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O Silêncio como Medida Comportamental para a Recuperação do Paciente

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INTRODUÇÃO: Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ruído pode perturbar o trabalho, o descanso, o sono e a comunicação nos seres humanos, podendo provocar reações psicológicas, fisiológicas e ao mesmo tempo patológicas 1. Tratando-se do barulho no ambiente hospitalar, cabe salientar, que a Sala de Recuperação (SR) é uma área fechada, com acústica desfavorável, além da presença de muitos alarmes necessários à segurança do paciente, à comunicação entre os profissionais e o alto fluxo de entrada e saída de pessoas (pacientes, médicos, familiares, equipe de enfermagem e colaboradores de outras áreas que dão suporte ao setor) 2. A exposição a ruídos é entendida pelo organismo como uma situação de estresse, respondendo a este quadro com o aumento dos níveis séricos de adrenalina e cortisol, o que pode interferir na recuperação de um paciente hospitalizado. Em contrapartida, um ambiente com a devida conformidade sonora proporciona ao paciente menos estresse psicológico e menos danos fisiológicos, ocasionando uma recuperação mais rápida 3.
Objetivo: Orientar, conscientizar e sensibilizar a equipe da Sala de Recuperação sobre a importância do silêncio para a recuperação dos pacientes.
Método: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado na sala de recuperação de um Hospital Privado de Porto Alegre. A campanha surgiu da análise do indicador de satisfação do cliente, onde um dos itens mensurados foi o silêncio e, além disso, por meio das ouvidorias que relataram a questão do barulho. De Outubro de 2017 à Março de 2018 o percentual de satisfação do cliente atingido com o indicador silêncio foi de 55% sendo que a meta geral é 80%. Em virtude dos resultados desse indicador, surgiu a proposta da campanha de conscientização do silêncio. Primeiramente foi realizado um treinamento em serviço com enfermeiros e técnicos da SR atingindo um percentual de 82% da equipe treinada, de um total de 65 colaboradores. No final do treinamento, foram selecionados alguns colaboradores, eleitos como fiscais do silêncio, os quais receberam botons como identificador, o mesmo permanece com o colaborador por uma semana, depois deste período ele elege outra pessoa para esta função. Além disso, criou-se um grupo do silêncio, responsável por criar ações de conscientização.
Resultados: Observou-se na equipe um engajamento para diminuição do barulho na SR. As pessoas estão falando num tom de voz mais baixo, os fiscais estão sinalizando os colegas quando o tom de voz está muito alto. Quanto aos resultados da pesquisa de satisfação, estamos aguardando os resultados dos próximos meses, visto que o treinamento com os colaboradores foi realizado no mês de março/2018.
Conclusão: Ruídos fazem mal ao paciente e aos próprios colaboradores, causando desconforto e irritabilidade. Observou-se que intervenções educativas junto à equipe profissional através da conscientização sobre a importância e causas geradoras do ruído é um importante instrumento para a redução de barulhos e ruídos.