Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!Em julho de 2023, a IMO (International Maritime Organization) revisou e intensificou as ambições de descarbonização do segmento marítimo visando atingir emissões líquidas de Gases do Efeito Estufa (GEE) iguais a zero em 2050 e estabelecendo uma intermediária de redução de 70 % das emissões de GEE em 2040. Dentre o conjunto de medidas que contribuirão para o atendimento a estas metas, podem ser destacadas as ações de melhoria da eficiência energética e operacional das embarcações e a introdução de combustíveis marítimos com menor pegada de carbono. No que tange às principais apostas, principalmente o gás natural liquefeito (GNL), óleo vegetal hidrotratado (HVO – Hydrotreated Vegetable Oil), biodiesel (FAME – Fatty Acid Methyl Ester), metanol, hidrogênio e amônia se apresentam como os potenciais combustíveis marítimos alternativos que vêm sendo estudados. Entretanto, devido à necessidade de adoção de medidas no curto prazo, o uso de correntes renováveis misturadas com o bunker e/ou diesel marítimo apresenta a vantagem de requerer pouca ou nenhuma adaptação no motor e nem no sistema de alimentação do combustível.
O comprometimento da Petrobras com a transição para um futuro de baixo carbono abrange o segmento marítimo, tendo como exemplo o desenvolvimento do bunker com conteúdo renovável. Na primeira etapa do projeto, os testes laboratoriais realizados nas instalações do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (Cenpes), com misturas de combustível marítimo e biodiesel, não resultaram em impactos no atendimento às principais propriedades da especificação do bunker, segundo a norma internacional ISO 8217. As avaliações complementares da qualidade de queima e da estabilidade indicaram a aprovação da mistura para teste de campo em embarcação marítima. Nesta etapa, o bunker, o biodiesel e a mistura final foram avaliados previamente ao abastecimento dos navios para comprovação do atendimento aos requisitos estabelecidos para os testes.
Este artigo apresenta os principais resultados obtidos nos testes pioneiros no Brasil realizados em navios com rotas costeiras, utilizando misturas de bunker com conteúdo renovável, neste caso o biodiesel, em diferentes teores e composições. Com o sucesso dos testes, a Petrobras contribui com a demanda da sociedade por combustíveis com menores emissões de gases de efeito estufa, buscando soluções de curto prazo que visam diminuir o impacto ao meio ambiente e atender às metas de descarbonização do segmento marítimo.
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