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A equação do calor unidimensional e bidimensional e aplicações
FRANCISCO DE MELLO CALDERARO
UNICAMP
Agora você poderia compartilhar comigo suas dúvidas, observações e parabenizações
Crie um tópicoNesse projeto foi estudada a equação do calor unidimensional e n-dimensional em regiões limitadas, com diferentes condições de contorno, e em todo o espaço. Para diferentes formulações de problema com a equação do calor, foram estudadas existência e unicidade de solução, além de outras propriedades de solução, como o Princípio do Máximo, regularidade e dependência contínua de solução em relação aos dados do problema. Primeiramente, foi realizado um estudo preliminar sobre séries de Fourier e sobre a classificação de equações diferenciais parciais de 2ª ordem em elíptica, parabólica e hiperbólica. Em seguida, estudou-se a equação do calor unidimensional, sua dedução e os problemas da barra finita, no caso com extremidades a temperatura constante e no caso com extremidades termicamente isoladas. Calculou-se solução para esses problemas no caso homogêneo e estudou-se propriedades destas soluções. Foi, então, estudado o problema de valor inicial da equação do calor no espaço todo, calculadas soluções particulares e visto sob quais condições tal problema tem solução única. Por fim, estudou-se a equação do calor n-dimensional em regiões limitadas. Em especial, o problema da equação do calor nessas regiões com condição de fronteira do tipo Dirichlet. Foi estudada a unicidade de solução deste problema, bem como outras propriedades de solução.
Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq
Guilherme de Souza Tavares de Morais
Boa tarde, Francisco.
Parabéns pelo trabalho. Acredito que tenha aprendido muito com sua Iniciação Cientifica.
Seu resumo está muito bem escrito. Acredito que seu vídeo poderia ter uma apresentação para auxilia-lo.
Eu fiquei com uma curiosidade. Você chegou a estudar, ou pretende estudar, a solução das equações, tal qual você fez nesse trabalho, em sistemas de coordenadas curvilíneos? Dependendo do sistema de coordenadas utilizado, existem problemas nas definições das condições de contorno e ainda faltam estudos na literatura sobre isso. Seria um trabalho futuro interessante de ser feito.
MATEUS ZEFERINO RENNÓ
Oi, Chico! Como você está!? Gostei da pesquisa, principalmente pela aplicação na Física. Minha única sugestão é você fazer um \usepackage[left=20mm,right=20mm,top=20mm,bottom=20mm,columnsep=15pt]{geometry} para cortar as bordas do seu paper.
Abraços!
FRANCISCO DE MELLO CALDERARO
Obrigado, Mateus! Não domino muito o LaTeX e gostei da sua sugestão. Abraços!
Daniel Ferreira Machado
Bom tarde, Francisco. Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo seu trabalho, trabalho de ótima qualidade que, acredito eu, demandou muita pesquisa. Bom, inicialmente, gostaria apenas de destacar que, pelo seu resumo, para o Problema 4 foi estudado o Princípio do Máximo Forte, entretanto, para os demais problemas, foram estudados simplesmente o Princípio do Máximo, sei que é apenas um resumo, mas poderia ter destacado a diferença entre esses dois princípios, já que são importantes no estudo da Equação do Calor. Além disso, na sua apresentação, você concluiu dizendo que que soluções C^2 são também soluções C^\infty, qual seria o argumento (resultado) utilizado para concluir essa afirmação?
FRANCISCO DE MELLO CALDERARO
Boa tarde, Daniel. Obrigado pelo feedback! De fato, não ficou claro da maneira como escrevi, mas, no Teorema 1, o item (i) corresponde ao Princípio do Máximo para a Equação do Calor, enquanto o item (ii) é a parte que caracteriza o Princípio do Máximo Forte.
Sobre a afirmação sobre regularidade das soluções, isto vem de um Teorema que foi estudado no projeto, mas não coloquei no resumo. Ele foi estudado no livro Partial Differential Equations, do Lawrence C. Evans (na versão citada na bibliografia é o Teorema 8 da Seção 2.3.3 (b)). Este teorema é um pouco mais forte do que o que eu disse. De fato, a função que satisfaz a equação do calor em um U_T só precisa ser C^2 para as variáveis espaciais (x_i) e C^1 para a variável t e ela será também C^\infty em U_T. O argumento consiste em observar que num cilindro pequeno com centro do topo em um ponto de U_T, a solução é dada por uma integral de funções suaves (esse passo não é trivial), logo é suave em todo ponto de U_T.
Obrigado novamente pelo comentário.
Daniel Ferreira Machado
Certo Francisco, mais uma vez, ótimo trabalho. Parabéns!!
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FRANCISCO DE MELLO CALDERARO
Olá, Guilherme. Agradeço seu feedback! Não entendi bem o que você quis dizer com a solução em sistemas de coordenadas curvilíneos. Se for apenas uma mudança de coordenadas, com f e g dadas nessas novas coordenadas, mas com a equação do calor ainda dada para (x_1, ..., x_n, t), i.e, u_t - Δ_x u = f, basta compor com a mudança de coordenadas para obter as funções f e g nas coordenadas (x_1, ..., x_n, t) e obter os resultados mostrados no trabalho. Se for útil, pode-se ainda compor a solução u para tê-la nas coordenadas novas. Assim, as propriedades ainda valem para u(x, t) e sua validade para u(σ(y,s)), onde (x,t) = σ(y,s) é a mudança de coordenadas, depende de como a função σ é dada.
Se por outro lado, a equação do calor é também dada nas novas coordenadas, i.e, u_s - Δ_y u = f, então os resultados seguem diretamente se as coordenadas (y,s) forem independentes, i.e., se a derivada de uma direção em relação a outra for zero, por exemplo dy_1/dy_2 = 0.
Que tipo de problemas de definição das condições de contorno você pensou, não entendi essa parte. Mas, de fato, a fronteira da região onde se está trabalhando deve ser regular (de classe C1), para serem válidas as propriedades citadas.
Espero ter esclarecido as dúvidas e que meus comentários tenham sido claros e caso contrário, por favor continuemos esse tópico!