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Acompanhe as principais atualizações e discussões sobre os trabalhos publicados em PIBIC 2021!

Todas as atividades (50)
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FELIPE JARDIM SAMPAIO respondeu o tópico "Comentário e dúvidas. "

Publicação: DO MEIO AMBIENTE AO AMBIENTE ESCOLAR: COMO EXPANDIR O DEBATE?

Olá, meu nome é Felipe e sou aluno de doutorado em Ensino de Ciências pela Unicamp. Inicialmente gostaria de parabenizá-los pelo trabalho e destacar a enorme relevância do tema e também sua urgência, frente aos danos ambientais que enfrentamos e enfrentaremos. 

Percebi que o enfoque do trabalho escrito foi o de descrever os referenciais adotados para expandir o debate meio ambiente-escola. No entanto, senti falta de explorar mais os resultados obtidos a partir das discussões e conversas que foram realizadas. Acredito que houve outras produções além do poema e do mapa mental. Aliás a iniciativa de, a partir de um tema tão complexo, se utilizar das artes como forma de entender, compreender e tomar conhecimento sobre o meio ambiente foi uma excelente escolha. 

Algumas dúvidas que surgiram pela leitura do trabalho foram:

1) Onde o trabalho foi conduzido? Era com alunos? De qual nível de escolaridade? Apesar de parecer que foi realizado em escola de ensino básico, seria importante conhecer se eram alunos de ensino médio ou fundamental. 

2) Em determinado momento do texto, o trabalho cita a intenção de "transformar o conhecimento em senso comum". É isto mesmo? Não seria a intenção de espalhar este conhecimento para que alcance mais pessoas? Senso comum não acaba tendo um outra conotação, no sentido de tornar um conhecimento conhecido por muitos sem os devidos embasamentos científicos? 

Novamente parabéns pelo trabalho.

 

Um grande abraço

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Larissa de Assumpção e outra pessoa responderam o tópico "Comentário e dúvida"

Publicação: "Tudo no Império eram angústias e incertezas": terra e trabalho no romance A mocidade de Trajano (1871).

Olá, Fernando!
Parabéns pela sua pesquisa! No seu trabalho, você conseguiu expor de maneira clara o contexto vivido pelo Brasil no início da década de 1870 e as características desse contexto que aparecem no romance de Taunay. Ao ler o seu texto, fiquei curiosa em relação a alguns aspectos da pesquisa. Ao longo da sua investigação, você chegou a se deparar com alguma informação sobre a recepção do romance no período em que ele foi publicado?

Caso você tenha interesse em dar continuidade a esse projeto, acho que talvez seja interessante buscar – em jornais do período ou críticas literárias, por exemplo – mais informações sobre o impacto que essa obra causou na década de 70, pois isso pode ajudar a compreender como esse romance foi recebido entre os intelectuais reformistas do período.  

Parabéns mais uma vez pela pesquisa e pela participação no Congresso!

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Larissa de Assumpção e outra pessoa responderam o tópico "Bildungsroman e pensamento filosófico/psicanalítico"

Publicação: A FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO EM TEMPOS SOMBRIOS: A montanha mágica de Thomas Mann e Demian de Hermann Hesse

Em primeiro lugar, Henrique, parabéns pela sua pesquisa! O seu texto está muito bem escrito e você conseguiu expressar os objetivos e os resultados da pesquisa de maneira bastante clara e coerente.

Na parte inicial do seu texto, você menciona o fato de Mann e Hesse terem escrito obras com a estrutura do Bildungsroman e, na discussão dos resultados, escreve bastante sobre a presença das teorias de Nietzsche, Jung e Freud nos dois romances. Gostaria de saber se, no decorrer da pesquisa, você ainda pretende unir de forma mais clara essas duas análises, mostrando, por exemplo, como o aparecimento desses conceitos e teorias é – ou não – favorecido pela estrutura do Bildungsroman. Você acredita que as dúvidas existenciais associadas aos protagonistas colaboram, dentro da estrutura narrativa, para o desenvolvimento intelectual dos jovens retratados?

 

Parabéns mais uma vez pela pesquisa e pela participação no congresso!

 

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Amanda Gonçalves Serafim e 2 outras pessoas responderam o tópico "Comentários"

Publicação: Os papéis de Verena Stolcke: os primeiros anos da história do Departamento de Antropologia da Unicamp

Oi, Luísa! Parabéns pelo trabalho! Imagino que tenha sido no mínimo frustrante a questão do acesso ao acervo, mas foi ótimo que você tenha conseguido focar em outras frentes nesse momento.

Quanto aos comentários, tenho apenas duas questões pontuais que dizem respeito mais aos possíveis desdobramentos da pesquisa. A primeira tem a ver com as fotografias, talvez mais para reforçar o ponto que a Amanda trouxe no comentário dela. Como você comentou, a produção de fotos de campo naquele período estava muito mais orientada por uma reflexão das imagens diferente da que temos hoje, mas fico pensando se não seria legal abordar o uso (ou a falta de uso) que a própria Verena fez das fotos. O que ela fotografava? As imagens eram utilizadas nas obras e artigos publicados? Se sim, quais eram enfatizadas e quais deixadas de lado? Não sei, mas talvez tendo esse material em mãos, o caso de Verena possa ser bom para pensar essa questão do debate epistêmico da antropologia sobre o uso de imagens em sua história - algo que algumas pessoas já pesquisaram em relação a autores/as mais "clássico", como o Etienne Samain (que foi orientador da Fabiana Bruno) em relação ao Malinowski. Não digo necessariamente para a dissertação, mas talvez um artigo possa sair de um esforço nesse sentido.

A segunda coisa é sobre o período da infância dela na Argentina. Sei que é difícil (ou problemático) nós interpretarmos certos momentos da vida de uma pessoa como constitutivos dos caminhos que ela acabou por seguir posteriormente, e que mesmo esse período não diz respeito propriamente a sua trajetória "profissional", mas me pergunto o quanto sua convivência em uma comunidade alemã isolada influenciou o próprio interesse dela pela antropologia. E aqui pensando a antropologia especialmente daquela época, como essa disciplina que investiga os "outros", e "outros" muito específicos, quase sempre marcados por essa noção de uma totalidade isolada e singular. Nesse caso, talvez fosse o caso de algo mais da ordem de entrevistas com ela do que propriamente os materiais do acervo (embora vai saber se há algo lá nesse sentido, como fotos ou relatos pessoais desse período).

De resto, queria de novo te parabenizar pelo trabalho e te desejar sorte no processo seletivo! Espero que você consiga dar sequência à pesquisa!

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LAURA DA SILVA SANTOS respondeu o tópico "Revisão, sugestão e parabéns"

Publicação: DO MEIO AMBIENTE AO AMBIENTE ESCOLAR: COMO EXPANDIR O DEBATE?

Olá, queridas Brenda, Jackeline, Laura, Raquel e Ana Elisa, como vão?

Sou Davi de Codes, professor de Ciências e Biologia, e também doutorando em Educação na Unicamp. Li e avaliei o lindo e pertinente trabalho de vocês e gostaria de escrever alguns comentários que encaminho a todas vocês. Considerei o trabalho muito bom, bem escrito e fundamentado e muito rico de reflexões para nosso contexto atual. Gostei muito de ver quais os materiais foram usados para disparar as conversas e discussões que vocês tiveram e ainda, gostei demais das produções artísticas e conceituais que vocês criaram a partir dessas discussões. Fiz ao longo do texto, algumas marcações simplórias de português e normas acadêmicas e que posso enviar à vocês por email, caso desejem ([email protected]), mas que nada interferem na potência e riqueza do trabalho. Fiquei muito curioso de saber mais sobre a seção de metodologia, de entender e conhecer um pouco mais sobre cada encontro, quantos foram, e quem participou. Acho que essa seção pode ser enriquecida, até para que os leitores, como eu, possam conhecer mais sobre vocês e suas instituições de ensino. Por fim, gostaria de parabenizar vocês pelo rico trabalho e sigo disponível para auxiliar vocês nessa caminhada formativa e profissional, inclusive, estou curioso para acompanhar outras produções que vierem realizar neste campo da Educação Ambiental. 

Grande Abraço,


Davi

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LAURA DA SILVA SANTOS e outra pessoa responderam o tópico "Revisão, sugestão e parabéns!"

Publicação: DO MEIO AMBIENTE AO AMBIENTE ESCOLAR: COMO EXPANDIR O DEBATE? [2]

Olá, queridas Laura, Brenda, Jackeline, Raquel e Ana Elisa, como vão?

Sou Davi de Codes, professor de Ciências e Biologia, e também doutorando em Educação na Unicamp. Li e avaliei o lindo e pertinente trabalho de vocês e gostaria de escrever alguns comentários que encaminho a todas vocês. Considerei o trabalho muito bom, bem escrito e fundamentado e muito rico de reflexões para nosso contexto atual. Gostei muito de ver quais os materiais foram usados para disparar as conversas e discussões que vocês tiveram e ainda, gostei demais das produções artísticas e conceituais que vocês criaram a partir dessas discussões. Fiz ao longo do texto, algumas marcações simplórias de português e normas acadêmicas e que posso enviar à vocês por email, caso desejem ([email protected]), mas que nada interferem na potência e riqueza do trabalho. Fiquei muito curioso de saber mais sobre a seção de metodologia, de entender e conhecer um pouco mais sobre cada encontro, quantos foram, e quem participou. Acho que essa seção pode ser enriquecida, até para que os leitores, como eu, possam conhecer mais sobre vocês e suas instituições de ensino. Por fim, gostaria de parabenizar vocês pelo rico trabalho e sigo disponível para auxiliar vocês nessa caminhada formativa e profissional, inclusive, estou curioso para acompanhar outras produções que vierem realizar neste campo da Educação Ambiental. 

Grande Abraço,


Davi

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LAURA DA SILVA SANTOS e outra pessoa responderam o tópico "Revisão, sugestão e parabéns!"

Publicação: DO MEIO AMBIENTE AO AMBIENTE ESCOLAR: COMO EXPANDIR O DEBATE? [3]

Olá, queridas Jackeline, Laura, Brenda, Raquel e Ana Elisa, como vão?

Sou Davi de Codes, professor de Ciências e Biologia, e também doutorando em Educação na Unicamp. Li e avaliei o lindo e pertinente trabalho de vocês e gostaria de escrever alguns comentários que encaminho a todas vocês. Considerei o trabalho muito bom, bem escrito e fundamentado e muito rico de reflexões para nosso contexto atual. Gostei muito de ver quais os materiais foram usados para disparar as conversas e discussões que vocês tiveram e ainda, gostei demais das produções artísticas e conceituais que vocês criaram a partir dessas discussões. Fiz ao longo do texto, algumas marcações simplórias de português e normas acadêmicas e que posso enviar à vocês por email, caso desejem ([email protected]), mas que nada interferem na potência e riqueza do trabalho. Fiquei muito curioso de saber mais sobre a seção de metodologia, de entender e conhecer um pouco mais sobre cada encontro, quantos foram, e quem participou. Acho que essa seção pode ser enriquecida, até para que os leitores, como eu, possam conhecer mais sobre vocês e suas instituições de ensino. Por fim, gostaria de parabenizar vocês pelo rico trabalho e sigo disponível para auxiliar vocês nessa caminhada formativa e profissional, inclusive, estou curioso para acompanhar outras produções que vierem realizar neste campo da Educação Ambiental. 

Grande Abraço,


Davi

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MARIZA DE CAMPOS SAMPAIO CARDOSO respondeu o tópico "Intelectualidade e Pausa de Sete Anos"

Publicação: Exército, indígenas e fronteiras aos olhos de um intelectual: uma análise da obra Radiografía de la pampa de Ezequiel Martínez Estrada

Olá, Mariza! Tudo bem? Primeiramente, gostaria de te parabenizar pela pesquisa, pela sua apresentação incrível e dizer que achei bastante interessante o seu tema de analisar os discursos do Intelectual Ezequiel Martinez Estrada na obra Radiografía de la pampa.

Minhas perguntas seguem duas questões levantadas durante a apresentação do seu Vídeo-Poster, muito bem apresentado, por sinal. Primeiramente eu gostaria de entender melhor o lugar Estrada e de outros intelectuais na Argentina do período, de forma que gostaria de saber qual foi o impacto da obra nesses círculos intelectuais do período. A obra se situou entre os cânones do pensamento nacional argentino? Em paralelo, gostaria de perguntar se foi descoberto o por quê do autor Ezequiel Martinez Estrada não publicar seus textos durante sete anos após a obra. Quais seriam suas hipóteses sobre os motivos do autor interromper sua carreira literária?

Por fim, gostaria de te parabenizar mais uma vez pela pesquisa e por sua tese brilhante. Abraços!

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ALYSSON BRENNER NOGUEIRA PEREIRA respondeu o tópico "Africanidade - Continuidade - Relação Música e História"

Publicação: A atividade musical promovida e incentivada pelas irmandades religiosas e seu papel educacional na Minas setecentista

Noemi, parabéns pela pesquisa! Acho ela sensacional, e por favor, continue!!! Sua visão sobre a música e esse caráter social dela é demais. Queria te perguntar sobre a continuidade da pesquisa, assim como pensar a africanidade nessas músicas. Há instrumentos africanos, ou influências de musicalidades africanas nessa produção? Tem como saber disso? Desculpa qualquer coisa, sou muito leigo no tema. Além disso, uma outra pergunta que queria fazer é sobre a relação música e história, você utiliza de uma bibliografia específica dessa relação? Poderia falar um pouco sobre? Muita gratidão e meus parabéns!!!

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Paola Argentin e outra pessoa responderam o tópico "Dúvidas e sugestões"

Publicação: Tendências de urbanização em Campinas-SP: desenvolvimento de uma ferramenta de investigação

Bom dia,

Sou Paola D. Argentin, doutoranda em Ciências Sociais pelo IFCH e também avaliadora dos trabalhos. Abaixo algumas dúvidas e sugestões.

 Ao longo da graduação trabalhei muito com a urbanização de Campinas, sobretudo em relação aos condomínios residenciais, à sua forma espraiada de urbanização às margens, e as novas formas de controle e policiamento urbano. Os estudos do tipo se concentram nas áreas da arquitetura e engenharia civil, tendo pouco diálogo com sociólogos e antropólogos, no geral, com a pesquisa qualitativa ou etnográfica. Por isso, é realmente louvável este grupo de estudos e esta proposta de ferramenta analítica. Sobre a urbanização de Campinas, caso não conheçam, recomendo as seguintes leituras: 

-CUNHA, José Marcos Pinto da et al. Segregação e acúmulo de carências. Localização da pobreza e condições educacionais na Região Metropolitana de Campinas. In: Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), 2004. Anais..., 2004.

-CUNHA, José Marcos Pinto & JAKOB. Segregação socioespacial e inserção no mercado de trabalho na Região Metropolitana de Campinas. Rev. bras. estud. popul. [online]. vol.27, n.1, pp.115-139, 2010.

-CUNHA, J. M. P. et al. Expansão metropolitana, mobilidade espacial e segregação nos anos 90: o caso da RM de Campinas. In: CUNHA, J. M. P. da. (Org.). Novas metrópoles paulistas: população, vulnerabilidade e segregação. 1. ed. Campinas: Núcleo de Estudos de População - Nepo/Unicamp, p. 337-363, 2006.

    Gostaria de destacar alguns trechos do resumo e fazer outras sugestões. 

Em uma altura vocês escrevem: “Uma abordagem possível consiste em entrevistar os atores engajados no planejamento da cidade. Por meio de perguntas, torna-se factível “explorar um assunto ou aprofundá-lo, descrever processos e fluxo, compreender o passado, analisar discutir e fazer prospectivas” (Duarte, 2005) tendo em vista, nesse caso, identificar as tendências de desenvolvimento vigentes, emergentes e potenciais, a partir da experiência e perspectivas daqueles que se ocupam ou se envolvem com o planejamento da cidade.”

Como reflexão, acrescentaria que a entrevista possibilita perceber relações políticas e poderosas envolvidas no planejamento urbano. Dito de outro modo, atores em relações políticas e de poder imprescindíveis para o planejamento urbano cuja noção de futuro da cidade circula e é bem interessante - no caso de Campinas eu diria que relações com grandes empreiteiras e negócios imobiliários, sobretudo de condomínios residenciais e empresariais. A entrevista como instrumento de pesquisa é uma forma de mapear relações e perceber novos atores envolvidos para além da administração pública. Por vezes, as relações, mais do que as respostas diretas, dizem mais sobre o futuro. 

  Em outro trecho:

“Em relação à validade e confiabilidade, Duarte (2005) faz suas considerações. Sobre o primeiro termo, o autor argumenta que “as condições de validade dizem respeito à capacidade de os instrumentos e sua utilização adequada fornecerem resultados que o pesquisador se propôs a obter”. Já sobre a confiabilidade, “diz respeito ao rigor metodológico que garante que, repetidos procedimentos, os resultados serão os mesmos.”” 

A visão antropológica sobre as entrevistas é menos normativa. Contudo, compreendo outros modos de olhá-las, ainda assim, recomendo algumas leituras que podem facilitar nas estratégias de feitura de roteiros, das próprias entrevistas, e a posterior análise: 

-GUBER, R.. 2001. "La entrevista etnográfica" o “el arte de la no directividad”. In: La etnografía, método, campo y reflexividad. Bogotá: Grupo Editorial Norma (Cap. 4) pp. OK

-DEBERT. G. G. 1986. Problemas relativos à utilização de histórias de vida e história. In: Cardoso, R. (org) Aventura Antropológica. Rio de Janeiro: Paz e Terra,.

-BEAUD, S. e WEBER, F. 2007, Guia para a pesquisa de campo. Produzir e analisar dados etnográficos. Editora Vozes.

A forma como vocês definiram a entrevista de cunho qualitativo e com o auxílio das leituras que fizeram, foi muito clara. Por vezes, na antropologia, por ser um instrumento de pesquisa muito acionado, os pesquisadores e pesquisadoras acabam por descuidar da descrição do modo como fazem entrevistas. Este esforço de vocês deve ser destacado.

Do ponto de vista prático, é realmente desafiador conduzir uma entrevista, por mais livre que seja - ou justamente por isso. É uma atividade de muita atenção e que deve ser estudada tão logo a entrevista seja realizada. No caso de haver outro encontro com o mesmo interlocutor, é preciso tomar notas para posteriormente escrever sobre, e descrever a entrevista, para assim estabelecer relações com novas perguntas e obter novas informações. O estudo das respostas - transcritas ou não - é fundamental e requer, inclusive, constantes revisões bibliográficas. Contudo, do ponto de vista de um gestor de planejamento, corre-se o risco de respostas demasiadamente genéricas, é preciso, portanto, saber como pedir informações mais detalhadas, gerir as respostas e pedir por novas entrevistas. Vocês têm feito mais de uma entrevista com uma mesma pessoa?

    Por fim, uma consideração sobre o futuro. Dado que este é feito e informado pelo passado, houve algum interesse em pesquisas documentais sobre o planejamento urbano de Campinas? Poderia ser interessante elaborar as perguntas a partir do estímulo às memórias. 

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MARIZA DE CAMPOS SAMPAIO CARDOSO respondeu o tópico "Sobre Estada no debate intelectual"

Publicação: Exército, indígenas e fronteiras aos olhos de um intelectual: uma análise da obra Radiografía de la pampa de Ezequiel Martínez Estrada

Mariza parabéns. Eu já tinha ouvido você falar sobre sua pesquisa e já tinha me impressionado positivamente, e aqui você segue muito bem. Sempre acho interessante te ouvir porque o discurso de Estrada me parece atravessa toda a América Latina, mas ao mesmo tempo é muito próprio da experiência política argentina.

Como é um trabalho de história intelectual eu tenho algumas provocações nessa linha. Acho que elas fogem ao escopo do teu trabalho. Então sinta-se confortável e desobrigada de responde-las.

Você consegue mapear muito bem como esses três elementos (exércitos, indígenas  e fronteiras) aparecem na obra do Estrada, mas seria possível avançar daí para uma História dos efeitos da publicação de Radiografía de la pampa no debate público argentino? Você menciona algo como um isolamento do autor, é uma escrita de si? Isso repercute ou é uma repercussão de uma rejeição, ao menos em um primeiro momento, das inovações de sua obra? E como nenhum autor é uma ilha, fiquei muito curioso para saber com quem esse autor isolado dialogava, mesmo que seja com os mortos.

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ALYSSON BRENNER NOGUEIRA PEREIRA respondeu o tópico "Intelectualidade e gêneros literários"

Publicação: Exército, indígenas e fronteiras aos olhos de um intelectual: uma análise da obra Radiografía de la pampa de Ezequiel Martínez Estrada

Mariza, parabéns pela pesquisa! Você foi muito didática na sua apresentação e eu adorei a temática! Queria entender um pouco mais sobre esse lugar do "intelectual". O que caracteriza e quais problematizações podemos fazer? Fico pensando se as pessoas que estão nas margens recebem esse título tanto como as pessoas dos centros, e aqui penso Europa em contraposição a América Latina e a África. Além disso, fiquei pensando sobre esse amadurecimento que ele diz ter, senti uma leve hierarquização dos gêneros literários, sendo a poesia menor do que o ensaio. É uma interpretação possível? Parabéns novamente!!! Adorei!

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Maria Júlia Rossetto respondeu o tópico "Temática relevante"

Publicação: NOTICIANDO O RACISMO: AS REPRESENTAÇÕES DA COMUNIDADE NEGRA NOS JORNAIS BRASILEIROS [3]

Olá, Aline, Gabrielle Marília e Maria Júlia. O trabalho elaborado é muito relevante e colabora nas discussões que envolvem da temática do racismo, tão necessárias e urgentes. A temática sobre o racismo e os componentes midiáticos são amplos. Gostaria de saber o que vocês propõem como diferencial em suas análises. O que podem contribuir de novidade para a questão? Sugiro também aprofundar um pouco mais as leituras para evitar o uso de termos como "escravidão", por exemplo. O processo foi de escravização, desumização de corpos, histórias e memórias. Ponho-me à disposição para o diálogo. Abraço cordial

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Maria Júlia Rossetto respondeu o tópico "Perguntas e sugestão"

Publicação: NOTICIANDO O RACISMO: AS REPRESENTAÇÕES DA COMUNIDADE NEGRA NOS JORNAIS BRASILEIROS [3]

Olá! Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar as pesquisadoras pela escolha do tema e empenho na realização desta pesquisa de extrema relevância para a comunidade científica, por trazer à tona marcas de uma realidade ainda muito presente em nosso país, que, como apontado no resumo, muitas vezes, passam despercebidas.

Em relação ao texto apresentado, tenho três perguntas e uma sugestão para o aprofundamento da pesquisa.

1) Na introdução, vocês falam que acompanharam as discussões sobre o tema em conteúdos digitais postados por ativistas do movimento negro e cientistas sociais. O que esses ativistas e cientistas falam sobre o tema? Qual é o principal ponto de embate presente nessas discussões?

2) Em resultados e discussão, vocês mencionam ter realizado entrevistas, mas não fica claro se isso fez parte da metodologia de vocês ou se é uma possibilidade de desdobramento da pesquisa. Vocês fizeram entrevistas ou pensam em fazê-las como uma continuação da pesquisa? Por que vocês sentiram a necessidade da realização de entrevistas?

3) Na conclusão, vocês citam a importância dos movimentos negros na tentativa de mudar a realidade brasileira marcada pelo racismo. Na pesquisa, vocês identificaram situações em que os movimentos e ativistas negros conseguiram provocar uma reflexão ou até uma mudança de impacto na sociedade?

Por fim, minha sugestão é desenvolver mais a análise sobre as escolhas linguísticas para se referir a pessoas negras, pois o exemplo que vocês trazem me parece girar em torno da representação desse grupo social (ou seja, quais termos são usados para representar essas pessoas nas mídias?). A partir disso, vocês poderiam explorar mais a importância da linguagem nessas representações e o poder que a linguagem tem na manutenção ou mudança dessas representações (sendo o racismo uma consequência delas) e dessa realidade. 

Abraço,

Marcella

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5 pessoas gostaram do tópico "Intelectualidade e gêneros literários"

Publicação: Exército, indígenas e fronteiras aos olhos de um intelectual: uma análise da obra Radiografía de la pampa de Ezequiel Martínez Estrada

Mariza, parabéns pela pesquisa! Você foi muito didática na sua apresentação e eu adorei a temática! Queria entender um pouco mais sobre esse lugar do "intelectual". O que caracteriza e quais problematizações podemos fazer? Fico pensando se as pessoas que estão nas margens recebem esse título tanto como as pessoas dos centros, e aqui penso Europa em contraposição a América Latina e a África. Além disso, fiquei pensando sobre esse amadurecimento que ele diz ter, senti uma leve hierarquização dos gêneros literários, sendo a poesia menor do que o ensaio. É uma interpretação possível? Parabéns novamente!!! Adorei!

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ALYSSON BRENNER NOGUEIRA PEREIRA respondeu o tópico "A Recepção"

Publicação: Os tirailleurs senegaleses na Segunda Guerra Mundial: Uma análise do filme "Camp de Thiaroye" (1988), de Ousmane Sembène e Thierno Faty Sow

Olá, Alysson! Tudo bem? Primeiramente, gostaria de te parabenizar pela pesquisa, pela sua apresentação incrível e dizer que achei bastante interessante o seu tema de analisar os tirailleurs sénégalais, o massacre de Thiaroye sob a perspectiva do cinema senegalês, através do filme Camp Thiaroye (1988).

Sou bastante leigo no assunto do cinema senegalês e nas obras de Ousmane Sembène, mas ficou claro na apresentação do vídeo-poster que há questões de memória coletiva envolvendo os acontecimentos do massacre de Thiaroye e a produção do filme. A minha pergunta vai em direção da recepção da obra. Como o filme foi recebido no Senegal, na França, ou em nível global no mundo e nos círculos de premiações internacionais? Houve censura com relação à obra? Se não, como a temática do massacre de Thiaroye é abordada na França, por exemplo?

Parabéns pela pesquisa e pela tese brilhante! Abraços.

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GUSTAVO ALBUQUERQUE LIMA respondeu o tópico "Publicação"

Publicação: Ativismo social em tempos de Covid-19. Uma abordagem exploratória. - Paraisópolis, o ativismo comunitário e o corre dos empreendimentos sociais

Olá! Foi muito bacana ler esta pesquisa, parabéns ao autor, à orientadora e aos colegas que fazem parte deste trabalho tão importante que é olhar para pandemia de dentro dela, isto é, de seu efeito na população. 

Num cenário de terra arrasada, é muito importante dar visibilidade do "nós por nós".  Apesar dos desafios que é lidar com as limitações diante da crise sanitária, a pesquisa apresentou uma metodologia consistente e teve resultados concretos. Creio que o grante achado é, de fato, o que o autor cita ao final como "as estruturas de mobilização". Sabe-se que a literatura já fala disso, mas o autor expõe concretamente a sua importância. 

Ainda que se trate de um paper curto, é possível entendero contexto, os desafios e a força das ações que são debatidas, como também as raízes, anteriores à pandemia, que permitiu que a solidariedade florescesse. 

Eu gostaria de é possível olhar para estes ativismos comunitários considerando as diferenças de gênero e raça?

 

Uma vez mais, parabéns! :-)

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GUSTAVO ALBUQUERQUE LIMA respondeu o tópico "Sugestões para pesquisas futuras"

Publicação: Ativismo social em tempos de Covid-19. Uma abordagem exploratória. - Paraisópolis, o ativismo comunitário e o corre dos empreendimentos sociais

Parabéns, Gustavo!!!
Tema muito importante e atual! Essa é a Academia que acredito, que se volta para a sociedade, para as favelas, reconhecendo e valorizando todo o trabalho feito nas comunidades.
Minha sugestão é para o caso de querer aprofundar essa pesquisa e fazer dela um TCC ou, quem sabe, mestrado (por que não!? Rs).
O texto foi muito claro no sentido expositivo, mostrando essas ações, grupos e pessoas. Isso é muito importante e fundamental! Mas senti falta de um aprofundamento teórico nos temas que se propôs a debruçar: ativismo e empreendedorismo social. Em uma pesquisa ainda maior, creio que seja interessante aprofundar nessas questões, com maior referencial bibliográfico para além de reportagens, dando sustento ao que defende: que essas ações são empreendedoras e ativistas, baseadas no coletivo e na ideia de "nós por nós". Para tanto, sugiro contato com pesquisas sobre midiativismo na favela e ativismo social. Tem alguns grupos e pesquisas bem interessantes nesse sentido, principalmente na UFRJ e UFF (que eu me lembre assim de cabeça). 
Outro cuidado que se deve ter em pesquisas futuras é em relação à adequação às normas ABNT. As citações indiretas estão sem a indicação do ano, a citação direta também não seguiu o padrão imposto pela norma e, no título, a palavra "corre" deveria vir entre aspas ou itálico, já que é uma gíria_ ressaltando que apoio essas mesclas de linguagens, ainda mais quando está totalmente relacionada ao tema. Mas esses são detalhes que tomamos conta com o aprofundamento de pesquisa, com o passar do tempo, não se preocupe. É apenas um toque caso queira se enveredar por esse caminho ;)
Tenho algumas sugestões de bibliografia sobre midiativismo e midiativismo em favelas, caso queira, só entrar em contato que terei o maior prazer em ajudar!
Parabéns pela sensibilidade e humanidade! As universidades precisam de trabalhos assim!
 

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ALYSSON BRENNER NOGUEIRA PEREIRA respondeu o tópico "Parabenização - Fanon - Rádio e História"

Publicação: A crista do pan-arabismo: Nasser e os usos políticos do rádio, 1956-1958

Olá, Matheus! Parabéns pela sua leitura da história do Egito, acho extremamente interessante sua abordagem de usar o rádio para compreender o Nasser. Adoro suas referências pós-coloniais também. Sei que o Fanon escreve sobre o uso do rádio na Guerra da Argélia, seria uma referência possível pra você, você já utiliza ela? Além disso, sobre as referências metodológicas do uso do rádio como fonte histórica, quais você usa? Gostaria de saber pra anotar e conhecer um pouco mais desse tipo de fonte histórica. Sou muito leigo no tema, então peço isso desculpas por isso! Um abraço e parabéns!!!

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ALYSSON BRENNER NOGUEIRA PEREIRA respondeu o tópico "Metodologia e análises"

Publicação: Os tirailleurs senegaleses na Segunda Guerra Mundial: Uma análise do filme "Camp de Thiaroye" (1988), de Ousmane Sembène e Thierno Faty Sow

Oi Alysson, tudo bem? Inicialmente, parabéns pela escolha temática e pelo trabalho de pesquisa. Inicialmente eu gostaria que você falasse um pouco mais sobre as atividades que você desenvolveu para análise do filme. Você comentou ter cruzado com informações em entrevistas do Sembène sobre o filme e mesmo com referências fílmicas de outras obras cinematográficas. Eu queria que você contasse um pouco mais como você lidou essas "citações" a outras fontes culturais e sobre a metodologia que você usou para analisar esse tipo de fonte. Também fiquei bastante curioso e queria que você falasse mais sobre a questão da construção da masculinidades de homens militarizados e colonizados na narrativa fílmica e como esse tema se relaciona à própria experiência do Sembène enquanto tirailleur. Por fim, e daí eu posso ter entendido errado (e peço desculpas por isso!), mas na figura 1 do seu resumo dá a entender que os tirailleurs principais (com exceção do Diatta) tem nomes de países (Gabão, Burkina Faso, Niger, Congo...) - se for isso, existe algo escrito ou mesmo hipóteses sobre o simbolismo desse anti-personagem principal, tão violentado (por essa violência que aproxima o nazismo do colonialismo) se chame somente "Pays"? Se eu entendi errado, por favor ignore essa viagem (já faz alguns anos que eu vi o filme e não encontrei em nenhum lugar os créditos do elenco por personagem) - enfim, muito legal a pesquisa e estou curioso pelos resultados da sequência.

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Lucas Baccetto respondeu o tópico "Comentários"

Publicação: Tomates do Século XXI: práticas agrícolas envolvendo organismos geneticamente modificados

Oi, Joaquim! Parabéns pela pesquisa! O tema é muito interessante e acho que o enquadramento analítico que você propôs é bem adequado pra ele. Também gostei bastante do debate sobre mercadoria que você trouxe, e acho de fato necessário. Espero que você consiga desenvolver a pesquisa agora no mestrado! Pessoalmente não tenho exatamente dúvidas, mas sim alguns comentários e sugestões em relação ao seu trabalho.

Fiquei me perguntando ao ler seu trabalho quanto à "eficácia" de controle do sistema posto em movimento. Se é verdade que a própria concepção de um sistema de produções tem como objetivo instituir o máximo controle possível sobre o processo de produção daquele produto (mercadoria), tenho algumas dúvidas se toda e qualquer capacidade criativa por parte dos agricultores locais seja de fato minada como o próprio discurso da empresa produtora parece tentar argumentar. Não sei, mas me parece que seria bem interessante olhar para essa questão em termos de uma relação tensionada entre uma linha de força de controle/protocolos e uma da prática situada, em que talvez situações corriqueiras não previstas levem os agricultores a agirem de formas não esperadas pelo próprio sistema, as vezes até "subvertendo" suas normativas. Nas suas idas à campo você chegou a presenciar algo assim? Acha que pode ser um caminho? Caso essas situações existam, elas permitiram até mesmo descrever e analisar os modos pelos quais o sistema tenta retomar o controle sobre a produção, nesse jogo de captura e fuga da técnica de plantio.

Ainda sobre essa questão das técnicas de controle da produção, lembrei de um livro traduzido recentemente do Latour ("A fabricação do direito") em que ele faz uma etnografia do funcionamento do Conselho de Estado francês - uma espécie de STF da administração pública. Embora não tenha diretamente a ver com o tema da sua pesquisa, acho que esse livro pode te dar alguns insights por conta do debate que ele faz em torno das relações, diferenças e semelhanças que existem entre o regime de produção de verdades jurídicas e o de científicas. Pensando que teu objeto é composto por esse arranjo que envolve racionalidades técnicas de produção agrícola, mercado e outras coisas, talvez metodologicamente ele tenha algo a te ajudar.

Já sobre o vídeo, achei bem interessante o último ponto que você trouxe, quanto ao fato da família ter migrado desse sistema de produção para um de alimentos orgânicos. Fiquei pensando se, no caso dessa família em particular, a experiência com esse sistema de produção em particular possa afetar os modos de produção dos orgânicos. Será que essa experiência os faça diferenciar de outros agricultores que também produzem orgânicos? Talvez olhar para as técnicas de plantio em termos de comparação e contraste com outros casos possa render analiticamente.

De resto, queria parabenizar de novo pelo trabalho! Espero que você consiga continuar a pesquisa!

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GEOVANA MARIA PEREIRA MARCHEZONI e outra pessoa responderam o tópico "Dúvidas e sugestões"

Publicação: Sujeição criminal nas jornadas de junho de 2013: a construção da imagem do "vândalo" e do "vandalismo" pela imprensa

Olá, sou Paola D. Argentin, doutorando em ciências sociais pelo IFCH e também avaliadora dos trabalhos. Abaixo algumas questões.

 

Em primeiro lugar, gostaria de destacar que esta periodização que você traz é muito importante para entender as sequências de reivindicações que antecederam o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Em segundo lugar, esta proposta de perceber a construção de sujeitos criminosos pela mídia também abre caminhos para perceber (ou se perguntar) como, a própria mídia se transformou de 2013 aos dias de hoje, e os precedentes midiáticos de construção de sujeitos (heróis e bandidos). Neste período, assim como em outros na história do Brasil, houve uma construção muito forte de figuras-heróis - poderia destacar Moro e Bolsonaro num período logo depois - mas a mídia também tem um histórico de construção de bandidos - estes, sabemos que tem cor e gênero. Contudo, alguns aspectos faltaram ser destacados e talvez esta falta esteja relacionada com o fato de não estar descrito como a mídia descreve e cria este sujeito criminoso e o vândalo - inclusive, peço que me fale um pouco sobre isso, se possível. Está claro que houve uma mudança de posicionamento da mídia em relação às manifestações, e você descreve muito bem - no vídeo e no resumo - esta mudança de posicionamento e inicio de uma postura de classificação de manifestantes (os bons e os violentos), mas propriamente não se percebe como é caracterizado este vândalo ou criminoso. Enquanto fazia a leitura do seu trabalho, me lembrei que em termos sociais as manifestações foram muito diversas. Em termos políticos (no sentido de reivindicações e pertencimentos aos movimentos sociais) isso ficou claro, mas em termos sociais, esta diversidade não aparece como fundamental (ou não) para a caracterização deste vândalo. Você encontrou resultados sobre esta diversidade social com relações à construção do sujeito vândalo e criminoso? Por isso te pergunto: Quem são, em termos não só político mas sociais, esses sujeitos vândalos construídos pela mídia? Estes sujeitos têm cor, têm classe, pertencem a qual movimento? Sei bem que é um desafio construir um equilíbrio de informações e dados em um texto tão pequeno quanto um resumo, por isso gostaria, se possível, que você me falasse sobre as características deste perfil criado pela mídia. Gostaria de ler seu relatório. Sua pesquisa me parece muito boa e alinhada com o seu orientador.

Gostaria também que você me dissesse se faz sentidos estas considerações que aqui escrevi.

Por fim, seu embasamento teórico é muito bom e está muito claro ao longo do texto. A leitura de Michel Misse é mesmo muito importante.

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LUÍS FERNANDO MOREIRA DA COSTA e outra pessoa responderam o tópico "Parabéns e uma questão"

Publicação: Os Brasis virtuais de Guimarães Rosa

Parabéns pelo texto e pela pesquisa!
Muito me instiga a representação desses Brasis na obra de Rosa. Acredito que seja um campo bastante amplo para explorarmos, como você bem apresentou no texto, de modo empírico e da crítica literária. Destaque positivo, também, para o diálogo proposto entre pesquisas mais recentes e as já consideradas clássicas na área. Porém, nesse sentido, entendo como um processo natural de pesquisa num espectro amplificado, ou seja, como uma evolução da pesquisa na medida em que temos mais acesso a registros e aprofundamentos de discussões a partir de maior visibilidade de pontos de vista e resultados de pesquisa. 
Minha questão é em relação ao título, à adjetivação "virtuais", ao caracterizar os Brasis retratados em "Grande Sertão: Veredas". Por que a escolha dessa palavra? Pela leitura do texto, essa explicação não ficou tão explícita, a meu ver. 
No mais, parabéns pela pesquisa e pelo percurso realizado!

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LUÍS FERNANDO MOREIRA DA COSTA respondeu o tópico "próximos passos"

Publicação: Os Brasis virtuais de Guimarães Rosa

Olá Luis, bom dia, tudo bem?

Muito interessante revisitar o tema dos interpretes do Brasil, sobretudo nos anos de 1950, através de Guimarães Rosa. Geralmente a década mais estudada é 1930 com essa temática. Minha questão é mais sobre os próximos passos da pesquisa, tendo em vista que conseguiu mapear com satisfação interpretações sobre o autor em dois momentos distintos. Há inúmeras questões que podem ser exploradas aí, como a relação entre sociologia e literatura, já esboçada em outros textos clássicos, como Os Sertões de Euclydes da Cunha. Minha dúvida é, pretendes estudar apenas a recepção do autor ou, em passos futuros, pensa em estudar a composição do livro através de outras fontes? No mais, parabéns pela pesquisa, é sempre bom pensar sobre a pluralidade de significados e atualidade de Grande Sertão:Veredas.

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LUÍS FERNANDO MOREIRA DA COSTA respondeu o tópico "Parabenização"

Publicação: Os Brasis virtuais de Guimarães Rosa

Olá, Luís Fernando. Parabéns por essa pesquisa, com esse foco, dessa obra brasileira que sempre nos é um desafio. Muito interessante as escolhas e o encadeamento que você faz entre os críticos contemporâneos e os mais recentes. Sua pesquisa mostra um alto teor analítico, demonstrando claramente que seu estudo vislumbra o mestrado! Chamou-me muito a atenção o seu título também, o que me fez pensar na narrativa enquanto potência e sua relação com o real, que vc problematiza. Tenho uma dúvida como leitora e leiga no assunto. Quando vc cita a limitação imposta pelo tempo, o que te levou a uma seleção mais restrita de críticos analisados, vc não acha que se ampliasse esse número poderia comprometer o aprofundamento de sua análise? Muito obrigada e parabéns novamente!

Daniela

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Gabriela Silva e outra pessoa responderam o tópico "Sobre o título"

Publicação: Percepções e discursos: a mulher escrava e a obra abolicionista de Lydia Maria Child (1833-1865)

Olá Isabela, espero que esteja bem. Parabéns pelo trabalho! Resgatar as trajetórias e obras de abolicionistas "pós" black feminism nos permite trazer novos entendimentos sobre o passado, sem incorrer em anacronismos - e sua análise é extremamente cuidadosa nesse sentido. E eu queria destacar que achei interessante o jogo que você fez no título (se eu entendi corretamente)! Sua análise transita entre fontes "pessoais", como cartas, que associei às "percepções" que você traz no título, e fontes "públicas" que seriam os "discursos". Eu gostei desse movimento de "privado" e "público" e de como você avança na análise mostrando que ambos (estratégia retórica e percepção) não são tão pessoais, mas eram compartilhadas pelas abolicionistas da época.

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JOÃO PEDRO RANGEL GOMES DA SILVA e 2 outras pessoas responderam o tópico "Parabéns e Caminhos da Pesquisa"

Publicação: O Império fascista e as Vilas indígenas na Exposição Colonial de Nápoles de 1940

Olá João. Primeiramente queria te parabenizar pelo seu trabalho, por esse aprofundamento tão enriquecedor e potente de uma pesquisa que já estava em curso. 

Se possível, queria que você pudesse falar um pouco mais como foi o processo de iniciar essa pesquisa e como foi para acessar os materiais analisados, já que você escreve muito bem acerca da amnesia das instituições italianas acerca do passado colonial e imperialista do fascismo e da não muito ampla bibliografia sobre o tema. 

Agradeço a atenção e novamente parabéns para você, seu orientador e sua co-orientadora. 

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Gabriela Silva respondeu o tópico "Reprodutibilidade"

Publicação: CIÊNCIA NACIONAL NA MÍDIA: ANÁLISE DAS REPERCUSSÕES DAS PESQUISAS DISSEMINADAS PELA AGÊNCIA BORI

Olá Júlia, espero que esteja bem. Parabéns pelo trabalho! Creio que o tema seja de interesse da impensa, mas também da sociedade brasileira como um todo. Tenho algumas questões, mas vou separá-las por assuntos (um pouco como sugere a plataforma).

Seus resultados se aproximam da hipótese inicial, no sentido de que a maior parte da repercussão na imprensa seria de reprodução de textos. No entanto, parece que no conjunto analisado há uma tendência de ter mais textos autorais que o observado na comparação internacional. Você(s) tem alguma hipótese do que pode estar causando isso? E, no seu ponto de vista, por que é importante compreendermos melhor os veículos que reproduzem textos sobre ciência?

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JOÃO PEDRO RANGEL GOMES DA SILVA respondeu o tópico "Silêncios e diálogos"

Publicação: O Império fascista e as Vilas indígenas na Exposição Colonial de Nápoles de 1940

Oi João, tudo bem? Inicialmente gostaria de te parabenizar pela escolha do tema e pelo trabalho de pesquisa. Inicialmente eu queria saber um pouco mais de como você chegou nesse tema. Existem muitos temas instigantes que você tratou ao longo do seu resumo que levantam muitas questões interessantes tanto sobre tradições de produção intelectual-cultural, quanto do próprio fenômeno mais geral do colonialismo italiano na África. Eu queria que você falasse um pouco mais sobre esses silêncios que você parece aproximar sobre a experiência do fascismo, que se mantém em narrativas redutoras sobre um povo que teria sido formado por cúmplices relutantes e comparsas passivos, com as narrativas simplistas da colonização, como "construtora de estradas, hospitais e escolas"? Como isso aparece na própria história institucional sobre esses sujeitos como os antropólogos - simplesmente não se fala disso? Ou a simplificação é o suficiente para lidar com os incômodos dessas experiências violentas? Sobre a exposição e o seu trabalho empírico, fiquei especialmente curioso sobre as vilas indígenas - queria que você falasse um pouco mais da materialidade dessas construções que se pretendiam "autênticas" e se você conseguiu ver claramente ligações com o conteúdo dos trabalhos do Cipriani - podendo inclusive falar um pouco mais sobre onde foi esse trabalho de campo dele (se houve), e em que elementos da exposição se pode perceber essas reverberações.

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Gabriela Silva respondeu o tópico "Metodologia"

Publicação: MULHERES NEGRAS NO CAMPO DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO: CONDIÇÕES DE ACESSO E PERMANÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO

Olá Franciele, espero que você se encontre bem. Parabéns pelo trabalho! Os resultados evidenciam uma realidade bastante desigual no mercado de trabalho em TI. E, pensando que as "profissões do futuro" tendem a ser principalmente nessa área, bem como a remuneração costuma ser boa, há que se mobilizar políticas mais efetivas para inserção e permanência de mulheres negras. Eu gostaria que você explicasse mais a metodologia: como foi feito o questionário? Foi online? Quantas respondentes e qual foi a taxa de resposta? Os colaboradores que ajudaram na divulgação estão distribuídos em todo o território nacional? As perguntas foram fechadas ou abertas? São detalhes que me ajudam, como leitora, a interpretar os dados junto contigo.

E eu sinceramente tive dificuldade de entender a figura 1. Vou falar minha interpretação e você me fala se é isso mesmo. Das que responderam que não sofriam discriminação, 59% eram brancas? E das que responderam que sim, 100% percebe discriminação por gênero? Cerca de 50% por classe e 30% por raça/cor? E essas causalidades foram marcadas em questões de múltipla escolha ou atribuídas pelas respondentes?

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NATÃ FREITAS respondeu o tópico "Uso de Fontes e Protagonismos Africanos"

Publicação: SENHORAS DE SEUS MARIDOS: ESTUDO SOBRE CASAMENTOS DE ESTATUTO SOCIAL MISTO NAS MINAS GERAIS SETECENTISTAS POR MEIO DE BANCOS DE DADOS E DOCUMENTOS DIGITALIZADOS

Oi Natã, tudo bem? Inicialmente, parabéns pela escolha do tema e pelo trabalho de pesquisa. De começo, eu gostaria que você falasse um pouco mais de como você chegou nesse tema. Quais foram as suas motivações para analisar esse tipo específico de situação, inclusive nesse recorte temporal e espacial? Por causa da característica de ser um resumo da sua bolsa do PIBIC, que você explica ter sido interrompida quando recebeu bolsa da Fapesp, você conservou no resumo notações somente sobre os primeiros meses da pesquisa - eu gostaria que você falasse um pouco mais dos resultados da continuidade - o que tive oportunidade de te ouvir em outra ocasião - pelo menos para sistematizar um pouco a gama de fontes que você consultou, a quantidade de casos... Outra curiosidade que me ficou ao ler agora seu trabalho foi sobre como você lidou com a "aridez" das fontes notariais e cartoriais utilizadas para ir mais nesse protagonismo e nessas escolhas de vida desses sujeitos - inclusive para tentar alcançar esses prismas africanos que você mobiliza na bibliografia para poder analisar. Você podia dar exemplos de como fez isso?