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Glicemia e normotermia na prevenção de infecção de sítio cirúrgico: pesquisa documental

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Introdução: As Infecções de Sítio Cirúrgico são complicações preveníveis por meio de adoção de medidas práticas e conhecimento adequado sobre o tema, sendo uma das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde mais frequentes, considerada um importante problema de saúde, acometendo até um terço dos pacientes submetidos a cirurgias.1 As medidas de prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico estão descritas no Guideline do Centers for Diseases Control and Prevention e podem ser definidas como um conjunto de ações intencionalmente realizadas, nas quais a abordagem das características do paciente e da cirurgia devem ser consideradas.2 Objetivo: Realizar comparação das recomendações a respeito do controle glicêmico e normotermia nas versões de 1999 e de 2017 do Guideline do Centers for Diseases Control and Prevention para prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico. Método: Pesquisa exploratória descritiva, tipo análise documental, com a seguinte pergunta de pesquisa: o que mudou nas recomendações descritas para o manejo do controle glicêmico e da normotermia para prevenção de Infecção de Sítio Cirúrgico nas versões de 1999 e de 2017 do Guideline do Centers for Diseases Control and Prevention? Foram realizadas as seguintes etapas: delimitado os tópicos de controle glicêmico e normotermia, comparação das orientações dos Guidelines e apresentação dos resultados, identificando as modificações ocorridas. Resultados: Houve alteração em relação ao controle glicêmico da primeira para a segunda versão: o guideline de 1999 estabeleceu que valores do nível de glicemia >200mg/dL no pós-operatório imediato estava associado a maior risco de infecção de sítio cirúrgico2, enquanto que na versão de 2017 valores <200mg/dL devem ser mantidos para prevenção de tais infecções, a recomendação é descrita com alto nível de evidência (I-A).3 Níveis de glicemia maiores ou menores que o recomendado, momento ideal de avaliação, método de controle glicêmico e diferenças no manejo do pacientes diabéticos e não-diabéticos são itens não resolvidos em ambos, necessitando de maiores estudos. O manejo da temperatura corporal do paciente era apresentado como hipotermia associada ao aumento de infecção de sítio cirúrgico na versão de 1999.2 Em 2017, a nomenclatura foi modificada para manutenção da normotermia, inserindo o parâmetro ideal (35,5°C a 36°C) e a associação forte com o desenvolvimento de infecção de sítio cirúrgico (I-A).3 Manejo, tipo de aquecimento e momento ideal, local de aferição, técnica e tipo de termômetro não são citados em ambos os documentos. Conclusão: Conclui-se que houve mudanças do documento de 1999 para o atual, entretanto ainda existem lacunas que demonstram a necessidade de maiores estudos.