PROCESSOS DE DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE UMA UBS DO MUNICÍPIO DE MACAPÁ
INTRODUÇÃO: A Central de Material e Esterilização (CME) é uma unidade funcional cujo objetivo é o processamento de materiais e artigos utilizados no cuidado à saúde, bem como é responsável pelo controle de qualidade das suas etapas¹. O responsável técnico pela CME é o enfermeiro, profissional que busca garantir a qualidade nos serviços prestados a outros serviços de saúde, respeitando as RDCs e resoluções da ANVISA.OBJETIVOS: Conhecer os processos de desinfecção e esterilização de materiais de uma unidade básica de saúde (UBS) do Município de Macapá. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa do tipo descritivo-exploratória, de cunho observacional e do tipo estudo de caso. A coleta de dados foi realizada mediante observação à situação-problema em uma UBS da zona sul da cidade de Macapá/AP, no período de março a abril de 2018. A avaliação do processo de desinfecção e esterilização se deu em três etapas, sendo estas: 1) visita ao setor, utilizando-se um roteiro de observação; 2) descrição da estrutura e funcionamento e 3) Análise do processo de desinfecção e esterilização de materiais por meio de contextualização com a literatura acerca do assunto. RESULTADOS: A estrutura física da CME local, que se divide em área suja e área limpa, oferece apoio às salas de curativo, nebulização e consultório odontológico. São atuantes no setor técnicos de enfermagem e auxiliares do consultório odontológico, um total de cinco profissionais. A desinfecção de artigos é feita por imersão dos materiais em glutaraldeído a 2% e esterilização por calor úmido sob pressão em autoclave, conforme sinalizado na literatura. Os profissionais atuantes no setor estão submetidos a riscos ocupacionais, como: ergonômico, biológico, físico e químico; e fazem uso de luvas de procedimentos, máscaras de TNT e jaleco de tecido como EPI. Dado o limitado espaço físico, a sala de armazenamento e distribuição é a mesma onde a autoclave funciona e, por conta do vapor liberado no término dos processos, não há controle dos níveis de umidade e temperatura, o que torna invalida a guarda dos materiais já reprocessados. Ainda, observou-se que não ocorre os testes de controle biológico na autoclave, bem como a rotulagem dos materiais já processados. CONCLUSÕES: A UBS do presente estudo desconsidera muitas práticas recomendadas pela SOBECC e pela ANVISA, demandando de ajustes como: registro da manutenção preventiva dos equipamentos e validação dos processos de esterilização, através dos testes de controle biológico. Portanto, a presença do enfermeiro é imprescindível para supervisão dos processos e rotina da CME, bem como no planejamento da estrutura física de UBS, ainda, viabilizando a atualização dos profissionais do setor através de treinamentos e capacitações, pontos importantes para qualidade dos serviços prestados.