Você acredita que estes resultados seriam os mesmos se o grupo fosse apenas de meninas? Não seria melhor ter trabalhado com um grupo mais homogêneo, ou isso foi uma escolha da equipe?
Em relação ao texto, só tenho uns apontamentos para fazer:
-Há muitas palavras sem espaço;
-Uma das referências está com endereço de um arquivo de seu computador.
Do mais parabéns a toda equipe.
Eulália Rezende Cunha
Olá, Luciene
Tudo bem?
Muito obrigada pela mensagem, parabéns, sugestão e dúvida.
Em relação aos apontamentos, vou me atentar.
Em relação ao grupo ser composto somente por meninos, foi uma limitação do ambulatório escolhido, na época da pesquisa os pacientes com queixas de linguagem e fala atendidos pela residente eram meninos. Penso ser muito importante também essa pesquisa com meninas, com grupos heterogêneos, mas acredito que os resultados seriam os mesmos, podendo variar mais devido a outras questões.
Obrigada
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Eulália Rezende Cunha
Olá, Karolina. Muito obrigada.
Em relação às conformações clínicas do setting terapêutico fonoaudiológico, acredito que minha pesquisa pode contribuir oferecendo um olhar mais amplo para a comunicação do paciente, tanto para a avaliação, como para os objetivos esperados para o paciente, e para a intervenção propriamente dita. Conhecer e incorporar a multimodalidade da linguagem oferece mais opções para o paciente se desenvolver, e mais opções para o fonoaudiólogo atuar com ele. Um exemplo mais prático, uma das possibilidades conhecer os interesses da criança, e estar atento ao seu envolvimento nas sessões, a partir de uma das modalidades da linguagem.