Kandinsky, Malevich e Mondrian: experiências com a abstração
Analisando a produção prática e teórica dos três artistas que recebem o título de “pais da abstração”, Wassily Kandinsky (1866-1944), Kazimir Malevich (1878-1935) e Piet Mondrian (1872-1944), o presente estudo visa estabelecer relações entre suas obras, a partir do elo abstrato que os une e ressaltando o modo como tal aspecto surgiu. Apesar de pontuais encontros ao longo de sua carreira, os artistas não possuíram vínculo durante a construção desse pensamento, de modo a se evidenciar nesta pesquisa os motivos que levaram ao surgimento e desdobramento em três diferentes âmbitos, bem como suas intersecções e afastamentos. Nas primeiras décadas do século XX, Kandinsky vinculava-se a grupos alemães, como a Der Blaue Reiter e a escola Bauhaus; Mondrian à revista holandesa De Stijl; e Malevich ao Suprematismo russo. A pesquisa faz uso dos escritos dos próprios artistas para enumerar os motivos que os levaram ao abandono da figuração e à criação e teorização de uma nova forma de trabalhar a pintura.