Olá, Fabrício. Gostaria de parabenizá-lo pelo trabalho. Tanto no texto quanto no vídeo você realiza uma explicação clara do trabalho, de seus objetivos, de seus métodos e, assim, guia o leitor/ouvinte de forma segura pelo percurso de pesquisa. Não poderia deixar de citar um breve excerto de uma passagem de seu texto que, acredito, demonstra a força da pesquisa que se projeta. Cito: "Dessa forma, a gramática não aparece no livro de Lobato como um objeto que se impõe normativamente aos leitores – tal como seria vista na concepção tradicional de ensino e de gramática -, mas como um objeto que se dispõe a ser analisado, visitado, burilado, pesquisado, experimentado, porque a gramática vira uma cidade a ser descoberta e explorada pelos personagens do Sítio do Pica-Pau Amarelo". Gostaria, no entanto, de lançar três perguntas pensadas no decorrer da leitura e de sua apresentação em vídeo. Fique à vontade para responder as perguntas que você considerar que sejam pertinentes:
a) acredito que a sua pesquisa se insira no campo da Literatura/Literatura Infanto, correto? No entanto, você traz questões que são importantíssimas para a História das Ideias Linguísticas no Brasil. Você pretende, em desdobramentos futuros, realizar um diálogo com estudos linguísticos do tema?
b) na página 2 de seu texto, você escreve o seguinte: " O primeiro passo para a que o projeto de Lobato em relação à língua “brasileira” (...)", fiquei curioso pelas aspas em brasileira. Pergunto: Se, como você diz, " Monteiro Lobato defende a consolidação de uma língua genuinamente brasileira, com regras repensadas e reestruturadas e adesão de novas palavras", por qual motivo não utilizar a denominação língua brasileira, sem aspas?
c) você apresenta duas figuras no texto, uma da capa e outra de uma ilustração. Em que medida você considera ou pretende considerá-las no processo de análise da obra?