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Introdução: As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam um grave problema dentre as infecções hospitalares por sua incidência, morbidade e mortalidade. No âmbito das infecções hospitalares, as infecções de sítio cirúrgico têm sido mencionadas como um dos agravos mais importantes, sendo a segunda maior em frequência e a terceira maior em custos, contribuindo com cerca de 15% de todas as infecções relacionadas à assistência à saúde, o que leva a um aumento médio de 60% no tempo de internação. Dentre os fatores que podem contribuir para a patogênese da infecção do sítio cirúrgico podem-se citar os relacionados aos microrganismos, como a carga microbiana e a virulência; e os relacionados aos pacientes, entre os quais se destacam os diagnósticos de base, como a hipertensão, o diabetes mellitus, obesidade, imunossupressão e a condição de extremos de idade. Ressalva-se que o transcurso transoperatório é considerado fator fundamental para a manifestação na fase pós-operatória, de modo que a duração do procedimento, a técnica cirúrgica, o desempenho da equipe, a habilidade técnica dos cirurgiões, o número de pessoas na sala de cirurgia, além dos riscos inerentes ao próprio paciente, tornam-se fatores primordiais para o desenvolvimento, ou não, das infecções de sítio cirúrgico. A contaminação microbiana durante um procedimento cirúrgico é, sem dúvida, um precursor da infecção do sítio cirúrgico. Objetivos: Identificar evidências científicas que permitam aprofundar conhecimentos acerca de infecções de sítios cirúrgicos. Método: Trata-se de uma revisão narrativa, que visa descrever e discutir o desenvolvimento ou o "estado da arte" sobre um determinado assunto, sob o ponto de vista teórico ou contextual, em que não se apresentam explícitas as fontes de informação utilizadas, a metodologia para busca das referências, sequer os critérios utilizados na avaliação e seleção dos trabalhos. Resultados: Esta ampla revisão bibliográfica permitiu apresentar as Classificações das Infecções de Sítio Cirúrgico, de acordo com critérios estabelecidos pela ANVISA; elencou os principais microrganismos contaminantes que contribuem para a patogenicidade dessas infecções; e especificou medidas de controle e recomendações profiláticas no pré, intra e pós-operatório. Além disso, permitiu discorrer sobre as infecções de sítio cirúrgico nas cirurgias do trato gastrointestinal, cardíaca e vascular periférica. Conclusões: O método utilizado na análise dos dados existentes na literatura permitiu adquirir e atualizar conhecimentos sobre a temática em curto espaço de tempo, com o intuito de propagar informações e garantir a qualidade da assistência prestada ao paciente cirúrgico a partir de ações efetivas que minimizem os riscos dessas infecções.