A COMUNICAÇÃO E A VULNERABILIDADE COMUNICATIVA NA RELAÇÃO COM O PACIENTE NA PERSPECTIVA DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM, FONOAUDIOLOGIA E MEDICINA DE UMA UNIVERSIDADE DO INTERIOR DE SÃO PAULO

Vol 4 2021 - 136917
Trabalho
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Introdução: A linguagem entre os homens evoluiu ao longo da história. Comprometimentos de fala e linguagem podem acarretar em situação de vulnerabilidade comunicativa, influenciando na evolução terapêutico e tomada de decisões clínicas. Objetivo: Investigar a percepção de futuros profissionais de medicina, fonoaudiologia e enfermagem quanto à comunicação com o paciente nos campos de estágios. Método: Estudo transversal, descritivo e quantitativo, com amostra de 85 alunos. Para a coleta de dados utilizou-se questionário online. Resultados: Todos participantes consideraram importante ou muito importante a comunicação com o paciente. Para maioria dos participantes de fonoaudiologia (84,8%) e de medicina (65,6%) a comunicação com os pacientes é efetiva, enquanto que os de enfermagem (55%) referiram certa dificuldade. 35% dos alunos de enfermagem e 28,1% de medicina informaram que não tiveram contato com pacientes não oralizados; 33,3% dos alunos de Fonoaudiologia, responderam que, nesses casos, a comunicação é efetiva (utilizavam outras formas de comunicação). Todos consideraram o não falar deixa o paciente em situação de vulnerabilidade. Conclusão: Os resultados evidenciam que a comunicação paciente-futuro profissional de saúde é considerada importante para todos. Os achados reiteram a importância da temática na graduação e da comunicação na relação paciente-profissional para o bem-estar de vida e saúde da pessoa, tendo em vista uma formação e atenção integrada e humanizada.

Apoio/Financiamento da Pesquisa: PIBIC/CNPq

Questões (4 tópicos)

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Autor

Regina Yu Shon Chun

Laura muito obrigada por suas colocações. A Milena está com dificuldades técnicas para responder no sistema. Ela pediu orientações e lhe responderá assim que possível. Muito interessante sua pergunta, se com tempo, a comunicação fica melhor, mais fácil e desenvolve mais estratégias. Posso lhe dizer que acreditamos que sim, particularmente, quando se está sensível a essa questão. Desde o início da construção do projeto a Milena queria expandir para os outros cursos da Faculdade. Vamos aguardar ela poder te responder. Muito obrigada.

Milena de Souza Carvalho

Ola, Laura! Agradeço muito pelo seu reconhecimento! Como uma aluna recém formada e também uma novata no mercado trabalho percebo um grande amadurecimento em relação a comunicação com o paciente - acredito que seja por conta dos conhecimentos técnicos adquiridos. Além disso, como profissionais devemos sem sensíveis a cada particularidade dos casos para que a comunicação seja o mais compreensível para ambos os lados. Acho que automaticamente desenvolvemos estratégias inconscientemente. Quem sabe em um futuro não tão distante eu expanda mais esse tema? haha

Autor

Regina Yu Shon Chun

Giovana, agradeço por mim e pela Milena, que está com dificuldades de acessar o sistema.

Milena de Souza Carvalho

Obrigada, Giovana! Fico feliz com o elogio :)

Autor

Regina Yu Shon Chun

Michele obrigada por suas considerações, a Milena está com dificuldades técnicas para responder no sistema. Ela pediu orientações e responderá assim que possível. Posso lhe adiantar que a Milena retomou as DCN de cada um desses cursos para abordar a importancia da comunicação na relação profissional, sendo fundamental na formação como voce coloca na sua primeira pergunta.  Outras formas mencionadas na pesquisa foram possibilitar que o paciente se comunique pelos meios possiveis para ele como gestos, figuras e escrita por exemplo, estratégias que podem ser utilizadas com as pessoas que não falam. Os demais pontos, vamos aguardar que a própria Milena possa responder para voce. Muito obrigada.

Milena de Souza Carvalho

Vou responder por tópicos 

1. Acredito que na enfermagem e na medicina a comunicação é baseada no que o paciente diz (o dito); a equipe precisa entender a queixa para para solucionar o problema, mas a reflexão maior é: e os pacientes que apresentam alterações de linguagem? Como é esse dito? Na fonoaudiologia refletimos sobre o dito e não dito e sobre as formas de comunicação que podem existir (linguagem verbal e não verbal). Pensando nisso, por isso somos importantes na equipe multi:)

2. Podemos utilizar tablets, imagens, alfabetos, olhar, sinalizações… 

3. Escutar um paciente é essencial para entender as demandas, dificuldades e facilitadores.

4. Sempre tive curiosidade de entender de entender o que os outros cursos pensavam sobre a comunicação! Participei de ligas acadêmicas multidisciplinares e notava o como as percepções eram diferentes. Este trabalho só me mostrou o como podemos ensinar e aprender com as outras áreas, trabalhando assim de forma complementar e multiprofissional.

Autor

Regina Yu Shon Chun

Obrigada Ariane, por suas considerações, a Milena está com dificuldades técnicas para responder no sistema. Ela pediu orientações e responderá assim que possível. Todos os participantes, dos tres cursos, responderam que a comunicação com o paciente é muito importante. As respostas variaram quanto a percepção da efetividade de comunicação e no contato com pacientes não oralizados, ou seja com dificuldades de comunicação. As alunas de Fonoaudiologia responderam que nesses casos utilizam outras formas como possibilitar que o paciente se comunique pelos meios possiveis para ele como gestos, figuras e escrita por exemplo. Todos os alunos respondentes, das tres areas, se mostram engajados no diálogo com o paciente, o que  muda são os focos dessa comunicação, que ao nosso ver está relacionado com as particularidades do cuidado próprios de cada formação. Por exemplo os participantes de Medicina focalizam nos sintomas e condutas clínicas, diferentemente dos participantes de enfermagem e fonoaudiologia. As estratégias envolvem maior discussão e capacitação quanto a comunicação com o paciente desde a formação, o que reafirma a importancia de estudos como este. 

ARIANE MARIA ZANESCO

Muito interessante, muito obrigada pela resposta e mais uma vez; Parabéns pela realização deste trabalho!

Instituições
  • 1 Unicamp
Eixo Temático
  • BIOLÓGICAS
Palavras-chave
relações profissional-paciente
Comunicação em Saúde
Papel profissional