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Introdução: As alergias a fármacos são reações de hipersensibilidade com mecanismos conhecidos que podem causar urticária, angioedema, conjuntivite, rinite, broncoespasmo, sintomas gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal) choque anafilático, exantema maculopapular, eczema, vasculite, entre outros sintomas clínicos. Depende do mecanismo imunológico a evolução, em relação ao tempo de exteriorização das alergias é variável. E são classificadas em: imediatas ocorrem nos primeiros 30 minutos a 2 horas após a administração do fármaco; aceleradas ocorrem entre 2 e 48 horas (e podem surgir sintomas como urticária, broncoespasmo, febre, nefropatia); reações tardias que podem ocorrer após 48 horas da ingestão do fármaco (com sintomas erupções cutâneas, febre, doença do soro, anemia hemolítica, trombocitopenia, nefropatia). Dentre os vários tipos de hipersensibilidade conhecidos temos aquelas reações que geram memória imunológica por vários anos, podendo ser permanentes. E função da instituição hospitalar manter a segurança do paciente durante toda a internação e evitar assim que o paciente passe por processos alérgicos já conhecidos antes da sua internação, bem como tratar de forma rápida e eficaz casos novos e imprevisíveis.

Objetivos: Prevenir a administração equivocada de medicamentos que levam a reações alérgicas já conhecidas do paciente.

Metodologia: Trata-se de um trabalho de relato de experiência. Foi estruturado um processo onde a notificação da alergia tem início no agendamento cirúrgico quando informada pela equipe médica. Esta informação é inserida em sistema institucional e fica disponível no prontuário do paciente após o processo de internação. Todos os pacientes passam pelo processo de pré-internação e, no momento em que o paciente recebe o contato da equipe hospitalar para orientação pré-operatória, é questionado sobre a existência de alergias e, em caso positivo esta informação é inserida no sistema como anteriormente. A partir do momento que a equipe farmacêutica recebe esta informação por meio de alerta sistêmico, este medicamento fica bloqueado para prescrição médica e pode ser dispensado para as unidades de internação e terapia intensiva. No Centro Cirúrgico é retirado do kit padrão de medicamentos caso faça parte dele, e tem bloqueio de dispensação caso seja solicitado. Tanto os quartos quanto as salas cirúrgicas são identificadas com a sinalização de alergia, assim como os carros de anestesia e documentos do prontuário.

Resultados: A identificação de alergias no pré-operatório permitiu que toda a equipe assistencial pudesse planejar a assistência de enfermagem e farmacêutica, mesmo antes da coleta do histórico de enfermagem. Os bloqueios sistêmicos de prescrição e dispensação do item promoveram a reflexão e valorização do corpo médico sobre a alergia referida pelo paciente e a busca de alternativas medicamentosas para o plano terapêutico. Tornou-se necessário a confecção de termo institucional para resguardar a segurança do paciente caso a conduta médica se faça soberana, associada a justificativa técnica.

Conclusão: A negligência a experiência do paciente pode causar danos irreversíveis. Tornar público o protocolo de manejo a alergia medicamentosa e instituir barreiras sistêmicas e físicas permitiram a conscientização da equipe não assistencial e assistencial para o gerenciamento deste risco.