A espectroscopia de prótons de H por Ressonância Magnética como ferramenta para o diagnóstico diferencial entre tumores cerebrais primários e secundários

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Trabalho
  • Eixo temático: BIOLÓGICAS
  • Palavras chaves: Espectroscopia de prótons de H; neurorradiologia; Ressonância Magnética;
  • 1 Unicamp
  • 2 Universidade Estadual de Campinas

A espectroscopia de prótons de H por Ressonância Magnética como ferramenta para o diagnóstico diferencial entre tumores cerebrais primários e secundários

NATALIA OLIVEIRA FACHINETTI

UNICAMP

Resumo

O diagnóstico e tratamento de tumores cerebrais é um grande desafio para a medicina e depende principalmente de exames radiológicos. Entretanto, uma biópsia com análise histopatológica é necessária para o diagnóstico definitivo. Desta maneira, informações adicionais através de técnicas não invasivas podem ser de grande valia para o manejo do paciente. Este trabalho tem como objetivo verificar o papel da Espectroscopia de Prótons de Hidrogênio por Ressonância Magnética (H-ERM) para estabelecer quais metabólitos estão presentes em lesões tumorais primárias e secundárias do Sistema Nervoso Central e quantificar as relações entre esses metabólitos. Foi feita análise retrospectiva de H-ERM com tempo de eco curto (30 ms), realizadas no Hospital de Clínicas da Unicamp, de casos com diagnóstico posteriormente confirmado por estudo anatomopatológico, verificando a especificidade do método. Através dos dados coletados foi possível obter um modelo para interpretar se um paciente carrega um tumor do tipo primário ou secundário, com a capacidade de predizer, em média, 73% das observações corretamente. Existem evidências que quanto maior a idade do paciente, maior é a chance de o tumor ser secundário. Ademais, os dados demonstram que quanto maior a razão NAA/Cr, maior é a chance de o tumor ser metastático. Concomitantemente, é possível concluir que o sexo do paciente não influencia no tipo de tumor diagnosticado.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: SAE/UNICAMP

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Autor

NATALIA OLIVEIRA FACHINETTI

Bom dia, Cyro! Obrigada pelo interesse na pesquisa e pelas críticas tão construtivas! Espero esclarecer todos os seus questionamentos.

1. Sim, tenho algumas hipóteses em relação ao encontrado para os níveis do metabólito NAA e da relação NAA/Cr. Como o Hospital de Clínicas da Unicamp é referência para atendimento de casos mais complexos (terciário/quaternário), acredito que os pacientes que chegam ao nosso serviço tem tumores mais agressivos que acabam por destruir os neurônios no local do tumor. Outra hipótese possível seria a demora para o encaminhamento desses pacientes tanto pela dificuldade no diagnóstico quanto pela estrutura do sistema de saúde, que pode levar a complicações como necrose tumoral. 

2. Sim, o intercepto é negativo, mas as variáveis em questão (idade e NAA/Cr) são positivas. 

3. Considerando apenas a razão NAA/Cr o paciente da observação 10 teria 1,34 vezes mais chance de ser diagnosticado como do tipo 2. No entanto, o anatomopatológico do paciente 10 confirma que ele é um paciente que tem um tumor primário, isto é, do tipo 1. Considerando que o modelo prediz cerca de 73% dos casos corretamente, este seria um caso que poderia ser diagnosticado incorretamente. 

4. Sabemos que hoje a maioria da população brasileira é do sexo feminino, uma das possibilidades seria essa. Outra possibilidade, é ser uma característica da amostra do Hospital de Clínicas da Unicamp, que inclusive possui um hospital referência em tratamento de câncer de mama, cujo um dos principais sítios de metástase é para o sistema nervoso central. 

5. O trabalho científico foi aceito para participar do Congresso Brasileiro de Radiologia 2021 – CBR21 – sob o título: REVISITING ¹H-MRS AS A TOOL IN THE DISTINCTION BETWEEN PRIMARY AND SECONDARY MALIGNANT TUMORS OF CENTRAL NERVOUS SYSTEM. Ademais, um artigo foi finalizado e está em processo de submissão nas revistas do American Journal of Neuroradiology e do The Neuroradiology Journal visando à publicação.

Realmente tive muita dificuldade para sintetizar o trabalho. Levarei em consideração suas dicas para os novos desdobramentos das minhas futuras pesquisas. Muito obrigada :) 

Autor

NATALIA OLIVEIRA FACHINETTI

  • Bom dia, Cyro! Obrigada pelo interesse na pesquisa e pelas críticas tão construtivas! Espero esclarecer todos os seus questionamentos.
  • 1. Sim, tenho algumas hipóteses em relação ao encontrado para os níveis do metabólito NAA e da relação NAA/Cr. Como o Hospital de Clínicas da Unicamp é referência para atendimento de casos mais complexos (terciário/quaternário), acredito que os pacientes que chegam ao nosso serviço tem tumores mais agressivos que acabam por destruir os neurônios no local do tumor. Outra hipótese possível seria a demora para o encaminhamento desses pacientes tanto pela dificuldade no diagnóstico quanto pela estrutura do sistema de saúde, que pode levar a complicações como necrose tumoral. 
  • 2. Sim, o intercepto é negativo, mas as variáveis em questão (idade e NAA/Cr) são positivas. 
  • 3. Considerando apenas a razão NAA/Cr o paciente da observação 10 teria 1,34 vezes mais chance de ser diagnosticado como do tipo 2. No entanto, o anatomopatológico do paciente 10 confirma que ele é um paciente que tem um tumor primário, isto é, do tipo 1. Considerando que o modelo prediz cerca de 73% dos casos corretamente, este seria um caso que poderia ser diagnosticado incorretamente. 
  • 4. Sabemos que hoje a maioria da população brasileira é do sexo feminino, uma das possibilidades seria essa. Outra possibilidade, é ser uma característica da amostra do Hospital de Clínicas da Unicamp, que inclusive possui um hospital referência em tratamento de câncer de mama, cujo um dos principais sítios de metástase é para o sistema nervoso central. 
  • 5. O trabalho científico foi aceito para participar do Congresso Brasileiro de Radiologia 2021 – CBR21 – sob o título: REVISITING ¹H-MRS AS A TOOL IN THE DISTINCTION BETWEEN PRIMARY AND SECONDARY MALIGNANT TUMORS OF CENTRAL NERVOUS SYSTEM. Ademais, um artigo foi finalizado e está em processo de submissão nas revistas do American Journal of Neuroradiology e do The Neuroradiology Journal visando à publicação.
  • Realmente tive muita dificuldade para sintetizar o trabalho e com a resolução das fórmulas. Levarei em consideração suas dicas para as minhas futuras pesquisas. Muito obrigada :)

OBS: Mandei novamente, pois o primeiro desconfigurou :)

Cyro von Zuben de Valega Negrão

Olá, Natália,

Obrigado pelas incríveis explicações. Fica claro o forte domínio que possui do assunto. Adorei suas hipóteses! Fui um pouco provocativo nesse sentido, porque creio que um bom cientista precisa ter boas hipóteses para os seus resultados, ainda mais aqueles mais contraditórios. Parabéns pelas explicações, ainda mais no curto tempo que tinha. Toda a sorte no trabalho. ;)

 

 

Autor

NATALIA OLIVEIRA FACHINETTI

Muito obrigada, Cyro!