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Óbito cirúrgico: estudo retrospectivo em 11.011 prontuários

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Introdução: Os conceitos ou opiniões em relação a óbito são variados na literatura. Uma definição muito comum encontrada é a que trata da parada das funções vitais e da divisão entre o corpo e alma. Há alguns séculos, era visto como óbito a interrupção da função cardíaca e respiratória. Já nos dias de hoje, os sinais utilizados são referentes às funções cerebrais, pois, como consequência do avanço tecnológico, fez-se possível manter a função cardíaca e respiratória com o auxilio de aparelhos, como por exemplo, respiradores.1 Quando se trata da taxa de mortalidade hospitalar, a mesma vem sendo utilizada como um indicador de qualidade, buscando identificar os cuidados prestados em alguns procedimentos, nos quais o óbito não é um acontecimento raro.2 Objetivo: O objetivo do estudo é identificar a taxa de óbito intra-hospitalar que ocorreram até sete dias após o procedimento cirúrgico. Método: Trata-se de estudo de natureza quantitativa, retrospectivo ao período de junho a dezembro de 2017. O estudo foi realizado em um hospital de ensino de capacidade extra (708 leitos), localizado no sudeste do Brasil. Os critérios de inclusão foram compostos por cirurgias eletivas e de urgência e emergência dos pacientes que evoluíram a óbito até sete dias após o procedimento cirúrgico e os de exclusão as pequenas cirurgias, as obstétricas, oftalmológicas, do Hospital da Criança e Maternidade (HCM), captação de órgãos. Resultados: No período estudado houve 11.011 pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, dos quais 174 (1,58%) evoluíram a óbito nos primeiros sete dias após o procedimento. Desses, 94 (54,02%) eram do sexo masculino, ASA III predominante apresentando 33,33% dos pacientes, sendo 86,78% de caráter de urgência e 45,40% da especialidade médica da cirurgia geral. Conclusão: Conclui-se que a taxa de óbito de até sete dias após procedimento cirúrgico está dentro da taxa apresentada pela CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar).