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QUALIDADE DE VIDA EM MULHERES COM ENDOMETRIOSE PROFUNDA

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Objetivos: avaliar a qualidade de vida em pacientes com endometriose profunda após seis meses de tratamento clínico e descrever as características clínicas e sociodemográficas a partir da aplicação de dois questionários de qualidade de vida. Método: realizado um estudo de corte transversal em um grupo de 60 mulheres com diagnóstico de endometriose profunda (cirúrgico ou por imagem) e que estavam em tratamento clínico por pelo menos 6 meses, sendo acompanhadas no CAISM. foram utilizados dois questionários: Endometriosis Health Profile Questionnaire (EHP-30) e Short Form-36 (SF-36), ambos validados para a Língua Portuguesa. Resultados: a média etária das mulheres foi de 37,5±6,0 anos; 53% delas eram nuligestas e em 75% dos casos já havia sido realizada uma cirurgia prévia. Em relação as manifestações clínicas: 52% apresentavam dismenorreia, 56% dispareunia e 50% dor pélvica crônica, sendo que 88% estavam em tratamento com progestágenos. Conclusões: o termo qualidade de vida deve englobar as 3 principais dimensões: saúde mental, função física e função social. Ambos questionários utilizados abordaram essas questões e apresentaram resultados semelhantes com deterioração da da qualidade de vida. Assim, apesar do tratamento clínico melhorar alguns domínios, ele não é efetivo para que essas mulheres tenham uma boa qualidade de vida.