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Segurança do paciente na atenção primária de saúde e o reprocessamento de artigos

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O reprocessamento de artigos médico-hospitalares comumente é utilizado nos centros de saúde (CS) e infere diretamente na qualidade da assistência prestada, uma vez que realizada de forma incorreta pode vir a acarretar iatrogenias nos pacientes submetidos aos materiais.
A pesquisa a seguir tem como objetivo verificar a segurança do paciente atendido na atenção básica em relação aos artigos reprocessados, avaliar suas respectivas etapas, e também, os equipamentos de proteção individual (EPI) usados pelos profissionais atuantes nas instituições em questão.
Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo e exploratório, onde buscou-se entrevistar os profissionais atuantes no reprocessamento de artigos de 13 CS de um município paulista, usando um questionário semi-estruturado elaborado pelas pesquisadoras. A coleta de dados ocorreu entre agosto/2016 à janeiro/2017.
Nos resultados encontrados foi possível identificar que ainda existem falhas na atenção primária à saúde, as áreas físicas destinadas a limpeza de todos os CS pesquisados não atendiam totalmente as diretrizes recomendadas e não obtinham um responsável fixo para gerenciar o processo de trabalho, ou seja, havia um “rodízio” entre os profissionais em relação aos setores. A maioria dos entrevistados não utilizam os equipamentos de proteção individual adequadamente, como máscara (N=11/84,62%), bota emborrachada (N=12/92,31%). Um achado significante é a não utilização de luvas por um profissional (N=1/7,69%) 3. Quanto à esterilização e armazenamento de artigos críticos reprocessados. Após análise de dados foi destacado que 13 (61,5%) dos serviços de esterilização são terceirizados nos CS do Distrito Sul, sendo que 5 (38,5%) deles reprocessam em autoclaves nos próprios CS. Segundo referências bibliográficas a terceirização do Centro de Material e Esterilização (CME) atualmente é vantajosa, pois é observado redução de custos em relação a mão de obra utilizada, desde a seleção, contratação e o efetivo acompanhamento das funções desempenhadas. Em relação ao armazenamento e controle dos produtos armazenados, 84,5 % dos CS possuem local como acesso restrito de armazenagem de materiais esterilizados e somente 15,4% dos CS não possuem acesso restrito e verifica-se que 30% realizam a inspeção semanalmente, seguida por 25% que não realizam a inspeção, 15% que realizam diariamente e quinzenalmente e 8% que realizam semestral ou anualmente. Posteriormente a coleta de dados realizada nos treze CS do Distrito Sul, foi notável que algumas recomendações encontradas não são completamente realizadas se tornando possíveis motivos de uma má qualidade de assistência à população em sua totalidade, prejudicando a eficácia e consequentemente a segurança do paciente na atenção primária. Portanto se faz necessário a capacitação contínua e sistemática, ou seja, educação permanente, pois o papel do enfermeiro é de suma importância tendo em vista sua capacidade técnico-científica para melhor gerenciar as condições em questão.